sábado, 17 de dezembro de 2011

Megatemplos de Nossa “Época":Eles realmente renovam a Fé?



Na capa da Época que está nas bancas para essa semana vem o seguinte título:

“Os Megatemplos que renovam a Fé”.

A capa é o Padre Marcelo Rossi, o primeiro dos Padres “showman”, que quer construir um santuário para 100 mil pessoas.

Ainda no lado Católico, a reportagem mostra as obras de uma Catedral Católica em Belo Horizonte, esta um pouquinho menor, só para 25 mil pessoas.

Já no lado evangélico, mostra o “Templo de Salomão”(que deve se remexer na cova cada vez que escuta) da Universal, em São Paulo;

E o de um dos antigos colaboradores do Macedo, o Waldemiro, que também vai erguer um megatemplo em São Paulo para “seu Deus” (traduzindo, para concorrer com a Universal);

Entre as declarações em comum de ambos os lados, e dignas de risadas, são as de que “quanto mais cheios os templos, mais se renova a fé dos fiéis”.

Esse negócio de Mega Igreja começou nos anos 80, nos EUA, e que só agora, 30 anos depois, os Pastores e Padres Tupiniquins, copiam o modelo.

E os americanos copiaram da Coréia do Sul, nos anos 60/70:

Isso mesmo, qualquer igreja Sul-Coreana, se vc não sabe, tem um mínimo de 15 mil frequentadores – ás vezes, realizam até sete cultos por domingo.

A maior Igreja Batista, Presbiteriana, Metodista, Congregacional, todas estão na Coréia.

Sem falar na igreja do Reverendo Moon, que é enorme.

Então, nos anos 80, com aquela velha frase que “um grande Deus merece um grande templo”, começaram a fazer igrejas sem característica de igreja, ou seja:

Auditórios parecidos com os do showbusiness, formação arquitetônica de pequenos ginásios, restaurantes e redes de lanchonete no lugar das antigas cantinas;

Rede de som digna de concertos de Rock, telões, jogos de luz, canhões de fumaça, etc.

O que essa turma aí em cima vai experimentar no futuro, quando caírem na real, vai ser o seguinte:

Quanto mais cheio for uma igreja, mais impessoal é o relacionamento das pessoas.

Eu não trocaria uma congregação de 200 por uma de 20 mil nem que me pagasse.

Você entra, sai, e nem olham pra sua cara, mesmo se você comparecer dominicalmente.

Quando as pessoas começarem a sair- o que já começa a acontecer nessas “megachurches” dos EUA – elas ou saem da igreja de vez, ou retornam para pequenos grupos.

E para quem é da liderança, vai sobrar as “megacontas” para pagar (luz, água).

Durante esse período, as posses materiais do Pastor e do Padre irão aumentar absurdamente, e este ficará num patamar semlhante aos astros do cinema ou astros da música:

O próprio Rossi já está assim há muito tempo, e lá fora, o Rick Warren tem acesso ao Obama, inclusive orou na posse dele.

A Mega Igreja é uma igreja que já nasce com a estrutura corrompida pela vaidade:

Todos querem trocar de carrão por ano, pra mostrar ao seu colega de estacionamento que ele está sendo “ricamente abençoado por Deus”.

Enfim, a única fé que essas igrejas renovam, e a fé em mamom, ou seja:

A fé no dinheiro, a fé nas coisas materiais.

Da Fé em Deus, essas igrejas passam mega distantes.

Lee

"Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." (Jesus, em Mateus 18.20)

sábado, 26 de novembro de 2011

Dias das Trevas – Você se Prepara para eles?


Porém, se o homem viver muitos anos, e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade.
(Eclesiastes 11:8 )


Em toda companhia que se preze, existe o chamado plano de contingência, que são as medidas a serem tomadas para a imediata recuperação de suas atividades normais.


Os incidentes mais comuns que causam a contingência na área de sistemas operacionais são:


Incêndios, ataques de hackers, greves, falta de energia, sabotagem, vazamentos químicos e radioativos, terremotos, furacões, atentados terroristas, acidentes.


Nas companhias aéreas, em caso de acidentes fatais, promovem a vinda de parentes em seus vôos, hospedagem dos mesmos em hotéis, Psicólogos, etc...


