domingo, 6 de setembro de 2009

Beatas na Igreja: A Carolização das Mulheres nas Igrejas evangélicas Brasileiras

Quando chego em casa mais cedo, ainda dá pra dar uns pitacos na novela das seis: Cássia Kiss chega a dar raiva!

A beata interpretada por ela, inferniza a vida do padre, do marido (que já tocou ela de casa), e principalmente da filha, que ela quer ver num convento.
Isso não é só ficção- acontece muito na grei católica, e agora, essa devoção desregulada, esse fanatismo exarcebado, esse legalismo farisaico, sob forma de penitência, adentrou nas greis evangélicas, e há um bom tempo.

Não, eu não vou falar dos tempos em que proíbiam as moças de usar batom, cabelo curto, e roupas que não fossem saias.

Nem dos que ainda insistem em falar que beijinho, só no altar, na hora de casar.

Quero falar da carolice implementada nas igrejas evangélicas, tendo como alvo em especial as mulheres, transformando-as numa espécie de beatas modernas:

Os pastores, vendo que não davam pra conter usos e costumes, toleraram ver as mulheres de maquiagem, de calça comprida, cabelo curto, e até mesmo torcendo para times de futebol:

Eles não conseguiam “domar” as própias filhas, e aí tiveram que “abrir”...

Liberaram tudo isso, em troca de que a essência farisaica, ou seja, o legalismo, enchesse o coração delas, da maneira mais disfarçada e sorrateira possível, mas muito forte.

Assim, eles as ensinaram a não se misturar com “os ímpios”, e afirmam que praticamente tudo é pecado, e a obedecerem cegamente ao homem.

Resultado:

As meninas das igrejas evangélicas são as mais alienadas que existem, as mais bobas em relação a quase qualquer assunto, inclusive a própia Bíblia.

Sim, pois muitas, mesmo usando camisas do Smilinguido com versículos ou frases bíblicas qualquer, se apertar, não sabem explicar (talvez por isso a maioria use mesmo dentro da grei apenas, ou nos congressos e acampamentos cristãos).

São muito vazias, espiritualmente falando...gente na igreja há séculos, mas muito sem conteúdo.

Não entendem nada de política, pois sendo uma “coisa mundana”, ensinaran-lhes apenas que é pra votar nos candidatos “crentes,pois “são de Deus”.

Daí, surgiram os Crivelas, e Garotinhos e Rosinhas da vida, fazendo a festa....
Fui funcionário público na época dos dois últimos, e faltava não só papel pra impressora, mas até papel higiênico no banheiro- a gente tinha que levar de casa.

Pra onde ia o dinheiro?

Falar sobre sexo, então, é uma desgraça...como é tabu e tema proibido, mais tarde acontecem os problemas os mais variados...
Pode acontecer um “liberar geral,” resultando em filhos antes do tempo ou doenças...

Ou desgraças maiores:

To cansado de saber de colegas pastores que não transam há 9, 10 meses, e quando acontece, é o super-basicão sem graça de sempre.

Não é a toa que alguns estão no terceiro casamento...tudo garota de igreja.

Posso dizer que essa beatização silenciosa, essa carolização cada dia mais intensa na mulher que está na grei é proposital:

Se tirarem as mulheres da igreja hoje, elas fecham em no máximo um mês.

Já fui a igrejas em que 80% dos membros da grei eram mulheres.

É proposital, pois como elas são maioria, eles precisam da força do trabalho eclesiástico delas, pois a maioria das mulheres tem mais disposição a servir do que os homens, e precisam mantê-las "sob controle", nas "mãos deles".

A mulher na grei é uma benção:

Tocam, cantam, regem, são diaconisas, membros da diretoria, são professoras desde as crianças até os adultos, algumas pregam, são secretárias, algumas estão na parte financeira, muitas dominam as cantinas, a maioria lidera grupos de oração...

Elas fazem muito mais do que nós homens.

No entanto,eles vivem lembrando a submissão bíblica de que elas tem que ter ao homem, muito mais sobre o pretexto de controle,que eles querem ter sobre elas, do que por amor a palavra de Deus....

Ensinam-as a serem fervorosas de espírito, não como Paulo ensinou, mas fazendo- as serem meros papagaios repetidoras de chavões gospel, tipo:

Gritar aleluia, amém (em resposta ao amém, irmãos?), condená-las a ouvir músicas gospel, pois o restante é pecado...

Levam-nas a ingenuidade pura, como por exemplo a de que se casar com um rapaz cristão será sempre um casamento “no Senhor”- ainda que eles não tenham nada a ver um com o outro...
Alías, a ingenuidade da mulher de igreja é tanta, que várias delas namoram com homens gays, sem se aperceberem, até chegar ao casório...

Pensa que ele não “toca” nela por que é “santo”, sem perceber que o cara é “biba”...

Só por que ela acha que ele está na grei, e por ele estar ali, é imune a esse ou outro tipo de coisas... ou que parou imediatamente de tomar drogas, ou de beber compulsivamente, etc.

Essa beatização produz mulheres que obedecem aos seus pastores cegamente:

Não procuram conferir se o que eles dizem batem com o ensinamento bíblico, não conferem, não escutam o espírito testificar se aquilo vem da boca de homem ou da boca de Deus.

Esse tipo de mulher ouve, aceita e aplica cegamente o que o pastor diz:

A maioria das esposas de pastores, que sabem muito bem com quem estão casadas, não estão nem aí para o que eles falam de púlpito, pois sabem a realidade da vida deles no dia a dia, e que não bate com a pregação, em boa parte das vezes.

Assim, acontece um fato curioso:

A mulherada não pensante, que não confere, que não ouve a voz do espírito testificando, conferindo se aquilo vem de Deus,obedece cegamente ao que ele diz de púlpito, muito mais do que aos seus própios maridos, por exemplo- este “não manda” em nada em casa.

Mas o pastor, valendo-se de sua figura, consegue essa beatização cega nas outras , que a própia mulher dele não tem.

É por isso que para mim,é difícil se relacionar com meninas de igreja, pois boa parte delas estão nesse jogo beatificante.

Quanto mais tempo a pessoa tem de igreja, ela se sistematiza, nesse sentido.

Por isso que boa parte das meninas e mulheres “de fora”, tem dificuldade de relacionamento com elas na escola, no trabalho, etc:

Ao contrário de Daniel, que participava da vida ativa de Babilônia, fazendo resplandecer a luz divina através de sua própia vida, em contato com outros, elas são vistas como esquisitas, onde estão;
Não são com a Mulher cananéia, que foi totalmente ousada com Jesus:

Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me!
Então, ele, respondendo, disse: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.
Ela, contudo, replicou: Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos....
Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã.
Essa mulher, que nem "crente era" teve a coragem de "peitar" o própio Jesus!
Enquanto isso, a mulherada gospel aceita passivamente tudo um que um pastor fala.
Ao contrário de Maria, mãe terrena de Jesus, que era uma mulher completamente integrada na vida da sociedade local, participativa (indo até mesmo em festas “não crentes”) e que sabia o que estava ocorrendo na sociedade, as beatas de igreja (sejam teens ou mulher já idosa) se fecham dentro de seus grupinhos semanais.
O contato com os de fora, é muito raro, pois são quase “Amish”, ou Quakers” (aquelas comunidades religiosas onde até aparelho de tv é pecado), estimulado por suas greis.

São sem sal, sem conteúdo, sem graça, sem papo-- como vão ganhar alguém pra Jesus, se o evangelho que oferecem é a mesma coisa, e o que é pior – doentio?

É muito difícil vc conviver hoje com pessoas assim, eu já tentei, mas não consigo:

Participei de uma célula ano passado (espécie de reunião nos lares, para estudo bíblico), tinha até umas 3 ou 4 pessoas legais, mas a mentalidade da maioria das garotas (elas sempre são maioria) era nesse nível:

Ensinamento bíblico mais raso que água na saboneteira...

E como batiam cabeça em apenas uma hora tentando explicar o que não entendiam da bíblia, tentando seguir um livro ou revista, sem entender lhufas, passavam logo pros comes e bebes, e depois jogavam joguinhos de salão por 4 horas seguidas, onde tinham “mais domínio”.

Pareciam “Teletubbies gospel”...fui duas vezes e ralei.

O pior é que, quem entra, novato na fé, seja na grei ou num grupo desses, e tem um mínimo senso de inteligência, e começa a se sentir deslocado (pois sim, eles também formam panelas fechadíssimas), mas seu espírito ainda não foi corrompido, e testifica que falta alguma coisa, é tido como rebelde, discordante, ou "sobre a influência do diabo'.

Eu creio mesmo que Deus sabe a força do poder feminino no reino dele, e de como Ele se utilizou no passado, como no presente ,de várias mulheres cheias do espírito.

Uma mulher cheia de Deus, vale mais do que cinco homens “mais ou menos” nas coisas Dele.

Mas eu disse cheia de Deus, e não de discursos gospel, discursos evangélicos que se esgotam na segunda frase.

Mulher cheia de Deus “saca as coisas” rapidamente, não são como essas antas gospel que vivem sob um cabresto de pastores legalistas;

Ou aquelas que acham que por estarem na grei, aquilo ali é uma espécie de Disneylandia gospel, onde tudo é bonitinho...

Essas, acabam se casando com o Pateta...

Ou então, se apaixonam por um “Biba gospel”, achando que foi o Chefe que enviou.

Lee, que se sente uma espécie de “cavaleiro marginal”, percorrendo,observando, alertando e se afastando dessas coisas doentias...Um cavaleiro Off-gospel , do reino Dele.

Na Sessão Revival, veja como eu me sinto, muitas vezes vendo tudo isso...ás vezes, dá vontade de jogar a toalha, e deixar nego dar cabeçada, mesmo... ás vezes, cansa...

Veja como Músicas "não gospel" como essa falam muito mais do que as do “circo gospel':