terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Natal é Reflexão


Foi insuportável sair na rua hoje:resolveu esquentar, e tinha 'mó muvuca', dentro do shopping e fora dele.

Essa correria toda não pode abafar a reflexão necessária nesta que é uma das três datas que no mundo todo 'mexe' com as pessoas: Páscoa, Natal e passagem para o ano novo.

Pro ano novo, escrevo até a virada, ainda falo do Natal, portanto.

Datas são importantes na medida do significado vivido existencialmente pelas pessoas:

De como está o seu coração nesse dia.

Do contrário, essas datas podem virar 'feriadão' apenas- tão somente isso.

Pra muita gente mesmo, Páscoa, Natal e ano novo é apenas um “feriadão”.

Quando podem faltar ao serviço, encher a pança e beber até não saber o própio nome.

Outros conseguem só enxergar a questão dos presentes, e de Papai Noel.

É como ficar na parte rasa da piscina de criança- sim, isso faz parte, mas é muito mais do que isso: trocar presentes é um 'barato', a fantasia com o bom velhinho é uma delícia...

Mas isso é apenas o “ the book is on the table” do Natal...vc não quer falar só isso em inglês...e já pensou se o Cielo e o Michael Phelps ficassem só no 'rasinho' da piscina?

Também não estou falando de religião...não quero te ver com nenhum manto religioso, nenhuma 'burka' escondendo a sua beleza...Não, num quero falar de celebração religiosa de uma data...

Quero falar do espírito que precisamos ter nessa data.

O mesmo espírito que os magos e pastores tiveram, que viram algo naquela noite, que os motivaram a ir tão distante(conforme evagelhos de Mateus e Lucas).

Nenhum religioso viu o que eles viram- nenhum deles esteve presente.

Nenhum príncipe viu o que eles viram- ninguém da realeza esteve presente.

E todos eles sabiam, com anos de antecedência, desse acontecimento...na verdade, todos eles sabiam da profecia na ponta da língua, e poderiam até recitá-la:

“Porque um menino nos nasceu, um Filho se nos deu, e o principado está sobre os Seus ombros, e se chamará o Seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." (Isaías 9.6)

Quando os magos e pastores tiveram essa 'presença de espírito', eles poderiam atravessar o mundo todo a pé: eles queriam presenciar, dar presente (o ato original de dar presentes vem daqui), mas sobretudo, só de estar perto, sentir pela fé (afinal era recém-nascido) cada um desses atributos.

Sabiam que não o achariam no Hilton Hotel de Jerusalém (bem que José tentou se instalar num hotel de qualidade, mas até mesmo as simples hospedarias estavam cheias), mas numa manjedoura:O Reino do 'Príncipe da paz' não é como os reinos da terra, pois todos tem livre acesso, basta buscá-lo:

"Bem aventurados os humildes de espírito", diria Jesus mais tarde.

Quando tivermos o mesmo espírito dos magos e pastores, nosso Natal será diferente: ele sempre estará num 'plano' muito maior.


Lee- Que sempre tentou imaginar quantos cavalos, bois e vaquinhas tinham naquele estábulo na hora...