domingo, 25 de outubro de 2009

Violência: O que a igreja poderia fazer e não faz


A população aqui do Rio vem sofrendo com a caça ao traficante do bando que derrubou o helicópeto da PM.

Enquanto prosseguem os confrontos, fiquei pensando em mais uma vez como as igrejas poderiam agir em prol da pacificação da cidade.

Infelizmente, a igreja carioca é desunida, mesmo as das mesmas denominações.

Muitos pastores as tratam como currais fechados, como se não existissem as demais.

Muitos nem se importam com o que esteja acontecendo com as outras, ás vezes na mesma região, desde que sua igreja permaneça “cheia” de gente:

É o medidor “ de sucesso “deles, o índice de frequências, a igreja cheia de gente (garantia de bolso cheio, pelos dízimos - a maioria só tolera a net, pois quem tá na net vendo culto, não participa com dízimo).

Eles não querem saber se a igreja está cheia da graça- só se está cheia de gente.

A igreja carioca, do jeito que está, pode no máximo contribuir para a pacificação da cidade unicamente através das quase inúteis passeatas “pela paz”, e só.

Iguais as igrejas de Bogotá, na Colômbia, na década de 90.

Bogotá, por causa do tráfico, era uma das cidades mais perigosas do mundo, para se viver...visitar então, nem pensar.

Até que um dia os pastores da cidade deixaram suas vaidades de lado...

Deixaram de lado seus “egos ministeriais”;

Deixaram de olhar para a igreja só como uma igreja local, e “viram”que existiam outras igrejas, de diferentes denominações;

Pararam de brigar entre si;

Viram que deveriam ser de fato, representantes de Cristo na terra, e se mobilizaram.

Não com passeatas, com “marchinhas pra Jesus”, distribuindo rosas nas favelas, dando cestas básicas, distribuindo pão, ensinando música, ou outras tantas coisas que as greis aqui já fizeram no Rio, nos últimos 15 anos, para os moradores de favelas.

Simplesmente a igreja decidiu orar.

E pela primeira vez, um pastor de uma igreja de outra denominação pregava na igreja de denominação diferente (um batista pregava na metodista, um assembleiano pregava na presbiteriana, etc).

Os líderes de diferentes igrejas se reuniam uma vez por semana, juntos, clamando a Deus pela paz em Bogotá...dizem que até padre participava, escondido.

Nas suas igrejas, reservavam um momento no culto, e oravam muito tempo por isso.

Ora, desde que Caim matou seu irmão Abel, em Gênesis, há violência na terra.

Mas ela nunca deve ultrapassar limites que ameaçem a sociedade, como havia em Bogotá, e existe agora, no Rio:

A verdade é que todos andam assustados de dia, e qualquer barulho de estalinho, se jogam ao chão...sem falar que quem tem um mínimo de bom senso, parou de andar á noite, aqui na cidade.
Minha mãe recebe 3 conselhos meus quando sai de casa:

1- O corrimão da escada é seu melhor amigo- segure nele;

2- Atravesse no sinal, mas não confie nele- olha se os carros pararam ;

3- Se ouvir barulho de tiro, se jogue ao chão (e isso já ocorreu, e ela se jogou, num tiroteio).

Acho que nem Jack Bauer tem essa cartilha!!
Mas o que aconteceu 3 meses depois das orações da igreja colombiana?

Bem, o resultado é que 3 meses depois, em Bogotá, houve a prisão do principal chefão das drogas, na cidade;

Vários traficantes foram presos ou mortos;

Descobriram um enorme esquema de corrupção na polícia local, e vários policiais envolvidos com o tráfico, foram presos (de tantos, saíram dentro de um ônibus);

Favelas foram tomadas por policiamentos constantes, como as cinco que tem agora, aqui no Rio;
Foi proibida a circulação de motos com duas pessoas – e o único ocupante agora teria de andar com um colete com o número de sua placa;

Táxis passaram a ter o número de sua placa agora também nas laterais;

Projetos governamentais, agora sim, foram lançados, visando dar capacitação a população local, específicamente aos jovens das favelas (maior mão de obra do tráfico).

Tudo isso, em consequência de uma única coisa:

A união da igreja em oração – a igreja se lembrou que podia orar !

Os Pacs aqui do Rio (e tambén no Brasil), foi uma idéia colombiana, vinda dessa época.

Mas de nada adianta Pac, bolsa família, cota em faculdade, ou qualquer outro tipo de auxílio social, se o elemento espiritual não for derramado por Deus.

É enxugar gelo, como é ser politicamente correto chamar favela de “comunidade”, pra não soar feio ou discriminatório.

Deus quer dar essa paz- mas a cegueira da igreja carioca, vinda de seus líderes, não enxerga isso.

Igrejas aqui e no Brasil, de um modo geral, só se preocupam com o que está do lado de dentro delas , e não com o que acontece fora, na sociedade.

Se vc é pastor, e os outros não querem se unir nessa oração pela cidade, ore então por seu bairro, e pela segurança dos seus membros, já é um começo.

Vai ter Copa do mundo aqui no Brasil, e Olimpíada aqui no Rio, nos próximos anos.

Será que até lá, essa violência vai estar estancada?

O que vc anda fazendo a respeito disso?

E Pergunte ao seu pastor sobre o que é que ele anda fazendo a respeito disso....

Mas não se assuste se o mesmo ficar com cara de espanto, como se nunca tivesse pensado que isso era função dele.

Lee
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