terça-feira, 7 de julho de 2009

O Carrinho Vermelho


Eu ganhei um carrinho vermelho igualzinho a esse da foto, quando era criança.

Ele me marcou por dois motivos:

O primeiro, é que por incrível que pareça, eu recebia poucos presentes de criança, quando criança, dos meus pais:

Tanto que, de cabeça, me lembro do Tufão da estrela, do tanque do exército, do barquinho azul, do trenzinho, e de minha inesquecível bicicleta verde, parceira de grandes aventuras na infância: apenas 5 grandes presentes, até os dez anos.

Infelizmente, meus pais inverteram as coisas: achavam que criança tinha que ganhar roupa (o que só vai agradá-los da fase pré-teen em diante).

Criança tem que ganhar como presente é brinquedo- a gente nunca mais vai se esquecer deles- roupa, a gente se esquece.

Assim, só brincava de brinquedos “de criança” com meus amigos, na casa deles- Forte Apache, aqueles soldadinhos verde do exército, e principalmente, a Legolândia...

Mas o segundo motivo que esse carrinho vermelho me marcou, foi por causa do carinho, da atenção.

Quando criança, eu morei por um ano na Grécia, e nós, sendo batistas, procuramos uma grei batista pra frequentar por lá...só que não tinha.

Tinha interdenominacional, que frequentávamos (todas as denominações, culto em inglês, tinha gente do Congo, da Síria, americanos, etc), e lembro que era num salão.

Mas era durante a semana, á noite.

No domingo, íamos numa igreja Presbiteriana, culto em grego, só eu e meu pai entendíamos (sim, um dia na vida, falei grego, só num sabia escrever, mas num lembro de nada).

Assistia ao culto normal (hoje em dia, existe culto infantil) , e ia pra classe de crianças.

Após um ano, quando meu pai foi designado pra outro país, comunicou ao reverendo que o próximo domingo seria o último dia naquela grei.

No domingo seguinte, fomos chamados á frente, onde ele pediu a igreja pra orar pela gente.

E assim que acabou, me deram aquele carrinho vermelho de presente, naquelas caixas bonitas ...

Eu fui “Presbiteriano” por um ano, e eles não se esqueceram disso.

E nem eu:

Volta e meia, dou um pulo na Catedral Presbiteriana, aqui no RJ.

Mas precisava também retribuir o carinho que tiveram comigo...

E assim que vi a oferta de ter a VVTV no meu blog, eu sabia que tinha que colocá-la:

O Caio é um dos maiores valores vindos da igreja presbiteriana, sendo filho também de pastor presbiteriano.

Assim, é como se estivesse retribuindo o presente que ganhei deles.

Agora, vc pode ler minhas mensagens, reflexões, sonhos, contos, o que vier:

Mas também pode ser edificado a qualquer hora do dia ouvindo a programação da TV online dele (inclusive com cartoons).

Lee, retribuindo o carinho que veio em forma de carrinho, o qual nunca me esqueci.