sábado, 1 de maio de 2010

Será que ele é?



Rio de Janeiro, 2001:

Uma amiga da faculdade conhece um americano via internet, numa dessas comunidades virtuais que existem...

Ela vinha de um relacionamento destroçado com um mané, vivia triste e de vez em quando se abria comigo...

Disse a ela que namoro é para ser uma coisa para deixar alegre, e não triste;

Que quando é bom, deixa a gente” bobo” e com brilho nos olhos, e quando é ruim, deixa triste e abatido, como ela estava.

Ela reuniu forças, em terminou com o mané.

Foi nesse contexto que ela começou um namoro “virtual”, via MSN, com o americano...

Pouco tempo depois, trancou a faculdade no penúltimo período, foi pros States, e agora, era cidadã americana:

Se casou com o gringo.

Seis anos depois...

Minha amiga consegue entrar em contato novamente, comigo, via e -mail.

Se formara por lá, e tinha uma vida profissional em que se sentia feliz...

Mas só a profissional.

Algo a afligia...me pediu meu cel (a época, antes das variações de chips), pois queria contar algo que estava acontecendo:

Ela tinha quase certeza de que o maridão era gay.

Apesar de terem vida conjugal, cada vez mais dava características iguais a do irmão dele, que era gay e morreu de Aids.

Na verdade, antes de ela finalizar os detalhes, na hora senti que ele era gay...

Quando vi a foto dele então, tive certeza absoluta.

Disse o que tinha para dizer, e pouco tempo depois ela foi deixando de fazer contato, até sumir de vez...talvez porque já estava se apaixonando por um outro cara.

Não sei que fim teve a situation...

Mas ela é “descolada”, se fosse de igreja, ia ficar nessa a vida toda.

Um revista gospel, há uns dois ou três anos atrás, publicou uma matéria reveladora:

Descobri que meu marido é gay...e agora?, e citava inúmeros casos de mulheres de várias igrejas pelo Brasil, nessa situação (todas sem mostrar o rosto, claro).

Mas isso não acontece só com mulheres de igreja, isso é geral:

A quantidade de homens bisexuais, hoje em dia, é alta.

Mas na igreja, é mais difícil ( como tudo o que é de igreja ) a identificação dos mesmos.

Primeiro, por que a grande maioria dos pastores vivem numa espécie de “Alice no País das Maravilhas”, e acham mesmo que não existem homens cristãos gays congregando:
Por isso, o povo sempre é levado a pensar que, quem está na grei, é santo, só pelo lugar ser santo...

Ao longos dos anos, estando desde criancinha na igreja, vi várias coisas que derrubam esse pensamento.

Inclusive, tive dois colegas no seminário (um mais tarde foi pastor), que depois largaram mulher (o que tinha) e vivem em São Francisco:

É onde existe uma das comunidades gays mais fortes dos EUA (quem viu o filme Milk, viu o nascedouro do movimento).

Mas o que fazer...como saber se um namoradinho é ou não é?

Como disse, em igreja é mais difícil...as meninas costumam entender um cara que “se segura”, como alguém que se guarda para o casório...

Hoje em dia, os gays nas igrejas já ficam solteirões numa boa:

Antigamente, eles sofriam a mesma pressão para se casar, que as meninas mais novas ainda recebem do contexto de igreja.

Por isso, a maior faixa etária de gays cristãos casados, se concentram entre os 30 e os 50 anos de idade, atualmente.

Ninguém podia ficar solteiro por muito tempo antigamente, numa igreja, pra “não cair em pecado”.

Outro motivo da geração gay cristã anterior se casar rapidamente, era porquê:

Vários, caíam no erro de achar que se casando com uma mulher, ficariam livres do ímpeto, da vontade de gostar de se relacionar com homens.

Por isso digo pela terceira vez, acho, por aqui:

Se você, que está na igreja e tem esses sentimentos de atração pelo mesmo sexo, não ache que se casando com uma mulher isso irá passar, que você ficará “curado” disso.
Não arrume uma namoradinha, dentro ou fora de uma igreja, achando que vai virar homem...
Nem pra dar satisfação a ninguém, e nem pra se mascarar.

Canso de receber “olhares” de gays que estão com suas namoradinhas, na rua, no shopping..
.
E também já as recebi em igreja, inclusive de homens casados.

Mas como saber se seu namoradinho- ou mesmo maridão- é ou não é?

