domingo, 6 de dezembro de 2009

A Voz profética de João Batista e a Fala mansa dos Pastores de Hoje


O Brasil viu novamente essa semana um escândalo em Brasília.


Ainda bem que não estamos nos acostumando:


A reação foi de indignação, perplexidade, e revoltas, como da invasão dos estudantes, partidos pedindo o impeachment do Arruda, etc.

Se fosse no Japão, o Arruda já tinha ido em público, não para ler declaração de defesa, como o fez, mas sim para pedir desculpas para o povo, além de entregar seu cargo.

Brasília parou, pois além de ser o coração político do Brasil, os dois, governador e vice, estão envolvidos no escândalo, e não possuem mais governabilidade moral.

O que se percebeu não só nesse episódio, mas ao longo de vários episódios corruptos envolvendo a politicagem, é a participação de pastores e igrejas evangélicas, várias delas de mãos dadas com o pretenso poder de políticos.

Isso já aconteceu aqui no Rio com os garotinhos da vida, que quando governador loteou cargos com vários “pastores”, que viraram chefes de pastas;

Isso acontece quando denominações enviam os Crivelas da vida como seus representantes, virando braços políticos de igrejas, etc.

Os donos de rádios “gospel”, que ganharam concessões das mesmas dando apoio político (Melodia, e 93 FM, aqui no Rio, além de várias outras país afora) que funcionam como lançadores de candidaturas dos que eles escolhem, em tempos de eleição, etc.

O poder público sempre procurou a igreja, ao longo dos tempos, para seus interesses...

E sempre foi recebido de maneira promíscua por essa, que mais do que de braços abertos, abaixava-se para segurar os bagos do poder, num puxa-saquismo que vem desde Constantino.

Mas nos tempos de Jesus, havia um profeta chamado João Batista.

Ele era estranho, meio arredio:


Não se vestia de túnicas (o terninho da época), mas de vestia-se de pêlos de camelo, com um cinto de couro na cintura;

Não tomava bebida alcoólica, e comia gafanhotos silvestres;

Vivia fora da cidade, no deserto, e quando ia para cidade, era para denunciar a opressão de Herodes;

Era cheio do Espírito Santo, a ponto de procurá-lo para aconselhamento, e não eram somente seus discípulos que faziam isso, mas o “ poder vigente “ :


"E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer?

E ele lhes disse: Não peçais mais do que o que vos está ordenado.

E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos?


E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo.


(Lucas 3.12-14, mas leia o capítulo todo)


Hoje, a igreja é quem vai ao poder público, e sempre pedindo “uma boquinha”.


E quando o poder público vem até a ela, recebe bajulação.

No passado, quando vinham aos profetas, de Elias até João Batista (o último dos profetas , antes de Jesus) todos diziam as verdades que Deus mandava dizer.

Não temos mais a voz de João Batista clamando ao arrependimento hoje em dia.

Não temos mais a voz de João Batista contra injustiças sociais.

Não temos muitos pastores com a coragem de João Batista;

Temos sim, muitos pastores de fala mansa, que fingem que não vê tudo isso que nos cerca;

Pastores que bajulam ricos, políticos e corruptos;

Pastores de quando citam algo de injustiça, o fazem de maneira adocicada, com medo de represálias...isso quando fogem de suas mensagens sem sal.

Eles nunca foram, nem serão voz profética na vida:

Nunca foram, pois se sistematizaram, acostumando-se a esse sistema;

Nunca serão, pois morrem de medo ou de perder a boquinha que arrumaram, ou de represálias políticas, e mesmo perseguições.

Preferem chamar os políticos para desfilar nos púlpitos;

Esperam que eles beneficiem suas igrejas no setor político, ou mesmo que arrumem algum cargo para eles, por lá;

Chamam bandas da PM, da Marinha, ou outras instituições do estado para tocar em suas igrejas, com intuito de fazer média;

Nas entrevistas para TV, ou em programas desta, falam apenas o que é conveniente para elas, ainda que tenha um ar de “sagrado “;

E tantas outras práticas que infelizmente as ovelhas se acostumaram, mas que não passam de abominação perante o Senhor.

Curioso é que, enquanto fazem tudo para agradar aos homens, e de tudo para inchar a igreja com marketings de agrado para crescimento de igreja, via programações “especiais” (esse mês de dezembro é triste, com cantatas atrás de cantatas, é coral do inicio ao fim do culto) João Batista alcançava êxito, justamente fazendo o contrário:

Pregava sobre a necessidade de arrependimento dos pecados;

Tinha unção:
Os pastores de hoje, sem unção, tem que ficar de muletas apoiados em programações, como corais, cantores e bandas gospel e pastores que são estrelas de TV, pois quando abrem a boca, não tem nada a dizer.

João jamais barganhou com poder público ou religioso da época :

Ele foi morto por Herodes, a pedido da amante deste, Salomé, que o odiava, pois suportava ouvir a verdade;

A “igreja “de João Batista vivia “cheia” (como se ele ligasse pra isso), pois as pessoas saíam da cidade, e iam ter com ele nos arredores dela, onde ele ficava com seus discípulos, mais afastados de movimento - João era cercado de gente, pois todos sabiam que ele era profeta de Deus.


Se você vir alguém com as características de João Batista, ouça-o, alimente-se de suas reflexões, escute e pratique a mensagem:

Você estará diante de alguém com voz profética vinda de Deus, e não de fala mansa para agradar aos homens.


Lee


Na Sessão Revival, O Spandau Ballet conta toda a Verdade: