segunda-feira, 13 de julho de 2009

Oração,Óleo, Cura e Unção



Hoje, quando desci do almoço, encontrei um rapaz que tava passando mal, e ele me chamou a atenção.

Ele já estava sendo socorrido por um taxista, pois estava sentado bem em frente a uma loja.

Eu me lembrei de como minha mãe já foi acudida na rua( e já acudiu os outros), geralmente é uma coisa que sempre procurei ajudar- todos podemos precisar de ajuda, um dia.

Ele devia ter no máximo uns 20 anos, e estava com a camisa do Vasco (será que eu acudiria se fosse flamenguista?)

Perguntei aonde morava, ele disse que era no fim da rua.

Quando toquei nele, estava gelado, a pressão devia estar muito baixa.

Orei por ele, em silêncio, e depois de algum tempo, ele reuniu forças para se levantar e ir pra casa.

Perguntei se queria que eu fosse junto, ele agradeceu, disse que estava bem melhor.

Atenção não faz mal a ninguém...oração, muito menos.

Me lembrei de algumas circunstâncias no passado...

A primeira, numa grei em que eu estava.

Um coroa pediu que orasse pela filha, que iria operar- ia tirar um cisto, acho que tava no ovário ou no útero...sei lá.. não me lembro, enfim, "lá praquelas bandas".

Senti que tinha que orar com ela, perguntei se podia fazer isso, e uma semana antes dela passar na faca, fui lá na casa deles.

Levei meu vidrinho com o óleo da unção...apesar da banalização que a Universal faz disso, e com outros interesses( $), eu creio que é uma prática neo testamentária:

Em Tiago 5.14 está escrito: Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor.” A expressão “...em nome do Senhor...” , mostra que os presbíteros usavam o óleo num sentido espiritual e não num sentido físico- foi como eu fiz.

O pai da menina, na época com 15 anos, estava assustado, pois ela corria o risco de não poder ter filhos.

E disse que só estava deixando eu fazer "aquilo" (passar o óleo na cabeça dela) por que me conhecia e eu "era batista"...é mole? rs!

Bem...na semana seguinte, assim que o médico abriu pra tirar o cisto, teve uma surpresa:

Ele, que era do tamanho de uma laranja, agora estava do tamanho de uma bolinha de ping -pong.

As outras experiência de orar por enfermos, foram das mais surpreendentes que já tive.

Eu estava numa cadeia de menores infratores.

Um deles me disse que sofria de insônia, ficava acordado até 5.30h da manhã,mas depois era acordado ás sete horas, como todos, para o café.

Orei colocando as mãos na cabeça dele, pedindo que ele tivesse sono.

Três dias depois, o reencontrei, e perguntei se ele havia dormido.

Ele me disse que passou, do momento em que orei por ele, mais de 12 horas dormindo direto, e no dia seguinte, só se levantava para refeições e ir ao banheiro- o resto, ficou dormindo.

Mas tempos depois, um menino estava passando mal na cela.

Um amigo dele me chamou, perguntando se não havia como levá-lo ao médico...era fim de semana, não havia médico nem veículo pra levá-lo ao hospital.

O menino suava e tremia..o amigo me perguntou:

- O Sr. num é da igreja? Faz uma oração por ele.

Veio um ímpeto em mim ( e aí entendi aqueles textos bíblicos que dizem: e fulano, cheio do Espírito Santo...foi como me senti) , olhei em volta, não havia ninguém, só eu em frente aquela cela, sozinho com eles...

Olhei ao lado, e a sala da rouparia estava aberta, sem ninguém- fui até lá, e peguei um camisa lavada, limpa e seca,para dar aquele menino que estava passando mal.

Mas antes, na frente deles (haviam só 4 naquela cela) orei pedindo ao Senhor que curasse o menino no momento em que ele vestisse a camisa- orei segurando a camisa, e orando.

Dei para o menino dar para o amigo que passava mal, meu tempo havia se esgotado, e fui embora.

Na semana seguinte, fui perguntar do resultado...

O que aconteceu foi o seguinte:

Assim que o moleque vestiu a camisa, a febre foi cessando, os tremores também, e ele não sentiu mais nada;

Os outros moleques, pasmos, pediram pra usar a camisa, um a cada dia, e:

A cada dia que um usava aquela camisa "orada", eles eram curados de dores de cabeça (por falta de droga), zikiziras de cadeia (coceiras pelo corpo), etc.

Quem usasse a camisa, se sentia bem, não tinha nada.

Na mesma ora, pedi a camisa, a essa altura surrada pela disputa em usá-la, e eles me devolveram:

Não podia deixar que o objeto virasse motivo de adoração, de culto.

Afinal, o poder vinha de Deus, não da camisa, usada em circunstância especial, numa situação super-específica, que senti na hora.

O dia em que a gente simplesmente orar com fé,crendo que Deus responde orações, a gente vai ter respostas surpreendentes...

Eu era um cara mais fervoroso- com 13 anos, já orava por gente com enxaquecas, e passava a dor na ora...

Mas o convívio com os crentes me fez muito mal, foi me deixando cético demais, pelas coisas que via, e que vejo até hoje.

Só muito tempo depois que me situei.

Lee, cansado... hoje durmo cedo.