terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ser santo : O que dizem sobre isso, e o que realmente Jesus disse , Parte 2


Na primeira parte deste post (veja arquivo do blog) falamos de como se vê a questão da santidade atualmente (apenas na questão moral e comportamental, ou seja, um pacote), e falamos de como para Jesus, era muito mais do que isso;

Vimos como uma comunidade eclesiástica inteira pode “não ser santa”, segundo a maneira de Jesus enxergar a questão;

E Vimos que só podemos ser santificados pela palavra.

Nessa segunda parte, vamos falar sobre santidade na base da força, que é igual do jeito que você vê na foto acima:

Quem lida com ela dessa forma, é só uma questão de tempo, para não aguentar mais.

O fato de a santidade ser um peso enorme para a maioria das pessoas, está na sua origem:

De como ela foi ensinada para você;

E de como você vai lidar em caso de “falhas”.

De como ela é ensinada, falei na primeira parte, portanto vamos para o caso de “falhas”.

De maneira geral, quando se “peca”, para alguém que está na igreja, é tratado de maneira totalmente desprovida de compaixão, amor e misericórdia.

Em caso de “falha”, ou seja, de erro, de uma pessoa cair em pecado, a igreja ao longo dos anos age geralmente ao contrário do que Jesus fez.

A igreja condena, julga, expulsa do rol de membros...

O chicote nos púlpitos é uma constante, totalmente desprovidos da graça divina...

As mensagens legalistas, produziram gerações de pessoas que tentam segurar a santidade como na foto acima – e não desenvolvê-la de forma natural e sadia, pela palavra- e a compreensão desta- como Jesus ensinou.

Semana passada, uma amiga me ligou: Estava com “peso de mensagens legalistas”.

Ela, que tem uns 12 anos no evangelho, bebeu uma garrafa de cerveja com o namorado, no calorão de 40 graus que anda fazendo aqui no Rio.

- Você acha que eu errei? Tem algum problema?

Na hora, senti que era o conflito pessoal de quem há anos sofre com mensagens desprovidas de graça divina, e falei:

- Você acha que errou? Perguntei.

- Não, sentamos, tomamos uma garrafa, tava quente, só isso.

- Ficou bêbada, de “porre”?

- Não!

- Dirigiu depois disso, ou ele?

-Não, ele me deixou no ponto.

-Desencana, garota...fica na paz.

- Mas é que dizem que...(tudo o que ela tinha ouvido a respeito, ao longo dos anos).

Na verdade, o peso da culpa não estava nela pelo fato de ter bebido , e sim, pelo peso produzido por alguém que condena quem bebe.

A santidade á base da força , e não da graça, tem duração definida – dura até quando você não aguenta mais – seja mais cedo, seja mais tarde.
Santidade a base de ameaças então, deixa mais mal ainda:

Santidade, além de tudo, só pode ser exercida em amor, como tudo o que é feito para Deus.

Vou dar dois exemplos de duração definida – dos que resistiram na base do legalismo, e que um- cedo, e outra- tarde, soltaram a rocha enorme (santidade na própia força) que seguravam, sendo atropeladas por ela.

Anos atrás, um rapaz de 26 anos, veio me procurar, pois estava num conflito, e pediu ajuda:

Estava viciado em masturbação.

O grande problema, era o motivo de sua justificativa:

Como posso estar a frente do louvor se não sou liberto”? Disse.

Ou seja, a preocupação maior dele era em “estar a frente do louvor”- se não fosse por isso, acho mesmo que não existiria “conflito algum”.

Bem, disse a que ele que todo vício, tudo em excesso faz mal, que se concentrasse em outras coisas, que naturalmente tudo voltaria “ao normal”.

O problema, é que na verdade, ele consultava sites pornôs todo dia, inclusive do trabalho- descobriram no laptop dele, na igreja, quando uma adolescente foi navegar no mesmo.

Últimamente, vive em orgias semanais com seu amigo (daquelas de catar prostitutas na rua, passando de carro),mas continua firme e forte “á frente do louvor.”

Tudo porquê levou uma santidade á base da força, e não da graça, até não aguentar mais.

Cedo ou tarde, acontece...vamos ver um caso em que apareceu tarde.

Há algum tempo atrás, uma senhora viúva de setenta anos, não aguentou.

Criada na base do legalismo, ela teve um casamento muito infeliz, mas que manteve por causa da “aparência de igreja”-para esta, eles era super felizes- mas até família fora do casamento ele tinha, quando veio a morrer.

Muito conceituada na igreja, líder de senhoras,membro de diretoria da igreja,professora de classe, conhecedora da Bíblia.

Aos setenta anos, “namorou” um homem casado por 2 anos, viajaram e tudo.

Depois, mais um namoro, desta vez com um viúvo.

Virou uma “menina de 20”, na roupa, antes fechada e pesada, agora com vestidos de tirinha, e na vaidade.

Um dia, após alguns anos, retornou ao que era – e dessa vez, muito mais legalista do que antes.
Condenando as meninas da grei que se vestiam como ela estava se vestindo, fora os “amassos” que via por lá:

Tudo o que ela tinha feito anteriormente.

Santidade a base da força - e não da graça - produz essas distorções acima, e assim existem mlhares de casos muito mais escabrosos, envolvendo até lideranças.

E os chicotes só pioram a situação...chicotes de púlpito, escovadas públicas, etc, são exposições destituídas de misericórdia:

Jesus lidou com a mulher adúltera com graça, que traz misericórdia, perdão, acolhimento.

E fez isso em particular, conversando com ela.

Da mesma forma com a mulher cananéia, a qual já tinha tido 5 maridos- e o atual, era amante- dizendo apenas para não “pecar mais”.

Jesus nunca expôs “pecadores” que tinham consciência de que estavam errados...

Ele expunha sim, os fariseus da religião, que vivam de aparência.

Santidade a base da força, é a certeza de que uma enorme rocha vai te amassar algum dia, cedo ou tarde.

Santidade na base da graça, é quando esta é absorvida pela palavra, quando ela vai entrando no coração, não ficando apenas na letra.

Aí, não existe peso.

E quando se falha, temos a mesma graça como recurso acolhedor.

Já na santidade da força, somos amassados pelo peso da culpa:

E ainda tem peso extra, da culpa do legalismo eclesiástico, uma espécie de bônus negativo.

Por isso, é necessário saber em qual santidade (e entender o contexto total dela dito por Jesus, e não por convenções humanas) se está navegando:

Se a da força humana, ou da graça.

Lee
Na Sessão Revival, Nada Sei ,com Kid Abelha: