sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Fazendeiro, a Ex- Noiva, e a Decisão Judicial


Um fazendeiro de Minas Gerais foi condenado a indenizar sua ex-noiva em R$ 10 mil por danos morais, por suspender o compromisso após saber que ela estava grávida (dele).

A Juíza disse que “nínguém é obrigado a casar, mas ele atropelou o respeito e a dignidade do outro”.

Ontem á noite, enquanto via Força- Tarefa na Globo, e Lalá curtia sua paixonite por Tony Castellamare na Record (sem comentários, depois do Big droguer num comento mais nada),me lembrei do caso de uma colega de faculdade, anos atrás.

Ela rompeu o noivado,mas tava pagando as prestações de um apê que ela havia comprado, pra casar...o noivo, um PM, tinha se comprometido de rachar as prestações, mas rachou foi a cara:

Além de nunca ter contribuído com um centavo, quando acabou o noivado, se recusou a sair do apê (faltando pouco pra casar, eles estavam morando juntos)...só depois que ela ameaçou entrar na justiça.

No caso do fazendeiro, chama a atenção a idade dos dois: ela a época (2002) tinha 18 anos, e ele, 36.

Ele, além de tudo, nunca ajudou em nada, com o filho que nasceu, apesar de ter grana.

É o tipo da coisa que vai marcar a garota por um bom tempo:

Abandonada, antes de casar, e grávida.

Nesses locais de fazenda, e ainda por cima em Minas, um berço de tradicionalismo, o cara não “curte”, como fazem nas grandes metrópoles:

Por lá e em outras bandas do interior, sendo visto juntos, nego pergunta logo quando é o casório.

Tenho certeza que esse cara de 36 anos só no corpo (a época), tinha no máximo uns 20 de idade mental: deve ser filhinho de papai que herdou a fazenda, negócios, etc.

Tenho certeza que a garota, movida por pressões de família, que nesses locais é massante, e pra se “garantir na vida”, ficou com ele- e deve ter sido a primeira pessoa que ela conheceu, em todos os sentidos.

Não vi foto de nenhum dos dois, vou pelo meu “feeling”- levo ele a sério....se visse, “viria” mais coisa.

Tenho certeza que nenhum dos dois tinha amor um pelo outro...os dois, cada qual a sua maneira, foram pressionados.

Ele agiu errado ao ter engravidado a garota, se não queria nada com ela.

E agiu pior ainda, tendo condições, não dando um níquel pra sustentar o filho.

Agiu errado ficando noivo, sabendo, dentro dele, que não queria se casar.

Ela também é vítima das circunstâncias, de família, da síndrome maldita do “bom partido”(na visão dos outros, em especial da família) que acha que homem com um mínimo de grana é sinal de casório feliz - pelo contrário.

Quando a esperança de felicidade está em dinheiro, e não na vida a dois, é um desastre.

Seria melhor ela se casar com o peão, desde que ela amasse, do que com o fazendeiro.

Mulher que se casa por “segurança financeira”, não é melhor que prostituta.

Assim, ela vai “dar "pro marido, pela “obrigação conjugal”, mas em pouco tempo vai ficar com nojo dele...

E assim que acabar de fingir, vai correr pro chuveiro, se ensaboando toda, pra tirar a “nojeira” daquele ato- é o que mais acontece por aí.

O que acontece nesses rincões do Brasil é o seguinte:

Muita gente do interior, como esses filhos de fazendeiros “condenados” a herdar o negócio de família, ou mesmo as filhas deles, ou mesmo de gente de classe média, vão estudar fora.

Antes de voltarem a forca ao qual estão condenados, estão saindo pra estudar em Ouro Preto, Belo Horizonte, ou outra grande cidade, bem longe dos pais, morando em repúblicas,e por lá, nesse breve momento de licença deles, fazem tudo aquilo que jamais fariam em sua cidades:

Caem de tanto beber, fumam maconha pacas, promiscuidade geral.

Eles sabem que só estão “ de licença”, que voltarão para o cabresto familiar.

Quem tem um pouquinho mais de cabeça, e consegue arrumar um emprego, não volta, e tem que romper com a família.

Ô vida desgraçada...culpa de vontades paternais, e sociedades hipócritas e impostoras, pois nessas cidades, tem muito padre que é “pai de família” escondido.

Agora, imagino como deve ter ficado essa menina largada e com filho numa cidade dessas.

Melhor seria se ela viesse pra “cidade grande”, e sumisse de lá.

Lee, vendo esses filmes sempre se repetindo.

Na Sessão Revival, os Bee Gees também não querem ficar sozinhos, mas esperam -com tradução.