sábado, 20 de junho de 2009

Generalidades


Sobre a questão do Jornalismo sem diploma:

Sinceramente, eu apoiei.

Os maiores jornalistas que conheci e conheço, não tem diploma.

Paulo Francis não tinha diploma, mas era capaz de escrever sobre política internacional como poucos...alías, ele escrevia e falava muito bem sobre tudo, menos futebol.

Francis, na era pré-internet, lia 200 revistas por mês, nacionais e internacionais,e lia jornais daqui e dos EUA.

Foi correspondente da globo em NovaYork, não tinha medo de polêmica, e era uma figuraça, falando na TV- quem viu Manhattan Connection com ele, e depois sem ele, sabe do que estou falando.

Armando Nogueira é o maior cronista esportivo do país, tendo ajudado a fundar o jornalismo da globo (o Jornal Nacional e o globo repórter foi idéia dele, junto com Alice Maria).

Ele, sem diploma, foi quem começou a puxar o pessoal das faculdades para a TV.

O Arnaldo Jabor é cineasta (tb sem diploma), e faz críticas ferinas no jornal da globo, especialmente contra os políticos de Brasília, que pedem sua cabeça toda hora.

Luciano do Valle, Jorge kajuru, e uma penca de comentaristas e jornalistas esportivos bons, não tem diploma.

A Folha de São Paulo escolhe seus jornalistas pela qualidade, e não por diploma:

A maioria dos colunistas e repórteres deles, não fizeram jornalismo.

Sabe o que acontece?

Vc chega nas redações hoje, e vê um bando de meninas bonitinhas, mas vazias, sem conteúdo, e que mal sabem escrever.

Mas conseguem a vaga pelo “QI”- quem indica.

São raras as que se dão bem, com conteúdo, mesmo com “QI”:

A Patrícia Poeta, por exemplo, tem beleza, mas tem conteúdo...

Mas será que se ela não tivesse casado com o Amauri Soares (diretor de projetos e eventos da globo), ela estaria no Fantástico? Acho difícil.


Além do que, na TV, por mais que eles digam que não, tem o selecionamento estético:

Dificilmente vc vê um repórter ou uma repórter “comum”, ou mesmo “feios”:

A maioria, parece pronta para entrar em novela.

Gostei da queda do diploma...e tô torcendo pro fim da obrigatoriedade de carteira da OAB, que também não garante nada se um advogado é bom, ou não:

É só pra tirar dinheiro.

Na minha última Sessão de fisioterapia, vejo o Saliba, novamente...

Ultimamente, ele se ocupa em arrumar sua coleção de 8 mil discos antigos (estilo bolachão) e dos seus 3 mil cds.

Saliba, vc sabe, foi meu professor no primeiro e segundo grau, e na faculdade.

Assim, vou aproveitar a última sessão de fisioterapia, e fechar a trilogia das historinhas do Saliba...já contei a do primeiro grau, num dos generalidades, a do segundo, no post “na fisioterapia”, e agora, fechando a trilogia, na faculdade.

Eu havia saído de um plantão (na época que eu trabalhava no estado), e estudava de manhã- saí do trabalho direto pra fazer prova, cheio de sono.

Como não sabia nada (raramente estudava pra provas) e pra piorar, estava com sono,
das 10 questões, só sabia 3, e uma tinha chutado.

Foi quando o Saliba, na velha mania de percorrer a sala pra ver se nego tava colando, chegou até a mim, na última carteira (eu havia chegado uns 5 minutos atrasado).

Daí, ele foi lá pra frente novamente, e marcou um tempo lá...o restante de minha prova continuava em branco...eu num sabia mais nada.

Passados ums 20 minutos, em que eu quase apaguei de sono, ele foi novamente para onde eu estava, lá atrás, perto da porta.

Na verdade, ele havia arrochado naquela prova...tava difícil, mesmo...nego olhava um pra cara do outro, sem saber o que fazer- era impossível alguém colar tranquilamente na prova dele.

Quando Saliba chegou ao meu lado, começou a ver minha prova, quase em branco.

Eu só ia deixar pra “chutar” mais pro final...

-Não sabe responder o restante? Perguntou ele, bem baixinho.

Fiz que não com a cabeça.

Aí então, algo inédito acontece:

Saliba aponta pra mim as respostas de umas cinco questões, pelo menos.

Sim, o professor me deu cola!!

Fui um dos poucos alunos a ficar na média, naquela primeira verificação...

Mas lembre-se:

Isso foi privilégio de um único aluno a passar todas as fases de estudante com o mesmo professor:

Sim, foi pelos “velhos tempos”.

Lee, generalizando em mais um sábado.