segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ouvindo a Voz do Espírito no meio da Muvuca


Na verdade, seria obedecendo a voz do Espírito, já que não fui eu quem escutei, mas sim o Coronel.

Pra você que não é do Rio, e pra galera que tá lá fora , que me lê, é o seguinte:

As duas maiores festas de comemoração na Copa do Mundo, aqui no Rio de Janeiro, estão acontecendo em Copacabana (Fan Fest, patrocinada pela FIFA) na praia, em frente ao Copacabana Palace;

E no Alzirão (Rua Alzira Brandão, uma então pacata rua aqui na minha Tijuca, há dez minutos - a pé – de onde moro), patrocinada pela Globo, que fechou até o restaurante ao lado só para a produção e convidados.

Assim, cerca de 15 mil pessoas assistem aos jogos do Brasil – esse número pode chegar ao dobro, no encerramento dos jogos, com os shows existentes, ou mesmo se o Brasil for a final – como em 2002, onde foram 30 mil pessoas, pois a final sempre é num domingo.

Pois bem, eu fui dar um pulo lá por dois motivos :

Ver a baixinha Perla, somente pela única música dela que eu gosto;

E comprar um podrão (cachorro quente completo), lá em baixo.

O problema é que o Coronel, meu intercessor, e dotado de dons espirituiais apuradíssimos, que o ensinei a lidar com eles ( quando este após passar por duas igrejas não conseguiu ninguém para ajudá-lo), “não deixou” que me divertisse.

Primeiro, por quê antes de eu sair, um balão caiu aqui na montanha atrás do prédio:

Eu ligava pro bombeiro, pois a mata começava a aumentar e espalhar o fogo...dava pra ver pertinho da janela.

Ligo pra ele, e peço cobertura, pois estava saindo (em geral, evito muvucas) quando ele me surpreende:

- Estou sentindo um cheiro de queimado, já percorri a casa e não tem nada, nem fora dela, disse.

- É aqui, respondi pra ele, dizendo do ocorrido...caiu um balão na montanha aqui atrás.

Ou seja: já saí de casa “bolado”, perplexo com nossa conectividade espiritual.

Mas eu queria ver a Perla...só a Perla, e ia vir embora...só isso...apenas isso.

Consigo ficar num lugar maneiro, em cima da calçada, e a altura favorecia a visão.

Cerca de 40 minutos depois de chegar, com umas bandinhas desconhecidas tocando, entra o tal do Molejo, para alegria geral, menos a minha:

Eu só ia ficar alegre quando visse a Perla.

Foi quando me deu um “clic” de verificar o celular, pois com o barulho não se escuta.

Tinha 5 chamadas não atendidas do Coronel.

- Ah não, pensei...eu já desconfiava o que poderia ser.

Ligo pra ele e escuto:

- RALA JÁ DAÍ !!

- Como é que é?, mandei, só para confirmar.

- RALA JÁ DAÍ!!

- Mas eu ainda nem vi a Perla, retruquei.

Não teve jeito...sei que foi um toque de emergência.

Só me restou comprar meu podrão numa Kombi – podrão que estava ali na esquina.

Ouvir a voz do espírito ( o Coronel) e obedecê-la (eu) , me livrou de uma furada:

Soube hoje pelos vizinhos que houve um pequeno tumulto por uns caras mijando na calçada, e que foram presos por isso, além de uns bêbados que arrumaram confusão, com briga.

Talvez essa briga começasse próximo aonde eu estava...nunca vou saber, mas nessa hora o tumulto é geral, pois havia pouca “área de escape”.

Enfim, é isso...no dia em que torci pra Costa do Marfim, não vi a Perla...que drogba!

E fiquei pouco tempo no Alzirão.

Será que na sexta feira dará pra curtir a festa?


Lee, guiado pelo Espírito, no meio da muvuca.

Amanhã, começo uma série: Características de um Líder.