Primeiro, quero dizer aos gays o seguinte:

A você, gay que não é de igreja (e eu sei que tem muitos que me lêem, internet a fora):

Amo você como Jesus me ama e te ama:

Ao longo da vida, desde a sétima série (quando tive um amigo gay) até a vida profissional, nunca persegui, discriminei,zombei, por alguém ser gay:

Ao contrário, muito antes da moda atual do politicamente correto, já fui inclusive acusado de ser gay por lutar contra várias coisas que se se faziam, simplesmente por uma pessoa ser gay.

Ás vezes, no trabalho, só eu falava com os gays, os “machões” não queriam se “contaminar”, e todos me respeitaram como homem:

Nunca recebi nenhuma cantada deles.

Segundo, quero dizer á você, de igreja:

Cuidado se um dia você contar isso para alguém na IGREJA:

Podem fechar a cara pra você na hora...inclusive, se for pastor.

Se for Padre, periga de ele te dar uma cantada (estou preparando uma mensagem sobre pastores bandidos e padres pedófilos, tá dando um trabalhão).

Infelizmente, não é para todo mundo que se pode compartilhar um segredo, a maioria pode não tratar você com amor e compaixão – como Jesus fazia- e sim, com juízo.

Tendo dito isso, e para precaver alguém de namorar- ou se casar- com alguém que não assume uma postura em sua condição gay, vamos as dicas:

Repare nos olhares dele com relação a homens- se é normal, ou com desejo.

As meninas só se ligam se eles ficam olhando pra outras meninas...

Estamos em outros tempos, queridinhas:

Seu namoradinho pode parecer fiel por que não olha pra outras meninas...

Mas já reparou se olha pros meninos??

Repare na postura que o corpo apresenta:

Nosso corpo não esconde nada, mesmo quando morremos:

É por isso que existem os CSIs da vida...

Nessa hora tem que ser meio Mentalista, mesmo...

Muitos gays não tem “jeito de gays”, o que complica mais a situação.

Observe a forma como ele se cruza as pernas ao sentar:

Em geral, heterosexuais se sentam, e ao cruzar as pernas, formam algo parecido como o número 4, quando cruzam as pernas;

Os gays em geral, deixam descair uma perna sobre a outra, como as mulheres.

Repare na voz

Muitos tem “sotaque gay”, com voz meio afeminadas, outros não.

No jeito

Se anda normalmente, ou se “desliza”, como se estivesse desfilando.
Se é delicado demais, no convívio do namoro

Histórico familiar

Ele foi criado somente pela avó? Pelas tias?

Um menino se vestia com as roupas da tia, quando pequeno, e andava com sapatos dela, em casa...elas achavam engraçado.

Acha mesmo que me surpreendi que ele virou gay mais tarde?

Num ambiente onde ele mora/morava predomina, de fato, a mulher?

O pai dele é um banana, mandado pela mulher?

Repare se ele tem muita frescura:

Se é muito fresco com comida, tipo:

Separar arroz do feijão, da salada, da carne, e não comer tudo junto;

Se é chegado a dar chiliques, com frequência (ás vezes, dando uma “de homem”);

Se ele demora mais quando vai ao banheiro do shopping, do que você.

No esporte

Gays, em geral, são avessos a esportes de luta:

Difícilmente se vê um gay em esportes como Jiu-Jitsu, karate, Taekwondo, etc.

No futebol não são bem aceitos, nem no vôlei, nem no basquete... são raros, mas tem.

Eles se concentram mais em balé, e em esportes com pouca roupa, como alguns aquáticos(especialmente salto do trampolim)...
Muito encontrados também na ginástica, atualmente.

Gays adoram vestiários masculinos.
Nos estudos:
São mais facilmente encontrados em cursos como Letras (em especial literatura), Enfermagem, e Arquitetura.

Donos de negócios:

Lojas onde tem artes, em geral: Loja de quadros, donos de galerias, de antiquários, mas principalmente, donos de salão de beleza.

Veja os instrumentos musicais que ele toca:

Gays são menos encontrados na bateria, no baixo, na guitarra, e na percussão...

Vários são encontrados no piano – de Horowitz, Richter, Liberace, até os pops Richard Clayderman e Elton John, foram ou são gays.

Nos instrumentos de sopro:

No saxofone: índice baixo.

Nas flautas: Doce, baixo, alta, irlandesa, e no pífaro, o índice é de baixo a médio.

Na flauta transversal, são mais comuns.

Tái as dicas – observem bem, e deixem de ser ingênuas:

Vai evitar muita decepção mais tarde.

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