quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Homem Opressor e a Mulher Chiclete: Duas faces de uma mesma moeda

Covardão Opressor
Mulher Chiclete

Ontem, um borracheiro matou a ex-mulher, após um ano de perseguição a ela.

Inconformado, o doente vivia a ameaçando, enfiando porrada, armando barraco no trabalho dela...

A ex-mulher, que se livrou da coisa após 5 anos de tortura, já havia feito 8 boletins de ocorrência na DP, e mesmo em tempos de lei Maria da Penha, não conseguiu ver a justiça prevalecer:
Afinal, aqui é o Brasil...o máximo que tinha conseguido, mesmo com marcas de porrada, foi a fantasia jurídica da não aproximação...

Ele deveria ficar o mínimo de 300 metros longe dela...mas a borracharia ficava a menos de 50 metros do salão de beleza que a ex-mulher tinha:

Como disse, coisas de Brasil...que delegada eficiente, que beleza de justiça!

Enquanto a Mulher Chiclete geralmente fica no nível extremo da chatice, o Homem Opressor é muito pior.

Várias meninas se submetem a um homem opressor em namoro, e depois, se chegam a se casar com um deles, caem no erro número um de pensar das mulheres:

Que o cara vai mudar....não vai.

As que são de igreja, cometem então o erro número dois de pensar da mulher, agora associado ao que “aprendem” na igreja:

Que a oração vai mudar o cara – não vai.

Deus só muda o coração de alguém, quando este quer - quando este se submete a Ele.
Aí, ao verem que o cara não mudou, elas cometem o erro número três de pensar da mulher :

De que isso foi um “fardo” que Deus deu, e encaram isso no sentido de “missão de vida”, a “cruz que elas tem que carregar”.

Deus nunca disse que levar porrada de marido era cruz pra se carregar, ou era missão de vida de alguém.

Muita mulher de grei, assim como de fora, leva porrada de “marido crente”.
Um ex-pastor de igreja que fui membro, perdeu o pastorado dele assim...

A mulher dele começou a aparecer toda roxa, e como era muito branca, não dava pra disfarçar.

O povo começou a perceber, a achar aquilo estranho...chegaram a confrontá-lo, e ele dizia que "ela caía da escada".

Ele tinha acessos de fúria (mas era doce como um cordeiro com o povo), e só não dava na cara, por que aí não tinha álibi.

Ela vivia com as canelas e braços roxos...mais tarde a coisa pipocou, e acabamos descobrindo coisas bem piores dele, que até hoje é Pastor por aí:

E com a mesma mulher...porrada forever.

Sintomas de homens opressores:

Exercer controle doentio

o cara simplemente anula a namorada ou mulher dele, pra tudo:

Vai mandar ela mudar de roupa, de cabelo, e em alguns casos, até pressionar pra sair do emprego, seja para evitar as companias femininas (má influência delas, na cabeça dele), ou se afastar de outros homens.

Ele vai obrigá-la a comer só o que ele gosta, usar roupas que ele goste, ver programas na tv só os dele, e por aí vai.

Se a mulher tem um mínimo de atitude, de personalidade, vai ser confusão toda hora.

O celular dela não descansa nunca, ele quer saber onde e com quem está, numa média de 40 ligações diárias – Se não atender, vai ser pior depois -o celuar vira um “controle remoto”.

Falta de sociabilidade

No ínicio, ele vai tentar disfarçar, mas com o tempo, não vai gostar desse negócio de sair entre amigos – só ele com os dele, e sozinho.
Ele acha que você é um produto só dele...daqui há pouco, você estará num casulo.

Em geral, são meio esquisitos, mas alguns tem cara de “gente boa” e podem ser falantes, como o nobre pastor acima citado.

Conheci uma menina na grei assim...era bonita, e desde pequena frequentava aquela igreja.

Num vai e vem com um mané, ela me perguntou o que deveria fazer com a situação, pois o cara queria voltar, e se casar com ela...este, não era da grei.

Mandei a real, pois já tinha observado a situação - e ela me perguntou...

Disse que ele estava disfarçando (ele não gostava que ela fosse a igreja), e que era um cara esquisitão, não sociável (em 4 anos, nunca vi ele entrando na grei com ela) e que caras não sociáveis são assim não por timidez, mas por medo que as pessoas descubram quem realmente eles são.

Ela segurou a onda, mas depois não resistiu...casou com o mané.

