sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Cinema e eu


Vi o zagueiro do Flamengo Ronaldo Angelim, em sua simplicidade, dizendo que tinha acabado de ver um documentário no cinema (sobre o próprio Flamengo):

Ele disse que, aos 33 anos, esse foi o primeiro filme no cinema que ele viu na vida.

Tirando os poucos que não gostam de cinema (aqueles com comentário idiota: pra que ver filme no cinema, se vai passar na tv?) a maioria das pessoas, gostam.

Para um filme passar na tv, leva até 3 anos, vem dublado, onde se perde boa parte da interpretação, e vem todo “picotado”, com menos de 10%, ás vezes 20% da película dele cortada, para poder encaixar no espaço da programação.

E, quando passam de graça para o povo, enchem as praças do país afora, bem como nas favelas, também- todos gostam do encanto da chamada “sétima arte”.
Se fosse mais barato, muita gente mais iria.

O mundo inteiro gosta de filmes...até o Irã produz filme, e de qualidade.

Com oito anos, eu já assistia filmes no cinema sozinho, indo de bicicleta, quando morava fora.

Ainda teen, com 14 anos fazia malabarismos para entrar em filmes de 18 anos, como os de máfia, dramas pesados e de terror, Kivia.

Eu nunca dei ouvidos na época em que, mesmo na cidade grande, dizia-se nas igrejas que ir ao cinema era pecado...

“Sentia” que não era, bem como ir a praia e ver tv (acredita que há 3 anos atrás escutei a mesma coisa de um alienado aqui no Rio?)

Já fui ao cinema alegre,mas já fui triste (como no dia seguinte ao que meu pai morreu);

Já me levantei pra ir embora com meia hora de filme, ao perceber que o mesmo era uma droga;

Já dormi de roncar, por meia hora, algumas vezes;

Nunca levei namoradinha pra agarrar no cinema- queria prestar atenção na história, e elas falam pacas, por isso sempre preferi ir sozinho!

Já me levantei também para ir embora, pois espiritualmente o filme tava me fazendo mal:

Eu nunca vi Harry Potter, o trailer não me deixa bem (curiosamente, filmes de terror são levíssimos perto dessa série e de outros filmes no estilo);

Já vi anjo no cinema (arrepiei todo), e por várias vezes, senti a presença de um deles ao meu lado;

Já faltou luz no cinema, tendo que atrasar a sessão;

Já perdi um celular no cinema;

Já achei um Mp3 no cinema, bem como chicletes;

Já ganhei “meia entrada” de uma caixa, pois ela foi com a minha cara;
Já vi uma das caixas que, deficiente, não tem um dos braços;

Um dos caras que pegam o bilhete para entrar nas salas, esse ano me pediu a identidade:

Eu estava de bermudas e com camisa com caras de super-heróis, logo atrás dos teens gnus...respondi:

Tás de sacanagem??

Canso de fugir de olhares furtivos delas, nas filas de entrada e pipoca, e ás vezes na sala,com namoradinhos, noivinhos e maridinhos ao lado:

Por que as solteiras não olham???

Vejo todos os cartazes de filme, lendo o nome dos atores que participam dele;

Geralmente, vejo os créditos finais do filme, com os nomes dos atores, e vendo se tem uma surpresa no final;
Já fiquei surpreso em ver casal de amantes (inclusive de igreja) saindo ou dentro da sala;

Também geralmente, vejo todos os filmes indicados ao Oscar, antes da cerimônia;

Enfim, uma verdadeira vida de quem só é cinéfilo de carteirinha, tem...

Quem não tem, “espera passar na tv, mesmo”.

Lee, adepto da cultura do cinema.
Na Sessão Revival, trailer do filme que vi hoje: A Órfã tem final surpreendente: