terça-feira, 13 de outubro de 2009

Santas Intolerâncias

Vagão dos crentes
Não teve

Dois casos de intolerâncias recentes aqui no Rio.

Na volta do jogo do Engenhão, dentro do trem, vi o recado da Supervia, que administra os trens aqui na cidade:
O Ministério Público do Rio proibiu os cultos que tinham nos vagões dos trens há muitos e muitos anos...

Na verdade, proibiu qualquer “tipo de manifestação religiosa”...e quem assim o fizer, poderá sofrer “ação coercitiva” (um bonito nome para 'ser retirado').

É um absurdo o que fizeram – o “vagão dos crentes”, como era chamado, já fazia parte do cotidiano de quem viajava de trem, há muitos anos...já era algo quase que “folclórico”.

Sim, imagine vc andando na Bahia e vendo as Baianas na rua vendendo seus acarajés com sua roupa tradicional, e tudo aquilo que apesar do cunho religioso, e que faz parte do folclore local, fosse proibido por ser manifestação religiosa.

Eu andei de trem, há época que trabalhava no serviço público e ia pra Caxias, um dos locais onde fui lotado, e percebia que muita gente viajava nesse vagão dos crentes:

Era o único vagão que não tinha assalto...nem homem roçando em mulher...
O capeta preferia agir nos outros vagões.
Viajavam cantando louvores no pandeiro, tinha uma “escala de testemunho”, e uma “escala de pregação”...

Um exagerozinho aqui ou ali (como tem nas igrejas), mas no mais, tranquilo:
Eu me sentia menos desconfortável num culto do vagão do trem do que me sinto desconfortável em cultos que participei e vejo por aí, em várias igrejas.

E olha que minha viagem durava meia-hora...

Falando em Caxias, cidade aqui ao lado do Rio, o prefeito dela, Zito, também foi intolerante:

Proibiu a parada gay que acontecia há três anos na cidade, alegando que as famílias se “sentiam desconfortáveis”.

E isso em cima da hora, com o desfile todo preparado.

Zito, que se diz “evangélico”, tem que saber que governante governa pra todos:

Evangélico, católico, espírita, macumbeiro, gays e “machões”, como ele.

Quer dizer que se tiver por lá " Marcha para Jesus" ele libera?

Preconceito, discriminação, intolerância das brabas.

Particularmente, não creio que marcha nenhuma tenha grandes efeitos... nunca gostei.

Agora, se o povo quer fazer parada gay, marcha pra liberar maconha, marcha pela paz, marcha pela preservação da natureza, por melhores salários, pra derrubar governantes, isso é problema - e direito – deles.

Quem não gostar, num faz, não participa, simples assim.

Por exemplo, a tal da " Marcha pra Jesus":

Me diga se Deus precisa de marcha?

Jesus sempre foi um “anti-marketing” em sua ações...é só ler os evangelhos.
E Deus nunca precisou “se defender”.

Sem falar que aqui no Brasil, é um dos poucos locais no mundo em que ela ainda persiste, além da Inglaterra...

Os “direitos da marcha” aqui no Brasil é do picareta do Estevam, da Renascer, e toda vez que ela acontece em São Paulo, ele vende o palanque para Políticos...

Teve gente que já pagou 3 milhões de reais, em épocas de campanha presidencial:
Foi tudo pro bolso dele.

Isso não falam pros ingênuos que ficam “marchando”.

Enfim, a Intolerância se faz presente em atos de pessoas que, em seus cargos, foram instituídas para garantir nossos direitos...

Mas em vez disso, seguem suas referências “morais-religiosas”...

Robin, do antigo seriado do Batman, certamente diria:

“Santa Intolerância, Batman”.
Lee , que vai guardar na memória a recordação daqueles vagões.
Sessão Revival de semana das crianças continua...Propagandas que toda criança gostava quando passava:
Lembra do Cachorrinho da Cofap?
Já comeu Cremogema?
Toddynho em 2 momentos:
Década de 50
E em 2001
Lembre sempre de Comprar Baton...
E finalizando, um clássico da TV...SIlvio Santos hoje tem problemas com a Maísa?
Isso não é nada...reveja o clássico Silvio, a Menina e o Bambu!