No fim, quase sempre põe a culpa no piloto, mas elas também tem um preparo nesse sentido.


No Estado, temos controle de catástrofes (em um mês, o Japão reconstruiu a estrada de acesso a Fukushima, quando houve o acidente nuclear) e controle contra rebeliões em presídios, e outros sobre caos urbano em cidades.


Mas em nossas vidas, raramente nos preparamos para enfrentar os “dias das trevas.


Não ter um plano de saúde para a hora em que for preciso, mas gastar o equivalente com futilidades:

Conheço um senhor que volta e meia bate no Souza Aguiar (Jurássico hospital da rede pública aqui do Rio), que gasta em rodadas de cerveja, 200 reais por semana...


Ele prefere gastar mil reais por mês bebendo e pagando cerveja para os amigos, a fazer um plano para ele.


E o Plano funeral? Todo mundo acha que não vai morrer, em especial os mais novos.

Aí, quando acontece, quem tá vivo que se vire pra pagar um caixão decente, que não é nada barato :


Um Funeral simples pode custar em média dois mil reais.


Fazer um seguro, economizar tanto por mês para cobrir despesas inesperadas;


Ou mesmo para um caso de ficar desempregado por determinado tempo.


O escritor de Eclesiastes diz que nós devemos nos lembrar do dias das trevas:


Estes, serão muitos.


O ensinamento bíblico sempre foi esse, mas vivemos tempos em que outros pregadores, ao contrário do de Eclesiastes, só pregam saúde, abundância, felicidade e prosperidade aqui na terra, gerando sentimento de culpa e confusão pra quem chega o “dia escuro”.


Infelizmente, não gostamos de dias de trevas...


E talvez por isso, ficamos vulneráveis para enfrentá-los.


Lee, passando alguns desses dias com o joelho operado, mas tendo se preparado antes e depois da operação para atravessá-los.



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

De Molho



Nesta Sexta feira, 18 de novembro, estarei operando o ligamento do joelho,ás 18h, Com previsão de alta no dia seguinte.

Orem não só pela operação em si,mas pela recuperação:

Sete dias sem botar o pé no chão, o que me afasta temporariamente do computador, mais 15 dias com a bota.

Um abraço a todos, e assim que possível, estarei de volta postando.


Lee


terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Taxista de Cristo e o Taxista sem Cristo


Estava lendo um texto da” Época” em que uma jornalista atéia passava um perrengue danado com um Taxista evangélico:


Este, queria de todas as formas que esta se convertesse dentro do Táxi, mandando um “Deus me livre” quando esta afirmou ser atéia.


Ser ateu para um evangélico, é pior que ser Católico, Espirita,Testemunha de jeová, etc...


Só não é pior que ser macumbeiro. Ser ateu é ser “secretário do capeta”, enquanto ser macumbeiro é ser o próprio capeta.


O Taxista evangélico já tinha sido da “Bola de Neve”(um dos nomes mais ridículos que ouvi para Igreja), mas agora era da “Novidade de Vida”.


Ao final da tensa viagem, o Taxista evangélico mandou um “Vê se passa lá na Igreja”, como" até logo";


E recebeu, também como um "até logo" da jornalista, um “vê se vira ateu”.


Essa semana, em minhas aventuras como passageiro de Táxi (eu adoro Táxis: é a única forma de andar de carro novo todos os dias, dos mais variados modelos), soube de outra história.


Dessa vez, era um “Taxista sem Cristo”, mas quando ele ouviu o meu destino (Colégio Batista) me contou uma história de evangelho, e não “evangélica”.


Este fez questão de dizer que não era evangélico, antes de mais nada.


Ele pegou como passageiro o Pastor de uma grande Igreja Batista, que conheço.


Este, na hora de sair do carro, deixou em cima do banco um envelope.


O taxista sabia onde era a igreja dele(pois tinha conduzido ele de uma igreja a outra).


Quando este abriu o envelope, tinha 350 pratas dentro (vários Pastores tem o hábito de presentear o outro com esse tipo de 'envelopinho', quando estes vão pregar em suas igrejas – quem paga é a Igreja, claro).

