terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quem Encalha é Navio


Só esse ano, já vi dois filmes em que a mulher aos 40 anos, vai fazer inseminação artificial, tudo por quê não conseguiam arrumar um homem para se casar.

Como o relógio biológico não espera, e estas queriam porque queriam ser mãe, procuraram uma clínica.

É claro que nos dois filmes românticos, tudo terminou bem, com elas encontrando alguém logo depois - que viraram pai para os filhos delas.

Na realidade, é bem diferente, pois a tendência é criar os filhos sem pai – nisso, ninguém pensa.

A verdade, é que há muito tempo tenho visto o desespero de mulheres que ao passar dos 30 anos, querem por que querem arrumar alguém para se casar a qualquer custo.

E nesse estágio, a própria questão do romantismo fica de lado;

Uma obsessão é desenvolvida, quase que como uma luta desesperadora contra o tempo.

Para piorar, vem a família, os amigos, e pra quem é de igreja – ela também é terrível nessas horas – dizendo que a mulher está encalhada.

O que acontece quando isso ocorre?

Quase sempre, infelicidade.

Perdi a conta de boas mulheres que vi ao longo da vida, que por causa disso, se envolveram com alguém que não lhe era compatível.

O desespero pelo tempo que passava, o rótulo de mulher encalhada, fez com que se envolvessem com o primeiro mané que apareceu na esquina da vida delas.

De forma geral, ficaram oprimidas por um casório infeliz, em que foram se desinteressando pela vida:

Uma boa parte delas, foi ficando desleixada com a aparência, com o cabelo, com a forma de se vestir...

Várias, engordaram absurdamente, entregando os pontos, desistindo de se cuidar...

Perderam o brilho dos olhos – o olhar delas é triste, quase sem vida.

Mas algumas, assim como o título daquela peça teatral, se conformam:

“ Não sou feliz, mas tenho marido”.

O que fazer para não cair nessa cilada?

Siga a vida sem ansiedade de arrumar alguém para se casar.

Isso gera tensão....uma das piores pressões que existem na vida, é a pressão pra se casar.

Ela é feita em forma de piadas de amigos - “Ficar encalhada”, “sobrar pra titia”, etc.

Em forma de cobrança familiar – Os pais pressionando, especialmente se forem mais velhos, pra querer ver os netos “ainda em vida”;

Piora mais ainda se uma irmã mais nova se casar antes da mais velha.

Os casamentos mais precipitados que vi, passa por um dos aspectos acima.

Quando você se recusa a tomar parte com o pensamento geral dos outros sobre casamento, pensando exclusivamente na base dele- que é o amor – tudo muda.

Se casar, não é corrida contra o tempo;
Se casar, não é meio de vida;

Se casar, não é obtenção de novo estado civil.

Saiba o ambiente de onde vai surgir seu pretendente.

Se vc é baladeira, e arrumar um daqueles que “pegam” cinco por noite – você foi uma delas – não espere que seu queridinho consiga viver uma “vida sem festas'.

Acho risível quando festeiras, baladeiras e funkeiras se iludem achando que terão fidelidade desses caras por “agora estarem com elas”.

Procurar homem pela internet é outra furada:

A maioria em salas de bate papo são casados, diversas mulheres tiveram decepções nesse sentido, ao descobrir, só eu conheci três delas.

Tem mulheres que colecionam MSNs, e até saem com vários deles, até perceberem um dia como suas vidas são vazias, e na verdade, não tem ninguém - são solitárias:

A internet, na verdade, é que é seu “namorado”.

Eles não vão te visitar se você for parar num hospital, confortar na perda de um parente, a conversa só gira em torno de sacanagem- que é o que eles só querem.

Isso pode ser excitante no início, mas também é viciante, gerando compulsão, e ao mesmo tempo, um grande vazio de alma, na mulher que procura homem via internet.

Vi muitos casais dando certo pelas atividades em comum que desenvolviam:

Esportes, música, hobbies, etc...tudo aconteceu naturalmente, sem ninguém procurar.

E quanto a questão do relógio biológico, digo o seguinte:

Ser mãe, nunca foi missão de vida pra ninguém.

As mães do passado, que tinham vários filhos, apenas eram mães – naturalmente.

Não ficavam desesperadas em ter filhos (e geralmente, eles surgiam as pencas).

Hoje, vejo mulheres falando que querem a “experiência de ser mãe”, do mesmo jeito que se fala de uma experiência de voar de asa delta, de escalar uma montanha, etc.

Isso nunca foi uma “experiência”.

Ser mãe também é consequência de um ato de amor, e não de desespero.

Lembre- se, portanto:

Não existe hora certa pra chegar alguém.

As mulheres dos filmes que vi, bem como boa parte das mulheres da vida real, que também vi – delimitaram em esparar no máximo até os 40 anos ( muito menos, em igrejas).

E ser mãe – pra quem opta ser – é uma responsabilidade de vida, em criar, educar, disciplinar, sustentar, sabendo que em breve não estarão mais por perto.

Se quiser só uma “experiência em ser mãe”, continue com a Barbie, a Suzy, a Fofolete, que é bem melhor.

Lee