domingo, 4 de julho de 2010

Numa Ilha com Jesus


O que aconteceria se você passasse um dia numa ilha com Jesus?

Acredite, isso já aconteceu antes, com João, o “discípulo amado”...vamos ver como foi.

“Eu sou João, irmão de vocês; e, unido com Jesus, tomo parte com vocês no Reino e também em agüentar o sofrimento com paciência.

Eu estava na ilha de Patmos, para onde havia sido levado por ter anunciado a mensagem de Deus e a verdade que Jesus revelou." (Apocalipse 1. 9)
João, já com 90 anos, foi condenado a prisão perpétua simplesmente pelo fato de anunciar o evangelho.

Assim, foi mandado para a Ilha de Patmos, existente até hoje, que é ponto turístico lá pras bandas da Grécia.

O velho João pensou que ia morrer logo que chegasse naquela ilha:

Não podia esperar ser resgatado;

Não estava numa idade em que poderia ficar procurando comida, fosse pescando, fosse procurando frutas na mata fechada, fosse caçando;

E o tédio? Afinal, aquela não era a ilha de Lost, com sempre alguma coisa pra acontecer.

Não era a ilha de Lost, mas naquela ilha, um mistério muito maior seria revelado, o maior deles:
O mistério do final dos tempos.

Paulo escreveu quase metade do Novo Testamento, com uma profundidade que nenhum dos discípulos que conviveram diretamente com Jesus, teve.

Mas coube a João, “o discípulo amado” (ele amorosamente, sendo um dos mais novos, recostava a cabeça no ombro de Jesus, quando estavam sentados – se fizesse isso hoje numa igreja, o recriminariam, e ainda diriam que ele era gay) escrever.

Mas vejamos com Jesus apareceu pra João numa ilha:

“No dia do Senhor fui dominado pelo Espírito de Deus e ouvi atrás de mim uma voz forte como o som de uma trombeta...

Eu virei para ver quem falava comigo...

Quando eu o vi, caí aos seus pés, como morto. Porém ele pôs a mão direita sobre mim e disse:

Não tenha medo. Eu sou o Primeiro e o Último.

Eu sou aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre.

Tenho autoridade sobre a morte e sobre o mundo dos mortos.

Portanto, escreva as coisas que você vai ver, tanto as que estão acontecendo agora como as que vão acontecer depois. (Apocalipse 1.10,12, e 17, editado)

A lição que tiramos desse texto, é a seguinte:

Quando você pensa que sua vida está uma ilha deserta, aonde nada acontece, aonde impera o marasmo, o cotidiano, o tédio;

Quando você se sente isolado, sem saída, sem esperança nenhuma de sair de uma situação (ilha) onde está ou se meteu;

Quando você acha que está velho demais para acontecer algo em sua vida;

Quando você foi injustamente condenado por algo que não prejudicou ninguém;

Essa é a hora em que Jesus pode aparecer, agitando tudo o que há ao seu redor.

Jesus agitou a vida de João em um dia de ilha deserta, mas do que agitou nos três anos de caminhada com ele quando estava na terra, quando era mais novo.

João caiu em êxtase como se ficasse morto (em transe, por causa da visão se materializando em terra), algo que ele não tinha passado em 3 anos na terra com Jesus:

E olha, ele viu muita coisa naqueles 3 anos, de ficar de boca aberta...

E viveu uma vida cheio de experiências com Deus, anunciando o evangelho...
Mas em apenas um dia, João teve revelado o segredo do final dos tempos, numa ilha.

Na ilha de Patmos, foi revelado o final dos tempos, simplesmente um mistério maior, que põe qualquer mistério da ilha de Lost no bolso.

Com certeza, se nunca te perguntaram, você já ouviu a famosa pergunta:

Com quem você gostaria de passar, numa ilha deserta?

A maioria dos homens pensa logo numa mulher bem gostosa, e as mulheres fantasiam com algum saradão da vez.

Mas então, pra não virar Ilha da Fantasia, em qualquer sentido;

Nem uma ilha de aventuras, estilo Lost;

Nem uma ilha de mera sobrevivência, como a que Tom Hanks ficou por 4 anos, em Náufrago – e cujo melhor amigo era Wilson, uma bola de vôlei;

Ou numa ilha de Caras, cercada de gente famosa e com mordomias.

Pois na verdade, nossa ilha (vida) pode estar apenas numa das situações acima:

Um faz de conta da Ilha da Fantasia (Família, Casamento, Igreja, etc);

Uma aventura (baladas, festas, bebedeiras, drogas e afins);

Sobrevivência (os workholics, que vivem para o trabalho, sem contato com os filhos, conjuges, amigos, só com os “Wilsons” imediatamente ao seu lado);

E uma falsa alegria, cercada de gente vazia da cabeça e do coração, que adoram uma mordomia, como as que vão na Ilha de Caras.

Vou trocar a pergunta:


Quando você vai estar sozinho numa ilha com Jesus?

Tenho certeza de que Ele vai revelar muitas coisas ao seu coração.


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