E resolveu fazer a festa com a grana extra:


Parou em um supermercado, e já estava colocando as coisas dentro do carrinho.


Mas algo, súbitamente, o deixou incomodado...


Numa crise de consciência, ele largou o carrinho, pegou o carrão, e voltou a igreja onde havia deixado o tal Pastor.


Encontrou-o almoçando na cantina, e perguntou: “Você lembra de mim”?


Claro, foi o Taxista que me trouxe”, respondeu.


E devolveu o envelope, dizendo que havia tido a “liberdade de ver o que havia dentro”.


O Pastor nem sabia que tinha dinheiro ali...


E deu 50 pratas como forma de agradecimento á devolução efetuada.


Aí eu pergunto:


Quem foi mais “Cristão”, o Taxista de Cristo que queria empurrar este goela adentro da jornalista atéia, tratando-a de forma descortês;


Ou o Taxista sem Cristo, mas que agiu como se o tivesse dentro do coração?


Talvez muita gente – Cristã como o primeiro taxista – venha a dizer que este estava “salvo” e que fazia o seu papel, e isso é o que importa.


São pessoas que já foram soterradas pela pequena “bola de neve”, que virou uma imensa avalanche, que virou o pensamento neopentecostal.


Gente que acham que tem que sair convertendo tudo a força, quebrando imagem de santo, desencapetando os outros como espetáculo tosco, pulando, berrando;


São pessoas em que tudo é do diabo, desde uma música não evangélica, ao símbolo de um McDonalds;


Pessoas que queimam o Alcorão como Protesto a "religião de terroristas";


Pessoas que dão o que o Pastor pedir, ainda que falte energia em casa, e pão para os filhos.


Estas, são “evangélicas”, apesar de não haver nada de evangelho nisso.


Pois colocaram uma imensa corrente em seus punhos, pescoço e pernas,e acham isso o máximo, pois pensam que estão em “Novidade de Vida”.


Lee

Hoje, A Parábola do Bom Samaritano seria assim: Dois Taxistas seguiam pelo mesmo caminho.


Um, Cristão, dono de seu próprio carro, viu um homem ferido na rua, mas acelerando, partiu em direção á sua igreja, pois já estava atrasado para o culto de domingo, e não queria deixar de dar seu dízimo para não correr o risco de Deus pesar a mão, conforme seu pastor dissera.


O Outro, ateu,pagando diárias de 140 reais por dia, sendo o domingo um dos dois únicos dias em que não pagava diária, parou o carro, e colocou o homem ferido dentro do mesmo.


Levou-o a uma clínica particular, pagando do próprio bolso, pois sabe como é a realidade dos hospitais públicos brasileiros.


Qual dois dois Taxistas teve verdadeira compaixão Cristã?



domingo, 30 de outubro de 2011

Quando o Palhaço que há em nós Não Ri Mais


Eu faço as pessoas rirem,mas quem vai me fazer rir? (Palhaço Pangaré, acima na foto)


Fui ver O Palhaço, que entrou em cartaz sexta nos cinemas.

No filme, Selton Melo é o palhaço Pangaré, um palhaço que entra em crise existencial – É um palhaço que aos poucos vai ficando triste, melancólico, até cair na cama em depressão.


Sim, pois sendo um palhaço e trazendo alegria aos outros, ao mesmo tempo em que vive a dura realidade da vida de circo no Brasil- uma vida sem grana, cigana, e sem identidade.


Benjamim, alter ego de Pangaré, nem sequer tem uma identidade:


Somente uma certidão de nascimento, e bem amassada...

Alías, o Circo Esperança, de propriedade do pai dele, nem sequer alvará tem.

Nessa crise, Benjamim deixa de ser palhaço, indo trabalhar num lugar mais sério, de gravatinha e tudo.

Até perceber que sua verdadeira vocação é ser mesmo o Palhaço Pangaré.


Na vida, muitas vezes o Palhaço que há em nós está parando de rir.

A Vida é de fato como o Circo Esperança do filme:

Muda toda hora de lugar;


Passa dificuldades;


Convivemos com pessoas legais, diferentes, esquisitas, e traiçoeiras;


Sempre aparece alguém querendo arrancar algo da gente.


Pois assim é a vida...e sempre vamos precisar ter esperança para atravessá-la.


O problema é quando achamos que a vida é o Circo Soleil, onde tudo é perfeito:


Ali, só estão os melhores, só tem gente boa;

Sobra Glamour, e não falta grana.


No Circo Esperança da vida, é por esta, a Esperança, que sobrevivemos.

Fazemos acrobacias para tentar driblar as dificuldades da vida;


Fazemos mágica, para tentar esticar o dinheiro até o fim do Mês;


Criamos nossos filhos nesse ambiente, por não ter aonde deixá-los, torcendo para que eles gostem;


Tocamos a música que dá pra tocar, e não com os músicos que gostaríamos, para fazer a trilha sonora;


E tentamos fazer os outros rirem, mesmo quando estamos deprimidos (no trabalho, boas notas no estudo, etc).

Assim, é a vida em nosso circo feito de Esperança.


Quanto ao filme, ri muito com o Moacyr Franco (rouba a cena como o delegado Justo), o Zé Bonitinho, e o Ferrugem, como um funcionário público.


Pelas moeda (notas de cruzeiro), carros, e trilha sonora – brega – o filme é ambientado na década de 80.


Vá ver, reflita, e “sorria meu bem” - Você vai entender quando ver.


Lee



sábado, 22 de outubro de 2011

Para Não Terminar Sua Vida Num Esgoto


Na quinta-feira, ficamos sabendo que Kadhafi foi morto:


Ele foi capturado dentro de um esgoto, antes de morrer (foto acima).


Sadam Hussein, anos antes, também já tinha tentado se esconder no mesmo buraco:


Terminou enforcado.


Khadafi, na tentativa final de manter-se no poder, mandou aviões jogar bombas no próprio povo.


E também distribuiu Viagra para que seus soldados estuprassem as mulheres rebeldes.


Você assim como eu, ficou indignado quando soube dessas coisas.


Pois saiba que, em menor escala, todos nós podemos desenvolver essa semente do mal dentro dos nossos corações.


Tudo o que ele fez foi pelo poder, pela ganância, pela vaidade.


Pelo poder, pois foi ditador dos mais perversos por 42 anos, sendo o mentor de vários atentados contra os EUA;


Pela ganância, pois Beirute, a capital, outrora chamada de “Paris do Oriente”, foi saqueada por ele, bem como o resto do país, enquanto mantinha um palácio sultuoso ás custas da miséria do povo;


Pela vaidade, a ponto de fazer tratamentos dermatológicos anti- envelhecimento, bem como chamar dois médicos brasileiros para fazer implante capilar (enquanto comia um hambúrguer na operação);


O visual brega- exótico, tornando-se uma caricatura de um ditador de filmes, com sua farda estilo “Agostinho da Grande Família”, aliada aos óculos escuros tipo Waldick Soriano.


Sim, podemos ficar igual aos Kadhafis da vida quando fazemos de tudo para sermos o centro das atenções – Estilo essas “mulheres-frutas”, ou os Big- Brothers.

Quando queremos nos perpetuar no poder, sem dar a chance para novos talentos:


Isso acontece no serviço público -Sarney é um exemplo - disse no Globo que não consegue ficar sem aquilo (ou seja, estar no controle, no poder, há 50 anos);


Nas grandes empresas, onde um executivo tenta derrubar o outro;


No judiciário, onde os juízes só saem por aposentadoria compulsória, sendo a inamovibilidade (prerrogativa que gozam por lei) algo se seus cargos :


Só são removidos (transferidos) a pedido, ou por “grande interesse público, o que nunca acontece.


Não é a toa que vários deles se comportam como se fossem “deuses” - essas coisas ajudam.


Nas Igrejas, aos montes – com Pastores e Padres caindo aos pedaços, mas que não abrem mão de seus cargos (e benesses), a não ser quando morrem.


Essas coisas mexem com quem está no poder, e quem não tiver o “espírito de lavar os pés dos outros”, começa a virar um Kadhafinho aos poucos.


Jesus lavou os pés dos discípulos, para mostrar que esse era o remédio contra essa semente do mal que é a arrogância humana.

