sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Jesus Não era bem recebido em sua Terra


“E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas?

Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?

E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse:

Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa.

E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles.” (Mateus 13.54-58)

Curiosa a primeira parte desse texto...

As pessoas chegaram a captar, de início, a sabedoria e as obras de Jesus:

Elas estavam captando a sabedoria e maravilha divina, e ficavam pasmos.

Mas no exato instante em que começaram a racionalizar a coisa, jogaram tudo fora.

E como se iniciou essa racionalização?

Comparando com os padrões da terra.

Sempre que formos trocar princípios espirituais por padrões terrenos, a efetividade espiritual cessa imediatamente - Jesus nos ensina isso com o que Ele mesmo passou.
Jesus estava na região em que crescera.

Para se cumprir a profecia, de Miquéias, Ele nasceu em Belém:

No entanto foi criado em Nazaré.

Ali, não o viam como o Messias prometido, mas como o filho do simples carpinteiro;

Ali, conheciam toda a parentela Dele...a mãe terrena, os irmãos de sangue, etc.

Resultado:

Poucos milagres...pouca efetividade espiritual...

Aquela turma teve uma oportunidade ímpar, e não soube aproveitar.

Mas isso continua a acontecer hoje em dia...

Quando olham para a aparência de um mensageiro, fora dos padrões “convencionais”:
Se um pastor não estiver de terno...se usar barba...se for alguém não “ordenado” por homens...

Se for mulher pregando...se for criança falando...se for idoso pregando, começam a rir...

Quando fechamos nosso entendimento, baseado no sentido de padrões estabelecidos, podemos perder o melhor de Deus para nossas vidas, num recado que ele possa querer dar por alguém não convencional.

Eu me lembro numa igreja uma senhora que virava a cara quando eu ia pregar...

Não disfarçava mesmo, fechava a cara, que ficava como de quem tinha comido uma comida estragada.

Com o passar do tempo, a “cara dela” foi mudando...

Deixou de me ver como um cara que pregava de jeans e camisa pra fora (ao contrário dos enternados que ela via), e confessou depois a uma irmã (que me conhecia):

Não conseguia olhar pra ele por causa da aparência, de pregar sem terno...mas depois eu vi que ele tinha conteúdo.”

Se ela visse João Batista pregando então, ela ia ter um treco!

Geralmente, até hoje, em igrejas que viram um pregador nascer e crescer, não levam muito fé nele:

Isso é o profeta não ter honra na sua casa.

Jesus viveu isso...

E a outra forma de fazer com que Ele fique sem honra, é quando vemos apenas o Jesus do Natal tradicional.

O bonequinho dentro da manjedoura...os pastores ao lado no presépio...José e Maria ao lado de um burrinho...

Quando vemos apenas o Jesus histórico- natalino, e não como Messias enviado por Deus, estamos desonrando sua pessoa.

O mundo aceita bem o Jesus histórico natalino...mas será que o aceita como Messias enviado por Deus? O cordeiro enviado para levar os pecados na cruz?

Pense nessas coisas...

E pense se em algum momento, por seguir os padrões “daqui de baixo”, você não tenha feito com que Ele “não seja bem recebido em sua terra.”
Lee



Finalizando Sessão Revival de Natal:


Band Aid (20 anos depois, com muitos músicos da atual geração inglesa) :