quinta-feira, 4 de março de 2010

A Liberdade que Cristo oferece, e a “liberdade” que a igreja - instituição oferece

A Liberdade em Cristo
"Você tem que seguir é a lei da igreja!"

Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. Por isso, continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente.(Gálatas 5.1)

É impressionante a luta que o Apóstolo Paulo passou, a dificuldade que ele enfrentou, para dizer aos irmãos que estes eram verdadeiramente livres em Cristo.

Na época, ele combateu grandemente a tentativa de judaização dos Cristãos, que era feita por gente da igreja.

Nessa tentativa de judaização cristã,os líderes da igreja- isso mesmo, líderes de igreja – estavam tentando fazer um mix das leis do judaísmo,com a ainda novata igreja cristã.

Se Paulo não chegasse junto e metesse o pau, eles fatalmente retornariam as mesmas regrinhas dos tempos da lei, que após os dez mandamentos básicos, se estenderam para mais de 600 mandamentos complementares:

Entre estas, a do olho por olho e dente por dente da vingança, e leis relativas a alimentos e higienização,etc,específicas para um povo no deserto, sem banheiro e com pouca água.

Volto a lembrar- Quem estava tentando fazer isso, eram alguns líderes da igreja, gente responsável pelo pastoreio de um povo- povo esse agora liberto da lei, por Cristo.

Teve um cara nos EUA que escreveu um livro, após passar mais de um ano fazendo um mix das leis da Bíblia – ele tentou seguir tudo o que ela mandava:

O problema é que ele tentou seguir a lei do velho testamento, com o evangelho da graça, do novo testamento, que são absolutamente incompatíveis.

Não conseguiu apedrejar adúlteros – da lei - improvisou com predrinhas pequenininhas, claro, seria preso, e também não conseguiu “amar aos inimigos” - da graça .

Não há como abraçar duas leis completamente incompatíveis.

Em Cristo, somos livres para tomar nossas decisões.

Em Cristo, nossa consicência dá indicativos sobre o “certo/errado”, pois agora seguimos nos baseando nos ensinamentos do evangelho – que perdoa adúlteros, ao contrário da lei, por exemplo.

Em Cristo, mesmo quando erramos na escolha de nossa liberdade, podemos ter o perdão, após nosso próprio reconhecimento:

Na lei, só tinha punição – inclusive mortal - ou então tinha que restituir alguém.

Na lei,não existia “foi mal”, “me desculpe”, “perdão”.
Por isso, não consigo ficar quieto quando vejo quem quer que seja, apresentar uma nova liberdade, além daquela que Cristo nos deu:

Hoje em dia, a maioria das igrejas-instituições, em vez de ensinarem sobre a liberdade que a graça de Cristo – que Paulo sempre se refere no início de suas cartas, ensina e oferece, quer assumir esse lugar, trazendo uma liberdade de igreja- instituição.

Somos igreja como corpo de Cristo, e aqui falo da igreja-instituição, ou como gosto de chamar, a “igreja-tijolo”.

Várias delas atualmente não ensinam a liberdade em Cristo através da graça, e querem, através de ensinamentos de seus pastores, e de regras própias de igreja ensinar uma distorciva liberdade de igreja-tijolo:

Eles estão fazendo igualzinho aos líderes que estavam ensinando errado, que Paulo combateu.

Agora veja se essa suposta liberdade de igreja-tijolo é liberdade mesmo, ou é controle...
Veja o que mais existe hoje em todas as igrejas, de todas as denominações:

Relação de dizimistas, afixada em alguma parede da igreja;

Expulsão sumária do rol de membros em caso de garota aparecer grávida antes de se casar,ou outro aspecto semelhante:

Adultério, por exemplo, é quase semelhante ao jogar pedras de antigamente, numa igreja-tijolo atual.

Expulsão por “faltar”, durante muito tempo a igreja, etc.

Quando teen, vi uma pastor excluir várias pessoas da igreja, citando os “mandamentos que estes haviam quebrados”...mais legalismo que isso, impossivel.

Mas o que mais existe, é a pregação da suposta liberdade(?) ensinada por eles...

É um conjunto de nãos, que ficaria mais fácil fazer uma cartilha e distribuir, em vez de ficar repetindo isso todo domigo.

Mas dificilmente vi algo tão legalista, como domingo passado, numa grei aqui na zona sul, que fui visitar.

Pisei na igreja ouvindo o pastor malhando os divorciados, no início;

Na metade, dizia a orientação que havia dado a uma mãe, aconselhando o filho a não participar de uma inocente festa de carnaval de jardim de infância;

Nítidamente, condena ver TV e ir ao cinema, chegando a condenar o filme Avatar, de púlpito, e no editorial do boletim (quando não tem mais o que se dizer, isso acontece).

Não sei como o povo o aguenta.

Pastores da lei, que pregam essa leiberdade de igreja, costumam cair feio.

Eu creio mesmo que vários deles serão removidos em breve, pelo Chefe, por que suas mensagens, não vem mais Dele, mas sim são frutos de suas agora parcas idéias própias:

Toda leiberdade de igreja, surge da cabeça de algum legalista, como a figura acima.

Uma vez, um outro pastor veio bater papo comigo, num café.

Disse que a mulher, estava com enfermidade grave, e ia ser operada.

Ele não queria (ele era pastor de uma congregação, que era filiada a igreja de onde o outro pastor era titular), mas após a insistência da esposa (que tinha no outro pastor uma figura pastoral), acabou vindo.

Ele disse que a esposa “ficou muito mais mal” do que se não tivesse recebido aquela visita:

-“Ele não é pastor”,me dizia...”é frio, orou forçosamente, só veio após muita insistência dela, num tá nem aí pra operação, se ela morre, ou não”, me disse.

A maioria dos legalistas, se transforma no meio desse processo, e ficam frios com as pessoas.

Cabe agora fazermos uma escolha sob qual liberdade queremos ficar:

Se na leiberdade de uma igreja-instituição, dominada pelo pensamento de um legalista;

Ou se na liberdade que Jesus oferece, através do evangelho da graça.


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