quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ser Santo: O que dizem sobre isso, e o que Realmente Jesus disse


Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade (Jesus, orando pelos seus discípulos em João 17.17).

Para Jesus, a santidade seria adquirida naturalmente, desde que essa fosse assimilada pela palavra:

Para Ele “ser santo” é quando existe assimilação dos conceitos divinos em toda a sua esfera, e não apenas em questões relacionadas a sexualidade ou moralidade.

Para Ele, ser santo não é ter conhecimento da palavra em forma teórica, apenas da letra, mas sim quando esta se torna verdadeira dentro de um coração.

A igreja ao longo dos séculos, e até hoje, colocou essa questão apenas na conduta sexual (reprimindo-a) e moral:

Daí surgiram as proibições e "regrinhas do não pode":

Não só na sexualidade, mas na questão comportamental, como vestimentas e “prazeres probidos” como ir a praia, cinema teatro, Maracanã, ver televisão, enfim:

Tudo aquilo que desse “prazer” a pessoa, era reprimido.

Totalmente ao contrário do que ensinou Paulo, ou seja a ter discernimento:

A mim, tudo me é permitido, mas nem tudo me convém (I Corintios 6.12)

Mas como se confundiu religião com controle, fica mais fácil “fazer pacotes” para exercer controle.

E como isso é algo que só pode ser exercido pela graça, e nunca pela carne, acontecem os conflitos que naturalmente era só uma questão de tempo de que surgissem:

Descontroles, afundamento maior em vícios, sensação de inferioridade por não conseguir alcançar a “santidade dita pelas igrejas...”

É exercido pela graça, pois o que alcançamos foi um favor imerecido- e é essse princípio que deve nortear nossas vidas.

Esse “nortear” vem da bússula, que sempre aponta para o norte, não deixando o aventureiro se perder na floresta, e que orientavam os navios de antigamente (hoje é tudo pelo radar):

Todos sabiam a direção a seguir, pois a bússula sempre aponta para o norte.

Nosso norte é a graça divina, e dentro dela está o verdadeiro conceito de santidade.

Sim, pois eu nunca serei “bonzinho” para alcançar algo de Deus:

Ele diz que nada alcançamos por obras, mas por fé.

Ele diz que eu posso ser um cara “correto” aos olhos humanos, mas se não tiver amor, eu não sirvo de nada para Ele.

Mas segundo o enfoque de Jesus, existe uma enorme abrangência em “ser santo”...

Para ser santo como Ele foi, basta ter franqueza com nossa condição humana, assim como Ele teve franqueza quando estava na condição de homem , mesmo sendo Deus.

Você já parou para observar que o “ser santo” de Jesus quase não existe na pregação em nossos dias?

Ser santo para Jesus , é em nossa condição humana (assim como era a dele) :

Ter coragem de chorar em público (João 11.35): Se até hoje nossa sociedade é machista – hoje diriam que Ele era Emo- imagine antigamente.

Admitir perdas e saudades, como na ocasião com Lázaro (João 11.36);

Gritar de dor (Mateus 27.50) quando dói, em vez de forçar e manter sorrisos amarelos na igreja, quando a dor vem;

De confessar depressão ( "Minha alma está cheia de tristeza até a morte"- Mateus 26.38);

De pedir ajuda emocional ( o mesmo Mateus 27.50); Enquanto preferimos não buscar ajuda;

De se confessar cansado ( João 4.6), Enquanto várias vezes se faz um “esforço” descomunal na igreja, “ a serviço do Senhor”- O mesmo Senhor que se cansava;

De confessar dificuldades familiares (Marcos 3.21/ João 7.1-9), Enquanto hoje fingimos na grei que temos uma família perfeitinha;

Admitir que ás vezes precisamos ficar sós ( Marcos 6.30-32,45,46);

De desabafar quando não aguentamos mais ver tanta idiotice e estupidez (João 2.15);

De amar a Deus, mesmo quando este não nos fala nada ( Mateus 27.46);

Tudo isso para Jesus era ser santo.

Esquecem sim, de dizer que deixamos de ser santos, quando:

Nosso interesse em relação a Ele é apenas sermos ajudados - “dar uma mãozinha”, e não o amarmos incondicionalmente;

Quando o reduzimos a um pacote, que em geral passa por:

Doutrinas de denominações, convenções humanas, ritos, liturgias, tradições e espaços de templo (Deus só “está ali”, se você não vai, “está em falta com Ele”);

Quando damos preferência para os grandes, enquanto apenas suportamos o pequeno;

Quando vemos injustiças acontecerem ao nosso redor, e nos omitimos, ou concordamos pois estamos no “combo das vantagens”;

Quando não santificamos esposa ou marido, bem como flhos e amigos, que não provam do “gosto” de nossa ligação com Deus- se é que ela existe.

Tudo isso acima, é “não ser santo”- e tudo isso, está no cotidiano da igreja de hoje.

Um verdadeiro paradoxo, dentro da perspectiva do que Jesus falou.

Lee

Na Sessão Revival, Leeland com Tears of The Saints: