domingo, 21 de março de 2010

A Jornada de Eli é a Jornada do Justo


E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé (Gálatas 3.11)

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem (Hebreus 11.1)

Então os justos resplandecerão como o sol, no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. ( Mateus 13.43)

Fui ver O Livro de Eli ontem no cinema...creio que todo cristão deveria ver esse filme:

A Jornada de Eli, é uma metáfora sobre a Jornada do Justo sobre a terra.

E nos faz refletir como está sendo nossa própia jornada aqui...

Denzel Washington como poucos poderia dar a vida que deu ao personagem Eli:

Denzel é filho de pastor na vida real, seu pai foi pastor pentecostal por mais de 50 anos, até morrer com 81 anos de idade.

Cresceu vendo os sermões inflamados do pai pastor, e sua mãe era dona de um salão de beleza.

Aos 11 anos, lavava a cabeça das clientes...durante essa época, aconteceram duas coisas na vida dele:

Primeiro, o divórcio de seus pais, pois o pai não concordava com o salão de beleza da mãe (e consequente independência financeira dela)...

Alías, conheci um caso assim, só que diferente:

Uma amiga da família, que sempre fora da Assembléia de Deus (hoje mora no céu),tinha um salão de muito sucesso no bairro da cidade, e o pastor dela, disse para que parasse, pois aquilo era “do diabo”.

Metade de suas clientes eram de igreja, e ela levou o conhecimento do evangelho a muitas outras, ali dentro...

Por que eles “satanizam” tudo, hein? Filmes, músicas, etc...

Ela sabia que aquele conselho era opinião dele e não divina, e continuou ralando, e hoje tem filho médico, viajou pra Israel, enfim tudo obtido pelo trabalho do salão “maldito”.

O segundo acontecimento marcante para Denzel, aconteceu justamente dentro do salão, e não numa igreja:

O recebimento de uma mensagem profética.

Uma cliente idosa estava no salão de beleza da mãe, e lhe pediu um papel.

Denzel o trouxe, e ela começou a escrever sobre o futuro dele:

Inclusive de que influenciaria milhões de pessoas.
Denzel ficou impressionado, e carrega essa folha de papel com ele até hoje.

Já foi indicado ao Oscar por 5 vezes (vencendo duas), e junto com Will Smith, consegue a raridade de influenciar mesmo os brancos, nos EUA.

Denzel é um dos quatro únicos negros a ganhar um Oscar como ator principal, em mais de 80 anos de premiação da academia :

Sidney Poitier (o primeiro, em 1964 ,de quem Denzel é considerado sucessor), e só recentemente, Denzel em 2001, Jamie Fox em 2004, e Forest Whiteker em 2006.

Quando não está gravando, você pode encontrá-lo todos os domingos as 10h da manhã na Igreja Pentecostal de Los Angeles, com a família.

Por isso, ninguém melhor do que ele para fazer o papel do único homem numa América pós apocalíptica que possui um exemplar da Bíblia (versão da famosa King James):

Eli recebeu a missão de Deus de levar este único exemplar até o Oeste.

Só isso: Não sabia para quem, mas pela fé, seguia seu caminho até completar sua jornada.

Andou o país inteiro a pé (poucos carros, pouco combustível), tendo que se virar pra comer (o churrasquinho de gato, aqui, é ao pé da letra).

Pouca água...pouca comida...poucos aliados:

Solara (a ucraniana Mila Kunis, namorada do "Esqueceram de Mim" Macaulay Culkin) é uma delas.

Muito sol (o homem finalmente conseguiu abrir um buraco na camada de ozônio, todos tem de proteger os olhos ao dia);

E muitos inimigos...

O principal deles é Carnige (Gary Oldman, o comissário Gordon de Batman).

Carnige sabe do poder da palavra:

Ele foi criado ouvindo-a...

Ele quer por que quer a Bíblia, para se utilizar da mesma em seu discurso:

Ele mesmo chega a dizer que com ela, justificaria todo seus atos sujos.

Carnige representa os pastores mercenários, que querem se utilizar da palavra para aumentar seu poder e influência sobre o povo.

Gente que teve contato com a palavra- que sabe o poder dela- mas que nunca a viveu, e simplesmente se utiliza dela para enriquecer, ampliar poderes, subjugar os outros.

A oferta que Carnegie faz a Eli – de que se juntasse a ele, pois além da palavra, este é um guerreiro- é a oferta que os mercenários fazem aos justos:

O Mercenário reconhece um justo, sabem quem eles são, e adorariam ter um justo como fonte canalizadora para seus recursos.

Tudo aquilo que Carnegie oferece a Eli - dinheiro, poder e mulher – é a oferta que se faz para um justo se desviar de seus caminhos.

Ele sabe que com Eli, ficaria “imbatível”.

Mas quando o justo se recusa a ter parte com eles, eles os perseguem:

Os mercenários morrem de medo dos justos, pois sabem que eles pregam contra toda a falsidade, a mentira, o discurso enganador.

Elias, Isaías, e Ezequias, no antigo testamento, João Batista, os discípulos do novo testamento, todos foram perseguidos pelos mercenários, sem falar em Jesus.

A cidade que Carnegie comanda no filme, funciona como uma igreja que mantém seus fiéis sob jugo pesado,sempre cercado por vigias, e com tarifas caras e pesadas ao povo.

Carnegie, assim como vários desses pastores mercenários, mantém sua mulher debaixo de um pesado jugo de casamento, por ameaças e punição física.

Dificilmente a mulher de um mercenário consegue sair de um casório assim, pois morre de medo.

Eli se recusa a ter parte com o mercenário, e prefere seguir no seu caminhar da fé:

Passa duras penas por isso, mas consegue seu objetivo final de chegar ao Oeste, concluindo sua jornada...se falar mais, eu estrago a surpresa.

Pelo seu exemplo, ainda fez uma discípula, outrora assustada, agora uma guerreira.

Carnegie queria a Bíblia para ser fonte manipuladora;

Eli queria levar sua Bíblia para ser fonte de esperança
.

Sim, a principal arma da mochila de Eli, não era o facão do Rambo, a pistola, nem a escopeta que ele tinha por lá:

A principal arma escondida na mochila, era a palavra.

Se você assistir o filme e souber ler nas entrelinhas, verá que essas coisas já acontecem em nossos dias:

O principal inimigo do evangelho, são igrejas distorcivas, pastoreadas por mercenários que estão bem conscientes do que estão fazendo...acredite, eles não são inocentes.

Eles se utilizam do poder da palavra para proveito próprio.

Cabe a nós caminharmos pela fé, mesmo muitas vezes solitáriamente...como Eli...

Sabendo que nossa caminhada não é vã no Senhor.

O mundo sem a palavra de Deus, se transforma num caos.

O mundo sem a palavra de Deus, é um mundo sem esperança.

Eli mantinha sua fé- e sua sanidade num mundo caótico e desesperançoso- lendo a palavra todos os dias, no único exemplar existente.

Hoje, temos Bíblias de tudo que é jeito, de tudo o que é cor, e mal pegamos nela na semana.

Eli levou muito tempo para concluir sua missão, mas conseguiu realizá-la, pois tinha a palavra no coração...

E na mente:

Mas sobre isso não posso falar...estragaria a surpresa do filme.

E. Lee

Humm...Será que pelo menos desse filme o Vítor vai falar bem no boletim??

Na Sessão Revival, o trailer do Livro de Eli: