segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sobre Heróis Olímpicos


Dizem que o Phelps é o nome da Olimpíada.
Quem costuma ganhar mais medalhas, geralmente é tido pela imprensa com o 'herói da olimpiada', e o americano faturou oito de ouro nessa, fora as cinco que ele tinha da edição anterior.
Assim foi Jesse Owens, neto de escravos, que na Berlim de Hitler (36), ganhou 4 medalhas de ouro no atletismo.
Ou outro americano-nadador, Mark Spitz, que ganhou sete de ouro em Munique (72).
Nádia Comaneci ganhou 5 em Montreal (76): 3 de ouro, uma de prata e uma de bronze.
E ela só tinha 14 anos...foi a primeira ginasta romena a ganhar ouro.
Carl Lewis, americano do atletismo, entre as olimpíadas de 84 e 96, ganhou nove ouros e uma prata.
Mas os meus preferidos são outros, que não ganharam ouro.
Com relação aos do passado, fico com a Gabriele Andersen, que chegou em 37º na maratona feminina em 84, aplaudida pelo estádio de pé, cheia de dor no corpo, cambaleando, cruzando a linha de chegada.
Tem vídeo dela nos meus vídeos recentes, dê uma olhada.
Mas dessa olimpíada (que continuo a achar ainda sem sal), já tenho minha eleita:
A uzbeque naturalizada alemã Oksana Chusovitina.
Uzbeque é quem nasce no Uzbequistão (dannnn).
Ela ganhou, aos 33 anos, prata na prova de salto da ginástica artística neste domingo (17/08).
Numa idade em que a maioria da geração dela já parou (a ginástica é cheia de meninas de 17 anos, que se aposentam aos 25), ela continuou , firme e em alto nível.
Foi a primeira medalha da Alemanha na ginástica em 20 anos, e ela ficou á frente da favorita, que era uma chinesinha.
Oksana ainda está competindo por causa do patrocínio.
Não que ela seja mercenária;
Ela tem uma filha com leucemia, que só depende dela para o tratamento.
Essa sim, é minha verdadeira heroína desses jogos, até agora.