quarta-feira, 10 de junho de 2009

Na Fisioterapia

O ombro pediu “arrego”, e estou tendo que fazer fisioterapia: tendinite.

Terminei a quinta sessão, de dez.

Assim como na enfermagem, 90% delas são mulheres, a começar pelas recepcionistas.

Faço tratamento igualzinho na foto acima, com vários tipos de aparelhos.

Nos 40 minutos de sessão, papo vai e vem, e fiz uma pesquisa do que elas vão dar de presente no dia dos namorados.

Uma, Flamenguista,vai dar uma camisa do Vasco ao namorado, uma com uns dizeres de torcida...deve achar fácil, afinal tem camisa do Vasco sobrando (série B é isso aí).

Outra, vai dar um calça comprida para o maridão.

Outra, vai sair do trabalho e ir no shopping á noite ver o que vai dar...ainda não sabe.

Outra, quando perguntada, me respondeu:

Que namorado”? Só se for imaginário””

Como uma menina tão bonita não tem namorado?”, reperguntei.

Eu também queria saber”, disse ela.

Mas eu sei, disse a ela...vc não tem tempo (sai de um e vai para outro trabalho), e trabalha num local que só tem mulher”!

“É, fazer o que...”concluiu ela, resignada.

Ela mora na Vila da Penha, e está há 35 min. de metrô da Tijuca...é muito bonita.

Tá certo que ela trabalha aqui, mas eu peguei um mapa e fiz um círculo, um raio de no máximo 10 km em volta da minha área.

Sim, a preferência são das tijucanas...num tenho mais saco de ir pra muito longe.

Ainda que saiba que tudo isso pode “babar”, claro, dependendo de quem possa aparecer, se valer a pena “andar um pouquinho mais”...mas tem que valer muuito a pena...

Confesso que tô mais regional, é mais prático...leva menos tempo de deslocamento, e chega logo em casa...enquanto num aparece, economizo no dia 12.

Na saída, na sala de espera quem eu reencontro?

Saliba, único mestre que atravessou comigo o primeiro, segundo e terceiro grau, caso raro, ele mesmo diz que fui o único.

Tava esperando a mulher dele, que fazia Pilates (Pilatos também fazia Pilates, com palitos).

Fui no balcão pra marcar as sessões seguintes, e aí ouvi uma voz de trovão:

Num atendam esse cara aí não”, bem alto...fora do meu raio de visão.

Opa, reconheço essa voz”, respondi alto, sem olhar...

Lembra do Rambo 1, 2, e 3, quando o Coronel Trautman aparecia falando , e mesmo sem olhar, o Rambo já sabia que era o mentor dele na área?

É a mesma coisa dele comigo (kkk).

Abraços e papos flashbacks...eu já contei por aqui, num generalidades, um episódio com ele no primeiro grau, na sétima série...


Hoje vou contar uma do segundo grau:

Estávamos prontos e perfilados para um prova dele, no primeiro ano do segundo grau.

Saliba metia o terror, mas se ele pegasse, expulsava de sala e mandava pra coordenação, chamando de pilantra, safado, e tudo...esculachava bonito.

Na aula dele, era mó silêncio, num tinha barulho...não podia ter.

Bem, nesse dia da prova, assim que ele distribuiu a prova e meteu o terror, dizendo que quem colasse ele expulsaria da escola, etc, ele foi pra frente, lá pra mesa.

Foi quando uma professora toda gostosa, com calça jeans cravada lá no rêgo, passou em frente a porta da sala, e deu um “tchauzinho” pra ele, enquanto ia pra sala dos professores.

Saliba não resistiu, e perdeu toda a compostura:

Num quis mais saber de prova, foi até a porta, e ficou olhando a professora jeitosa até sumir do horizonte, entrando na sala dos professores, ao final de um longo corredor...

Sempre olhando pra baixo, claro, conferindo o material.

Enquanto nego ajeitava as colas nas carteiras, se aproveitando da fraqueza do mestre, que durou uns 10 segundos, assim que se Saliba se lembrou de onde estava, eu zoei:

Aee, professor!! Num resistiu, né??

Saliba abaixou a cabeça, e deu um risinho...mexeu no envelope de provas, tentando disfarçar, e mandou:

“Me respeita, moleque.....”


Lee, que s
ó falta agora contar uma historinha do Saliba, a da faculdade, vou contar outro dia....