segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sexo é Tabu na grei 8- Pode ou não Pode?


A Bíblia não se refere ao que um homem e uma mulher podem fazer na cama.

A maior parte das informações erradas sobre isto, nunca veio da Bíblia, mas da cabeça de pastores e padres, geralmente legalistas, pregando ou ensinando sobre elas.

Geralmente quase sempre em cursinhos de noivos ou palestras de “sexualidade”, bem restrito, ditavam o que podia e o que não podia:

Pronto, virava regra.

Praticamente não falavam de sexo, mas quando falavam, falavam mal.

Mesmo quando tentavam “falar bem”, o tiro saía pela culatra (sem duplo sentido, vc vai ver abaixo) por que, no querer “falar bem”, falavam de mau jeito, e de maneira que fosse “obrigatória”.

Fosse para “mal falar,” condenando o sexo oral e anal, fosse para “bem falar”, defendendo.

Me lembro, quando era teen, de uma palestra em que o pastor e a mulher dele (todos ficaram sabendo depois) disseram para fazer sexo anal com seus conjuges.

Ora, quem já fazia e gostava, mesmo que ele dissese não, continuaria fazendo, mas dessa vez com “peso de culpa”;

E quem não fazia, por algum dos dois não curtir, não ia fazer mesmo.

Não há descrição de “posições sexuais” boas ou más na Bíblia.

Há sim, no antigo testamento, em Cantares de Salomão, a afirmação de que a genitália da esposa era o copo de vinho do marido.

Mas pelo pudor dos tradutores, mudaram a zona descrita para uma região uns poucos centímetros acima da genitália, e a traduziram por “umbigo”.

Depois já no novo testamento, Paulo (o solteirão convicto, lembra?) diz que o corpo do marido não pertence a ele, e sim à sua mulher; e que nem o corpo da mulher pertence mais a ela, mas sim ao seu marido (I Cor 7, 3 e 4).

O que significa que não pode haver forçação de barra: são direitos iguais.

O que será feito, é questão de gosto, por isso deve haver concordância.

Fica difícil desejar criar “zonas proibidas no corpo”, pelos textos acima.
Isso é coisa de homens...

Quem proíbe, geralmente é porque não tem, e gostaria de ter;

Ou, não quer ter com quem tem o direito da intimidade (mulher ou marido que não ama, não sente atração sexual), e , por isto, não quer que mais ninguém tenha;

Ou proíbe porque está apenas expressando sua própria doença sexual como proibição para os outros, dizendo por exemplo, “que não foram feito praquilo”...

Em especial, o sexo anal, dizendo que “é só pra sair”.

Ora, sendo assim, a boca foi feita só pra ingerir alimentos...

E a língua, para distinguir paladar.

Pronto: acabou o beijo!

Essa turma deveria usar o mesmo critério...

Quem está grilada (o)com isso, é porque:
1- Ainda está sob muita neura religiosa;

2- Está se “escondendo atrás da Bíblia” pra não conceder intimidade a quem
não ama tanto, ou nem ama;

3- Pensa que Deus está preocupado em diminuir o prazer humano.

Portanto, que ninguém se entregue a quem não ama de verdade:

Mulheres mal casadas, por exemplo, jamais vão se entregar por completo ao seu conjuge.

Algumas sentem nojo deles...

Mas aí, se ficam viúvas ou divorciadas, e descobrem um outro conjuge que amam, e que este a ame, e saiba “explorar” seu corpo, “vão ao paraíso”.

Entende agora por que digo sempre que não é só ser simpático, “legalzinho”, “legalzinha”, “com dinheiro”,“gente boa”?

Se vc não sentir um pingo de atração pela outra pessoa, atração física mesmo, nada vai rolar mais tarde.

Outra coisa que acontece bastante, é no período do namoro, e especialmente do noivado, em que é para se ter conversas sobre isso, mas (nos casos dos virgens que estou falando) o excesso de pudor predomina- e ninguém conversa disso.

Aí, vai querer mais tarde, fazer o que a outra pessoa pode não gostar.

Uma boa parte das mulheres de grei é travada nesse aspecto, especialmente se é filha de mães da “velha guarda”, em que o sexo era praticamente visto como pecado.

Elas receberam ensinamento nesse sentido,de que é pecado, e mesmo se topar, vão se sentir mal, culpadas...antigamente, tinha gente que dizia, inclusive, que era só para “procriação”.
Sem falar na pastorada e padres que foram pela mesma linha.

Por isso é bom conversar, perguntar, saber- pois é o que vc vai (ou não) ter:

Resta saber se vai concordar, ou mesmo aguentar:

Uma boa parte dos homens de grei que traem, é por causa disso.

Não justifica, mas apenas na questão de entender:

Cansei de ver, nos últimos 3 anos, gente de grei com suas amantes em shoppings, restaurantes, etc...

Tinha um que marcava com "a outra", ás quintas, numa faculdade...a mesma em que eu estudava (foi assim que vi), um cara “acima de qualquer suspeita".

Desde os mais novos, até nego setentão, membros, diáconos...e toda hora estoura um caso de pastor.

De todos que eu vi nesses 3 últimos anos, todos tinham uma coisa em comum:

Mulheres passivas, cheias de “não me toques”, como a mulher da foto acima.

sexo oral, não faziam, e não gostavam de receber;

Anal, nem pensar.

Um deles, por isso, levava a vida “na mão”, mesmo casado, pois confessou que fazer amor com a mulher era parecido com uma boneca inflável:

O basicão do "papai com mamãe",com ela emocionantemente deitada na cama, e só.

Aí, foram procurar na rua, ou com prostitutas, o “que não tinham em casa”.

Quer dizer então que só a puta pode fazer "amor gostoso"?? Só elas podem se divertir?

Por isso, saiba com quem vc vai se relacionar...

Se vc tem a mente aberta, converse com a pessoa, antes de se casar:

Se ela (ou ele, em alguns casos, mas geralmente menos) não quiser, ou sentir-se não confortável com esse tipo de conversa, é sinal que aí tem coisa- fique ligado.

Daí em diante passa a ser apenas questão de gosto mútuo, como em toda a relação sexual.

Amanhã finalizo essa parte, e entro em outra ( tudo sem duplo sentido) do pode ou não pode:

Sexshops, motel, fetiches, conversas sexuais,etc.

Lee, que procurou no Antigo e no Novo testamento para ver se havia “alguma maldade” nessa questão, mas, além dos textos acima, só encontrou Ele dizendo:

O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca”...
Em todos os sentidos.

Veja a Sessão Revival, Sem Pecado, e Sem Juízo: