quinta-feira, 9 de julho de 2009

Os Fins Justificam os Meios?


Segundo Machiavel, se o objetivo a ser alcançado fosse de suma importância, qualquer meio para alcançá-lo seria aceitável:

Daí sua famosa frase- "Os fins justificam os meios"(Machiavel, em O Príncipe).
Essa Crise toda no senado, envolvendo o Sarney e sua turma me fez pensar em quanta gente se submete a esse tipo de coisa:

Em quanta gente faz de tudo pra se dar bem, não importando os meios de acesso, de como conseguir as coisas, pra atingirem seus objetivos.

Políticos se vendem por cargos, atores e atrizes “dão” para diretores e produtores em troca de papel, Pastores se vendem por dinheiro, jornalistas e apresentadoras se casam com seus chefes, em troca de lugar permanente na mídia, garotas querem pegar filho de jogador de futebol e artistas, pra ter dinheiro...

As meninas do morro colam com os traficantes- várias não se importam em dividir um harém com o “dono” da boca, em troca de roupas, bebidas caras, casas, enfim, tudo o que dificilmente teriam levando uma “vida comum”.

Nos serviços do dia a dia, muitos bajulam chefes idiotas, inexpressivos, apenas para terem "um lugar ao sol"...

Gente que já acabou seu casamento na prática há muito tempo, e que apenas não se separam por causa da mordomia, conforto, dinheiro que possuem (ou com medo do que os outros vão pensar), apesar de cada vez mais se sentirem vazios em sua “farsa”, sempre disfarçada com um sorriso triste, que não convence mais ninguém, da falsa “vidinha a dois”.

A pessoa que faz isso, nunca terá, dentro de si, um sentido de legitimidade, ainda que “alcance seus objetivos”- ela se sentirá, no fundo, sempre “uma farsa”, e vazia.

E o pior é que esse tipo de gente fraudulenta gosta de pisar nos outros, na maioria das vezes.

Elogie de coração, quando merecer:

Não seja um mero bajulador, á fim de querer agradar, angariar a a simpatia de alguém, simplesmente por que todos fazem:

Seja autêntico, pague o preço se for necessário:

Daniel nunca bajulou Nabucodonosor, mandava a real pra ele, e acabou virando o “queridinho” do rei, que mandou jogar na cova dos Leões (onde Daniel tinha ido parar injustamente) todos os seus acusadores.

Ter um mínimo de autenticidade faz a gente pagar um preço (eu sei bem o que é isso):

Recebermos injustiça, sermos humilhados, sermos deixados de lado” por homens (mas nunca por Deus).

Essa matéria (autenticidade) na escola da vida, é uma das mais difíceis, mas se aprovado, vc sai com a isenção de não ter compactuado com o errado, o insensato:

Daniel, José, Davi, nunca se venderam e por isso foram grandes, mas pagaram o preço.

E quando “chegaram lá”, tinham uma isenção como poucas pessoas tinham...não podiam ser acusados de terem “padrinho”, não tinham "rabo preso com ninguém”, e muitos os temiam por isso.

Lee, admirador convicto dos autênticos, e que não suporta os puxa-sacos.