domingo, 22 de fevereiro de 2009

O Dízimo pelo Motivo Correto


Dízimo hoje deixou de ser um assunto controvertido apenas fora das paredes de igreja:
Com o passar dos anos, passou a sê-lo também dentro dela.

Tudo, sempre, por novamente deixar a essência do texto de lado, seja por inverter a ordem dele (como acontece atualmente) ou por interesses particulares.

Vamos ao texto clássico de Malaquias 3.10:

"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes."
Quando se dá o dízimo na igreja, o primeiro objetivo é o sustento, a manutenção, das coisas que ali se encontram- que pertencem a Deus.

A luz, água, gás, o salário dos funcionários, dos Pastores e auxiliares, se houverem, despesas de secretaria e escritório, etc,é o “para que haja mantimento”.

Daí, voltamos 10% do que recebemos – o “dízimo”, que na verdade, nada mais é do que uma pequena devolução daquilo que recebemos de Deus- é ele que nos dá o sustento.

Muitas pessoas de fora de grei, não entendem isso, mas elas mesmas cansam de dar “dízimo” por aí por fora:

Pagam uma fortuna de OAB, CREMERJ, e outras associações sindicais;

Todos pagam IPTU, IPVA, imposto de renda, dez por cento de gorjeta em restaurante, etc.

Todos pagam muito mais do que o dízimo, e gostando ou não, tem que se conformar:

Ai de quem não pagar!

O grande problema, sem citar hoje os pastores mercenários, lobos devoradores que me tiram do sério, e seus ensinamentos ridículos ou ameaçadores nesse sentido, é o próprio pensamento do povo em relação ao dízimo.

Sinto muita gente invertendo a ordem do texto, dando o dízimo somente a espera de benção, que na maioria dos casos desejada, é financeira.

Cara, se vc faz isso, é melhor ir comer num restaurante, ou me pagar uma entrada pro cinema (pipoca e coca inclusas)com essa grana:

O “Chefe” não vai te atender, pois ele não é e nunca será mercenário.

Quando Jesus caminhava entre nós e abençoou os pescadores a ponto de quase afundarem o barco de tanto peixe que eles pescaram, não cobrou “comissão” por isso;

Quando ele transformou água em vinho numa festa de casamento, salvando- a da desgraça de os convidados irem embora, num pediu um “por fora” ;

Quando multiplicou comida para a multidão, não vendeu quentinha por um real;

Jamais cobrou um centavo de quem curou de doenças, fosse uma febre, fosse lepra.

Dê o dízimo, para o sustento da casa Dele- o “fazei prova de mim” vem depois.

E dê com alegria, e não com pesar, achando que vai fazer falta, nem por ameaça ou chantagem de alguém:

Deus ama a quem dá com alegria. (II Corintios 9.7)

Lee, que ás vezes dá dízimo, dá oferta, ou num dá nada – ninguém vai por Inferno por causa disso.