domingo, 24 de agosto de 2008

Sobre o louvor


“O meu louvor será de ti na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem.” Salmos 22:25
Tenho experimentado o poder do louvor 'na grande congregação' , ou seja, aos domingos, quando vou na Grei.
É importante ressaltar que não é em qualquer lugar que 'flui' um louvor livre,onde podemos realmente sentir a presença divina através da música.
Mas somente em congregações em que haja liberdade para louvor.
Existem lugares em que não há essa liberdade:locais onde alguns cânticos são proibidos,
locais onde há distinção entre cânticos e hinos, distinção entre bandas e corais, músicas clássicas e contemporâneas (a velha guerra do novo e o velho), etc.
Tenho constatado também que, para um louvor que realmente toque o coração de Deus, e consequentemente o nosso, são necessárias duas combinações muito importantes aqui na terra:
O líder e os ministradores do louvor.
Se o líder não crer no poder renovador e transformador do louvor, tudo vira apenas barulho: é a mesma coisa que cantar 'parabéns pra vc' no aniversário, ou seja, a maioria canta só por que tem que cantar, naquele momento.
Além do líder crer nesse poder do louvor, ele também tem que ter unção (uma capacitação especial, vinda 'de cima', pelo Espírito Santo). Se não, também não fica completo.
Os ministradores do louvor não são apenas 'cantores'. No antigo testamento, eram separados só para esse ofício. Cantar, todos que estão lá dentro da Igreja cantam...
Eles ministram na vida da congregação, na hora do canto (ato espiritual que se consiste em interceder, clamar a Deus pelas vidas dos que estão ali).
O problema é a consagração de cada um. Já vi, no passado, nego saíndo direto do ensaio pra boate (um carro inteiro com músicos);
Direto da boate, no sábado, para a Grei, pela manhã (uma equipe inteira de louvor) ;
Direto da Lapa para cantar no coro/ louvor (alías,como tem membro de igreja 'rampeiro' de Lapa);
Não sou legalista. Escuto música não-cristã direto (eu me amarro em flashbacks) e a Lapa histórica é centro cultural aqui na cidade- o problema é o que está por detrás daquele ambiente á noite (drogas, álcool, orgias, etc). Isso 'pega'.
Para quem tem que ministrar sobre Deus, não é na Baronneti, na Fosfobox, na Lapa, ou mesmo na 'Feira dos Paraíbas' que vai buscar inspiração.
Alías, dependendo do local, até mesmo uma simples 'happy hour' pode atrapalhar.
É necessário nessa hora, separar o precioso do vil.
O louvor cura depressão, renova forças, alegra, edifica. Mas isso é uma consequência de quando adoramos com o coração- e isso muita gente esquece – o louvor é para Deus, o louvor sobe, mas não é só vertical, é também horizontal -ele nos atinge.
Lá na Grei isso acontece, e ás vezes paro de cantar só para observar essa ação.
Quando o louvor flui, é contagiante: por várias vezes, toco minha 'panderola imaginária' com as mãos, aguardando a vez de tocar a panderola real um dia, novamente.
O Pastor- titular, que tem unção, é o maior 'motivador' do louvor, cantando junto com a equipe, muitas vezes com o microfone;
Uma moreninha que funciona naturalmente como líder dos cantores, é cheia de unção;
Quando ela começa a falar , parece que 'adivinha' o que vc está sentindo, em tudo o que ela fala – isso vem da unção (muitas vezes, tive que chorar escondido, torcendo pra ela parar logo);
Quando o Pastor - titular não está presente, não flui da mesma forma , mesmo que ela esteja lá; Bem, pra ser sincero, 'cai legal' a ministração.
Não é todo pastor que tem uma unção especial...triste dizer isso, mas é verdade.
E dependendo de quem prega, 'pico a mula' mais cedo; não tenho mais paciência para mensagens vazias, e tenho um metrô me esperando.
Quando o Pastor está presente, mas a ' líder' dos cantores não (entre aspas, pqe isso não é oficial, apenas observação minha), flui, mas não é a mesma coisa – parece que existe uma 'sintonia espiritual', não acordada entre ambos – e isso vem do céu.
Quero dizer que alguns cantores são cheios de unção também (mas não todos).
A Unção faz diferença.
Música sem unção é barulho.
Mensagem sem unção é palha seca.
Esse fato é tão notório, que uma amiga da igreja católica me disse que uma equipe de louvor de uma igreja evangélica foi dar um seminário, ensinando alguns cânticos, na igreja católica onde ela congrega.
Disse que uma das músicas era tão ' forte' (espiritualmente falando), que chegava a arrepiar- mexeu com o coração dela.
Algumas músicas podem te deixar bem, ou não.
As da 'Lagoinha' não me trazem boas recordações, é dificil para mim.Nunca gostei de Toque no Altar também por isso:lembra um período ruim da minha vida.
Pior que a música favorita do Pastor é da Lagoinha...
De Cassiane também não gosto, mas aí é por gosto musical mesmo, e de Ludmila Ferber também não muito...
Gosto de Ronaldo Bezerra, e um pouco da Aline Barros. De bandas, só gosto da americana Mercy Me, a última dos meus vídeos do orkut.
Na verdade, o gospel virou um grande supermercado, com gente de gosto e vida duvidosa gravando álbuns.
São poucos os que dá pra ouvir...Nélson Ned e Vaguinho gravando cd é dose...e nego ainda paga cachê pra eles e vários outros se apresentar em igrejas.
Assim como nas músicas não -cristãs, eu ainda prefiro o flashback gospel. A qualidade era muito melhor...
Não troco Vencedores por Cristo, Rebanhão, Consagração, Asaph Borba, por nenhum desses de hoje.