Manter nosso coração com esse antídoto do mal – ajuda em muito a não nos tranformar em ditadores na vida de quem está ao nosso redor.


Pois quando se entra nesse estado, corremos o risco de arrasar com nossas vidas:

A outrora bela capital Beirute, antiga “Paris do Oriente”, agora em ruínas, é mais conhecida por ser nome de sanduíche;

E seu ditador foi achado dentro de um buraco de esgoto, e executado com sua própria pistola de ouro, com que matava pessoalmente suas vítimas.


Lee







quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Os Dois lados do Dia da Criança


Fui uma criança feliz – talvez tenha sido a época de maior felicidade de vida até hoje.


Em parte, por quê passei parte de minha infância fora do Brasil – em terras alemãs, aprendi a andar de trenó e fazer boneco de neve, o que não temos em nossas bandas.


Não me lembro de “dia da criança” por lá, pois pra mim, na verdade, todo dia era dia de ser criança:


Ia de bicicleta aos 8 anos para escola, na verdade, já começava o dia “me divertindo” antes de fazer a parte chata, que era “estudar” - compensava.


Mas hoje á tarde quando fui assisitir a um filme no shopping, via o desespero de pais em tentar fazer do “dia da criança”, um dia de criança.


O Shopping parecia praia lotada em dia de verão, mal dava para andar, sendo todos os espaços disputados;


Filas como raras vezes vi, tanto para um McDonald da vida (as crianças acham que só tem comida lá), quanto para entrar num restaurante de Shopping;


As lojas entupidas de gente, na busca por um presente – Vi um pai saindo com sete enormes presentes pra sua filhinha, todos brinquedos;


O espaço para brincadeiras, cobrando um absurdo, só para ficar 30 minutos;


Pais e crianças estressadas, brigando tão somente pela insuportabilidade de andar num ambiente assim.


Dei graças a Deus pela infância que tive – mas dei igual graça por não ter ainda filhos.


Falando a verdade, as situações acima vistas, além de outras preocupações, nunca me animaram a ser pai.


Hoje vi pais tentando fazer desse dia, um dia de criança, quando os mesmos, no dia a dia, não dão a mínima para os filhos.


Sei de casais cujos filhos, na verdade, são o principal objeto de mornidão de casamento, e posterior separação:

Esse convívio desgastante no dia a dia, que na verdade acaba sobrando muito mais para a mulher na maioria dos casos, tem feito muito casal, assim como na desistência do boxe, “jogar a toalha”.


Em quantas casas essa toalha já está no chão, e os dois tem medo de assumir...


Sim, o salmista diz que filhos são “herança do Senhor”:


"Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão" (Salmos 27.3)


Mas essa é a única herança que um casal pode ou não assumir – Não há sentido algum de obrigação no texto.


Quem teve filhos, se são ainda pequenos, que lhes deem um bom dia da criança.


Que na verdade, são todos os dias...


Dando lhes a bicicleta (brinquedo), mas fazendo-os irem a escola (responsabilidade).


Lee



sábado, 8 de outubro de 2011

Steve Jobs não era Steve Rogers


Quando alguém que revoluciona conceitos morre, tende a virar mito.


Isso nas mais diversas áreas...foi assim com Einstein, Freud, Mozart, ou Michael Jackson.


E vai acontecer a mesma coisa quando Roberto Carlos, Pelé, e Niemeier partirem desta pra outra.


Esquecemos que todos somos homens, portanto somos falíveis.


Ora, se até mesmo o mais sábio de todos – Salomão – pisou na bola, quem somos nós para virarmos bastiões de moralidades ou infalibilidades?


Só mesmo o Papa com sua “infalibilidade papal”...e olha que o atual foi membro da juventude nazista.


A Bíblia é bem fiel com a biografia de seus personagens:


Paulo escreveu metade do Novo Testamento, mas antes disso mandou e ia matar muitos cristãos daquela época;


Davi mandou matar, Abraão mentia, Jacó era um malandro, Sansão caía na farra...


Pedro se acovardou, Judas traiu seu mentor, Mateus acharcava o povo antes de seguir o Mestre...


