sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Mais Um Vacilo da Polícia


Terminou de forma trágica o sequestro em São Paulo.
Eloá, refém 'principal', e a amiga, foram baleadas.
A primeira pode morrer, está em coma induzido com perda de massa cefálica.
A segunda, levou um tiro na boca, mas não corre perigo.
Esse caso serve, mais uma vez, para mostrar o despreparo das polícias em nosso país.
Depois de cinco dias, ficar tratando bandido como um 'coitadinho apaixonado', deu nisso.
Despreparo primeiro, das autoridades:
Até promotor se prestou a esse papel, dando garantias, por escrito, que nada ia acontecer ao vagabundo. Realmente, com ele nada aconteceu, daqui a pouco tempo sai de cana e tá pegando outras menininhas...aliás, um monte delas vivem com gente assim, gostam.
Essa polícia passiva, com medo de imprensa, em vez de procurar, depois das primeiras 24hs, um meio de meter bala bala no vagabundo e garantir a segurança das meninas.
Polícia relapsa, pois permitiu a volta ao local do sequestro da amiga da Eloá.
Despreparo em segundo, da imprensa.
Quando vi Sônia Abrão, ao vivo pela Rede TV á noite (reprise da conversa da tarde), falando com a Elóa ao vivo pelo telefone, e tratando o vagabundo como se fosse um menino de jardim de infância, elogiando-o, dizendo que ele 'estava calmo e tratando bem as meninas', e conversando com ele como se fosse sua tia, vi que o vagabundo tava se sentindo confiante com o estímulo que estava recebendo.
Vamos parar de hipocrisia...
Vagabundo que encosta pistola na cabeça dos outros e mantém refém, não importa a idade, é vagabundo: foi escolha dele.
Aqui, ficam todos com medo de fazer o que deve ser feito, por 'repercussões negativas'.
Foi assim no sequestro do ônibus 174, aqui no Rio, depois de horas e horas...
Foi assim agora em Sampa, depois de cinco dias!
Nos EUA, duvido que a Swat não 'largasse o dedo' depois de algum tempo de negociação.
Eles tratam vagabundo como vagabundo...preferem arriscar uma ação do que viver uma omissão e ver o final que a gente tá se acostumando a ver nesses casos.
Lá, tão tem a 'mamãezada' que passa a mão na cabeça de bandido, que temos aqui;
Lá, 'direitos humanos' são para humanos direitos que andam dentro da lei;
Quem não anda, ou vai pro 'saco' ou vai pra penitenciária de uniforme laranja com correntes nos pés.
Mas aqui, nego tem pena, se chocaria com uma cena dessas.
Teve liminar do supremo até 'restringindo' as algemas, acreditem...
Será que 'tia' Sônia agora ainda está com pena do vagabundo?
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