Um ano depois, soube por amigos em comum (já tinha saído de lá), que ele a proibiu de pintar o cabelo, pra não chamar atenção de outros;

Que ela era proibida de usar maquiagem;

Só se vestia com roupa estilo da vó dela;

Que ele mandou ela sair do emprego, há qual trabalhava há 18 anos, e era perto de casa;

Que estava irreconhecível: O corpo sempre magro a vida toda deu lugar a uma porca gorda;

Que ela tinha que sair do culto pontualmente, se passasse da hora, teria que sair correndo pra porta da igreja, onde ele passaria de carro pra buscá-la, mesmo com estacionamento fácil dentro e ao redor da igreja.

Tudo isso, apenas “por ter se casado”...com um mané opressor.

Agressividade

Tudo começa com um puxão pelo braço – o puxão pelo braço é como se fosse a “maconha”, a mais leve entre as drogas.

Puxadas de cabelo, tapas, chutes, e finalmente a porrada na cara, o “crack” da relação.

Gritos, humilhações, e mais porrada, seguido de arrependimento posterior – Até a próxima sessão.

Todo cara que bate em mulher, é covarde – ele não encara outro homem na mão, como ele faz com a mulher- com outro homem, só com barra de ferro, faca ou no tiro:

Ele sabe que bater em mulher é mais fácil.

Assim agem os opressores...eles são muito mais perigosos que a Mulher Chiclete, que em geral, são só grudentas – a maioria – pois tem algumas bem “pancadas”, também.

A Mulher Chiclete

A Mulher chiclete, é acima de tudo, uma pessoa que não se ama.

Ela acha que a carência afetiva dela vai ser emocionalmente saciada só com outro homem- e pobre coitado de quem cair na rede dela.

São fantasiosas, enxergando coisas que não existe em outra pessoa:

Em uma hora com outro, acha que aquele é o príncipe encantado da vida dela.

As de igreja (tudo em igreja é pior, mais pesado, por causa do legalismo) então são uma tristeza:

Além de tudo, as senhoras da grei, o pastor, todo mundo, pergunta quando ela vai se casar.

As balzaquianas então sofrem mais ainda, pois quem não se “arrumou” são tidas como as “esquecidas por Deus”.

Enquanto este não interfere nunca numa escolha por alguém-seja boa, ou seja ruim.

As mais novas, mal podem arrumar um namoradinho, pois passando dos vinte anos, perguntam quando é que vão se casar.

Por isso, tem chicleteira em igreja, também:

A chicleteira nova, e a chicleteira “mais desesperada”.

Tô fugindo de uma há dois anos...

Foi assim:

Passeava eu pelo meu shopping, enquanto encontrei essa figura, que não via há um bom tempo, de um igreja que passei...nunca tive nada com ela, só a cumprimentava.

Após rápido cumprimento, pediu meu número e caí na besteira de dar, por educação.

Esse foi meu erro número um.

Uma semana depois a coisa me ligou, já que não tenho o menor interesse por ela.

Reclamando que eu não havia ligado....e aí começou o meu calvário.

Encheu tanto o saco, ligando dia sim, dia não, que resolvi acompanhá-la para uma exposição...quem sabe assim não parava com a encheção de saco?

Esse foi meu erro número dois: Quem me expus fui eu, saindo como amigo.

A encheção só aumentou na semana seguinte,com as ligações, que parei de atender, mas hoje com os torpedos, eu parecia um submarino sendo bombardeado!

Eram uns 70 torpedos por semana – tive que jogar um chip fora.

Ao perceber que não atendia mais, a chiclete me cercava agora no meu point:

O Shopping...

Aquelas famosas “coincidências”de passagens, e aquela mala não desgrudava.

Mandar a real pra ela, deixar falando sozinha e andar no meio do povo, mandar pastar, de nada adiantava, a coisa é doente mesmo.

Fiquei pensando...eu não peguei...imagine então se tivesse pego!

Resultado: Tive que sumir do meu shopping...agora, quando saio do trabalho e vou até-la, ou nas folgas de fim de semana, minha irmã me acompanha.

Assim, se você me ver acompanhado, é por minha irmã- que acaba atrasando meu lado, pois pensam que é namorada!

Que situação a maluca criou!

Quando a doida me vê com ela, não chega nem perto, morre de medo.

Coincidência ou não, eu que sempre me amarrei em chiclete, parei com eles desse tempo pra cá:

Fiquei só com os chocolates.

Lee, fugindo das chicletes: Agora só vou grudar em saudáveis.

Na Sessão Revival Relacionamentos doentios:

Meu amor já não me bate mais: