quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Vento do Espírito soprou na Aldeia dos Ventos


Sexta passada, fui ao meu shopping -point á noite, só pra comprar um sanduba da Subway, pra viagem...comprei de almôndega.

Ainda mal, nem ânimo pra ficar na Saraiva vendo livro tive.

Mal sabia que naquela noite ali, mesmo com meu estado, haveria uma prova espiritual.

Quando saí da kilométrica fila Subwyana, passei em frente da Aldeia dos Ventos.

É uma loja de roupas, e lá trabalha a Thati, neta de uma senhora que mora no meu prédio.
Nunca vi uma Thati feia...vc já viu?

O problema é que essa é um grude (rss), e ás vezes passo por lá (é caminho pra Subway) correndo, pra ela não me ver...a mesma coisa na volta.

Nesse dia, abatido, voltando doido pra comer meu almôndega em casa, ela me viu de dentro da loja, em cima de uma escada, me fez sinal de “peraí”, e veio correndo.

Distraído, caí na besteira de olhar pra dentro da loja! Eu mereço...

É o primeiro emprego dela, na flor de seus 19 aninhos, e continua estudando de manhã.

- “Preciso de 24 reais pra bater minha cota, só assim terei folga na semana que vem," disse ela nervosa...vc tem aí?

Quer dizer que agora eu tenho cara de banco?

O tom que ela falou, era como se tivesse devendo 24 mil dólares a máfia, e o prazo estava vencendo, e ela seria jogada dentro de um rio -ou virar cimento, na calçada!

Eram 21.15h no meu relógio, e a loja, como todas, fecharia ás 22h.

Ela continuou: - “num guento mais isso aqui, estou trabalhando 12 horas direto em pé, especialmente nos fins de semana.”

A folga é um direito de todo funcionário, mas eles estavam condicionando a bater metas.
Pra piorar a situação dela, num entrava nego na loja há mais de uma hora...

E em 45 minutos, tudo iria fechar, e ela, sem os 24 reais que faltava, iria perder a folga da semana seguinte.

- “Não, não tenho, acabei de comprar meu sanduba”, disse a ela...mas sinceramente, mesmo se tivesse, provavelmente não daria- iria acostumar mal a ela...

No próximo perrengue, ela poderia pedir a um outro amigo ou amiga que estivesse passando em frente a loja.

É engraçado como nesses dias de combate espiritual, de luta para não me abater, tive sonhos a vera, tanta experiência...como essa.

Senti que precisava fazer algo por ela, não dar 24 reais...

Me lembrei da história de Elias e a viúva com a botija vazia...

De que vale ter dons proféticos se não usarmos no dia a dia?

Disse a ela:

-“Entre na loja, que até dez horas vc vai atingir a sua meta...e procure outro emprego, esse está sendo injusto com vc”.

De alguma forma, ela conseguiu reunir fé naquele momento, e me disse: - “Tá legal.”
Disfarçadamente, ao me despedir dela fiz duas coisas:
Toquei na cabela dela, abençoando-a;

E assim que ela entrou na loja, toquei no vidro da Aldeia dos ventos...
O vento do espírito precisava entrar naquela Aldeia.

Antes de descer as escadas rolantes, orei:

Ela veio me pedir ajuda, como aquela viúva de Sarepta...agora, é contigo.”

De que adianta ler sobre milagres, aprender sobre fé, e não experimentarmos no dia a dia?

A última vez que olhei no relógio, descendo as escadas, eram mais de nove e vinte.

Bem...ontem a noite passei na Subway pra levar um almôndega pra casa, novamente.
Thati estava, dessa vez, na porta da Aldeia...eu voltava já com meu almôndega na mão.

“- E então, o que aconteceu naquele dia?”, perguntei.

“Eu consegui! Atingi a meta!!”, disse ela aliviada....e folgou na segunda.

Apesar de não ter entrado nem uma mosca na loja, na hora anterior aquela conversa;

Apesar de além dela, ter mais dois vendedores na loja;

Apesar de faltar menos de 40 minutos para o fechamento;

Ela atingiu não só 24 reais que faltavam, pra atingir a meta e “tirar a folga”...

Ela fechou com 60 reais naquele dia.

Quem entrou na loja, naquele resto de tempo, ia direto nela.

Teve fé, e conseguiu...sim, e minha fé era Nele, mas precisava de um sinal manifestado, que foi o “tá legal”, dela.

Assim, o vento do Espírito soprou na Aldeia dos Ventos...

O vento da Aldeia não produziu a venda:

Ventos de Aldeias nada produzem, pois o único vento que produz vida é o vento do Espírito...

E esse vento, sopra onde e quando Ele quiser.

Lee, que anda navegando contra ventos contrários que ameaçam virar o barquinho...mas que está com aquele que “até os ventos e mar Lhe obedecem”.

Falando em Thati, me lembrei da Toddynho, que prefere o Burguer King em vez da Subway...tava toda fashion com aquela bolsa branca, uma gracinha- num disse que toda Tathi é bonita?

Na Sessão Revival, navegando por águas mais tranquilas: Sailing traduzida, veja em vídeos.