sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Coronel Trautman bem que me Avisou



Eu comecei a semana falando sobre violência (pra mim, a semana começa na segunda).

E vou terminar a semana (pra mim, a semana termina na sexta: os outros dois dias são pra descanso) falando sobre violência.

Mas se na segunda, mandei um salve geral falando da violência no país, hoje me concentro mais aqui na Tijuca, meu bairro.

Na verdade, desde terça feira recebi um alerta sobre minha segurança, aqui na minha área.

Inclusive, recebi um telefonema do “Coronel Trautman” (foto acima), me alertando...ele me avisou sobre duas coisas básicas:

1- Situações de perigo ocorreriam próximas de casa ou dos locais por onde passo;

2- Não pegar o ônibus 409, em circunstância alguma.

Ontem, no caminho para o ponto de ônibus, numa tentativa de assalto a um carro, no caminho para o meu ponto, foi saraivada de tiros pra tudo que é lado:

Uma manicure foi atingida, perfurando pulmão, pâncreas, etc: está em estado grave.

Era de manhã bem cedo, quando saio para treinar...nesse dia, me bateu uma “sensação de não ir”, e vi o resultado da minha sensação depois na tv.

Hoje foi a mesma coisa: deveria sair bem cedo pra treinar, antes de partir para minhas atividades.

Mas contrariando a lógica (2 dias seguidos?) não me senti a vontade para sair.

O resultado, vc vai ver no vídeo lá embaixo...foi o assunto aqui da cidade hoje, e eu ia passar perto, de novo.

Deixe-me falar sobre “impressões”, feelings.

Eu estudava na faculdade em que uma menina ficou tetraplégica, foi um caso muito conhecido nacionalmente:

Luciana foi baleada dentro da faculdade Estácio de Sá.

Era a hora do intervalo, e eu saía em busca de uma cantina para tomar o meu mate.

Do alto da escada, via a cantina do lado esquerdo, onde Luciana, da enfermagem, lanchava, com suas amigas.

Do lado direito, mais afastado, a outra cantina: tinha que descer outro lance de escada...

Após muito olhar, achei melhor ir para a cantina mais afastada.

Daqui há pouco, um tiro, correria, desespero...

Eu pedia que ficassem abaixados, e observava tudo, pedindo pra que evitassem ficar expostos ao morro atrás, de onde geralmente viam os tiroteios.

Costumo ficar frio nessas horas...meu ponto fraco é a altura, a fobia dela.

Vi Luciana passando carregada na minha frente, seu uniforme outrora branco, agora vermelho de sangue, pelo tiro no rosto:

Tem um hospital em frente a faculdade, pra onde a levaram.

Era dia de prova, ou melhor, semana de provas...muita gente nunca mais voltou, nem pra trancar a faculdade, que perdeu quase 30% dos alunos, na ocasião...

Mesmo cansado (fui fazer prova depois de um plantão), uma simples escolha de outro local, me tirou do meio daquele tumulto...
Acho que não seria alvejado (ela estava na mesa lanchando com uma amiga, eu provavelmente estaria ainda na fila), mas estaria no “olho do furacão”.

Mas o que mais me impressionou, foi meses mais tarde a Luciana dando uma entrevista.

Ela disse que tinha “sentido que não era pra ir naquele dia”: bateu um feeling, veio um sentimento forte, uma impressão, de que não deveria ir pra faculdade naquele dia.
Esse sentimento a acompanhou durante todo o percurso da viagem de ônibus...que era longa.

Mas era semana de prova, e ela foi...

Se não fosse e fizesse segunda chamada, obedecendo seu feeling, seu sentimento interior, Luciana hoje seria enfermeira (ela decidiu voltar pra faculdade recentemente).

Preste atenção em suas impressões internas, em um sinal de alerta interior:

Isso não vem á toa...nosso espírito capta mais coisas do que a mente lógica.
O espírito da Luciana captou um alerta de perigo...
Jà a mente, com seu senso de razão, optou pela responsabilidade em fazer as provas.
Eu creio que, a não ser pela vontade soberana de Deus (quando ele não quer que percebamos), recebemos um alerta de problemas...
Paulo, no livro de Atos, "sentiu" que iria ter problemas numa viagem de navio, e seu navio afundou na viagem.
E esses alertas, essas impressões, feelings, intuições, servem pra várias áreas:

Isso vale desde pegar ônibus (ou saltar dele), andar na rua, pegar determinado caminho com o carro, alugar apartamento, se casar...

Me casei intranquilo e triste, me deixando levar pelas circunstâncias: deu no que deu.

Aluguei um bom apartamento, sentindo que não era pra ir, mas novamente fui levado pelas circunstâncias...

Um ano depois, o mané que me alugou tinha feito "gato" na instalação de luz, sem eu saber:

Tinha dito que a conta vinha baixa, por que tinha dado “um problema”, e a empresa ainda estava analisando...cortaram minha luz, e tive problemas com o mané, que não queria pagar todo o trambique que ele mesmo fez... ele violou o lacre.

Seis meses depois, o negócio dele em outro estado quebrou, e ele me pediu o apê de volta, foi um tormento: tive que sair as pressas (podia jogar na justiça, mas não quis mais aborrecimento).

Em todos esses casos, tive uma impressão, um feeling, de que não deveria entrar nessas furadas.

Só fui levá-los a sério, depois de muitas cabeçadas.

Por isso, quando recebi o alerta de segurança, tratei logo de obedecer :

E conferi, pasmo, o resultado de cada um depois, na tv.

Lee, levando feelings a sério, bem como os avisos do “Coronel Trautman” , amigo do Chefe.

Na Sessão Revival, veja a ação da polícia hoje aqui no bairro...olhe bem pro boné do vagabundo:



Já que falamos em feelings, pra relaxar, o clássico Feelings, do brasileiro Morris Albert:
Não esqueça: Não lute contra os seus feelings (outro clássico):