quarta-feira, 10 de março de 2010

A Morte de Corey me trouxe lembranças...

Pedindo para voltar aos "velhos tempos"
Com Jason Patrick no espécie de "precursor de Crepúsculo", Garotos Perdidos

Com Jason Statham em Adrenalina 2

Abrindo a internet, fui surpreendido com a notícia da morte de Corey Haim.

Foi como se levasse um soco na boca do estômago...

Alías, nem o “joelho na barriga”, que levo vez ou outra no Jiu-Jitsu (e te deixa desconfortavelmente sem ar), me pegou com tanta surpresa como a notícia de hoje.

Bom, fica difícil tentar explicar quem era Corey pra geração mais nova, mas vamos tentar...

Seria como se você soubesse que aquele ator da saga Crepúsculo (série de cinema teen que não gosto, e nem me dou ao trabalho de saber os nomes deles), morresse daqui há 20 anos, e você que é fã, fosse pega de surpresa lendo na internet;

Seria como se você que é teen, abrisse a net daqui há 20 anos e ficasse sabendo que o Zach Efron tivesse morrido de overdose;

Seria, Pra você que viu Macaulay Culkin criança em Esqueceram de Mim, ficasse sabendo que ele tinha morrido por causa de drogas.

Começou a entender um pouco do que eu senti? Pois é.

Corey, no final dos anos 80, estava em todas as capas de revista das “Caprichos” da vida nos EUA;

Recebia centenas de milhares de cartas (na época pré- e mail), de teens de toda a América;

Era o astro pré, e depois teen, mais disputado para se fazer filmes.

Eu falei no tal do Crepúsculo...

Muito antes dessa saga, Corey foi um dos pioneiros nesse tipo de filme (teens vampiros, num curto muito não, e olha que vejo filminho de terror pra “relaxar”, pois não sinto medo desde que, aos 10 anos, minha saudosa tia Marta me ensinou a não ter medo deles):

Garotos Perdidos trazia o hoje Jack Bauer Kiefer Sutherland como um vampiro, e foi um dos filmes de maior destaque de Corey...vi, mas não é o meu favorito não...

Mas ver a morte de Corey, me trouxe lembranças de alguns filmes que ele fez, associados a minha vida.

Sem Licença pra Dirigir, agora candidato a clássico da sessão da tarde, foi um deles.

O filme é uma comédia teen leve, muito engraçada...mas me trouxe lembranças de quando tirei a minha carteira.

Enquanto Les Anderson (Corey) fazia o exame para tirar a carteira e impressionar a bonitona teen do filme, eu precisava fazer o exame, mas por outra razão:

Usar o carro como “instrumento de necessidade”.

Meu pai havia morrido, e o carro começava a ficar encostado... depois de longas 38 aulas com o instrutor (eram necessárias apenas 5 aulas, na época) minha mãe conseguiu a carteira ( na verdade, tiveram pena dela, e a passaram - mas isso fica aqui entre a gente).

Ao chegar as ruas,ela descobriu uma nova fobia- medo de trânsito...

Ela simplesmente ia para onde o fluxo a levasse...o que a fazia errar o caminho de casa, mesmo estando a 5 minutos dela- e ir parar num bairro a 10 kilometros de casa.

Isso sem falar que destruiu o carro errando o portão da garagem, e porrando a parede do prédio:
Eu pagava o pato, pois era zoado...e ficava com medo de andar com ela, e morrer de acidente de carro.

Assim, assumi o volante de um carro de janeiro até dezembro - quando fazia 18 anos...

Por um ano inteiro, dirigi sem carteira na rua...e sem ninguém me ensinar a dirigir...

Até que fui fazer o exame...mas ao contrário do Corey no filme, eu passei.

Ah, detalhe que nunca esqueci:

Antes, sem carteira, minha primeira viagem como motorista na vida foi levar o carro no domingo, para a igreja...

Essa glória tinha que ser pro Chefe.

Bom, mas na verdade, o filme que eu mais gostei com Corey foi “Lucas”, que aqui teve até um nome legal, “A Inocência do primeiro amor”:

Se não me engano, foi o filme de estréia da então teen Winona Ryder.

Em “A inocência do primeiro amor” Corey era Lucas, e na paixonite de seu primeiro amor, até tentou, sendo o mais novo e baixinho, entrar para o time de futebol americano da escola, para impressionar sua amada:

Virou motivo de piada...ela era de família riquíssima, dois anos mais velha que ele, ainda debaixo de pesados óculos de grau...

Não havia como competir com teens parrudos, e já com (sempre ela) carteira de habilitação (lá pode aos 16), enquanto ele ainda na sua simples bike...
A gente tem um pouco de Lucas dentro de nós, nos primeiros anos...

E o coitadinho ouviu de sua paixão, o que nenhum menino, teen, ou homem gosta de ouvir delas:

“Você e e eu somos apenas amigos”.

Corey fumou seu primeiro baseado ainda no set de Garotos Perdidos (Lost Boys), e ali começou a se perder como garoto...

Como um mal chama outro, se viciou em cocaína por um ano e meio...

E depois, na maldita e devastadora crack.

Na década seguinte, o ar juvenil já tinha partido, ficando com cara de Junkie...

Chegou a namorar a Victória, atual senhora Beckam, em 95, ainda antes dela estourar como uma das Spice Girls...

Os trabalhos foram rareando...as internações, aumentando...

Fez em 2000, um reality show chamado Two Coreys (dois Coreys),com o inseparável amigo Corey Feldman,mas só durou duas temporadas:

Feldman,que também se reabilitara do vício, não aguentou mais ver o amigo caindo no set, de tanto dar cafungada no pó...

Desesperado, sem trabalho, sem a fama que o tempo levou, Corey juntou os últimos trocados e colocou a propaganda da foto acima em revistas de ponta a ponta nos EUA:

Se oferecia para trabalhar.

Jason Statham lhe estendeu a mão, e ele fez um papel secundário em Adrenalina 2.

Mas o falso brilho da coca tirou todo o brilho de Corey...

O menino doce e suave da Inocência do primeiro Amor, o sacana de Sem licença pra dirigir, agora estava um bagaço deixado pelas drogas...

Que a gente nunca se esqueça da “inocência do primeiro amor”, sabendo que, ao deixá-la, todos nós ficamos “Sem licença para Deus dirigir nossas vidas”...

Correndo o risco de ficarmos (Garotos) Perdidos para sempre.

Lee

Na Sessão Revival, o trailer de “Lucas”- A Inocência do Primeiro Amor...rest in peace,Corey.

http://www.youtube.com/watch?v=phXMs5yn76Y