Este sim, o único que tinha “ficha limpa”, mas que nem por isso condenou a mulher adúltera, e ainda foi acusado de “andar com publicanos e prostitutas”.


Jesus sabia que desde Adão, o pecado ficou no DNA espiritual do homem:


E foi por isso mesmo que ele veio, para pagar nossos “próprios pecados”.


Quando lia sobre Steve Jobs, o dono da Apple que morreu essa semana, de início pensava até que estava lendo sobre o outro Steve, que também leio:


Steve Rogers, o Capitão América.


Sim, pois Steve Rogers é perfeito:


É Patriota, e seu uniforme e escudo são simbolos americanos.


Não mente nunca;


Possui um caráter irrefutável;


É homem de grande honra – somente 3 pessoas são capazes de levantar o martelo de Thor:


O próprio Thor, também um homem de grandeza;


O Hulk,com muito esforço, suando pacas, e mesmo assim por pouco tempo, pela sua incrível força;

E sem força nenhuma, o Capitão América, por ser homem de grandeza.


Só que Steve Rogers é da ficção, claro...


Steve Jobs, não.


Hoje existem os computadores pessoais até em supermercados por causa dele? Sim!


Mas os primeiros Apples, sem ventilador interno que tem hoje, eram também chamados de torradeiras beges (antigamente os computadores só vinham nessa cor).


Steve tinha defeitos como todos nós, e talvez até mais escabrosos, por ter sido um “ de frente”:


Tinha ataques de chilique em reuniões, e quando estava num mau dia, de mau humor, demitia funcionários sem mais nem menos, só por passarem na frente dele (e todo mundo corria quando via ele);


Em algumas subsidiárias, os funcionários eram massacrados com cargas horárias tipicamente de fábricas chinesas -pareciam “ escravos pagos”;


Adulterava a placa do carro quando queria correr com ele, fosse na rua ou na estrada.


Sim, Steve foi um idealizador, um dos gênios de nossa época...


Mas assim como estes, possuía, como todo ser humano, falhas.


Steve Jobs nunca foi perfeito...Steve Rogers, sempre foi, pois é da ficção.


Por isso, é duro vê-lo na capa da Veja dessa semana numa nuvem em forma de maçã, símbolo de sua empresa:

Daqui há pouco, vai ter gente esperando o santo ressuscitar.


Lee







quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Você sabe com quem Está Falando?



É impressionante a vaidade humana a cerca de um simples pedaço de couro, a saber:

Uma simples carteira funcional.


Uma pequena carteira dessas, que nada mais representa que demonstrar a identidade de um indivíduo, é cobiça das grandes, para quem gosta de demonstrar poder.


A carteiras jurídicas, como as da OAB, passando Delegados, promotores e Juízes;


As carteiras de Forças Policiais, como Polícia Federal, Polícias dos Estados, Agentes Penitenciários, que ainda ganham o “bônus” de carregar uma arma;


E até mesmo para quem ainda estuda, ter uma carteira de estudante para pagar meia entrada – e um monte de carteira falsificada, por quem não tem, mas consegue.


Nesse caso, também por uma vaidade, no caso, ter um benefício de que não usufrui mais.


Já tive carteira funcional, que me quebrou o galho, sem que precisasse dar 'carteirada';


E só agora que voltei a fazer um curso, desfruto de uma carteira de estudante após anos sem tê-la, pagando inteira – O que achava absolutamente normal.


Mas é incrível a cobiça humana por vanglórias...

Essa cobiça aqui não é um reconhecimento natural por algo conquistado, bem feito, algo bem produzido que vai beneficiar outas pessoas.


É a vontade de exibir algo conquistado com soberba, com um orgulho que destila sebo, a vontade humana de ser aplaudido e reconhecido por homens:


Os Fariseus faziam bem isso no aspecto religioso, e Jesus os condenou por isso.

E foi novamente o mundo religioso que apresentou uma carteirada soberba, na notícia que acabei de ler num site gospel.


Estão vendendo carteiras de Apóstolos, de Bispos, de Pastores, de cantores gospel,e até mesmo de professores de escola dominical, além de líder de círculo de oração!


Os Preços variam de 800 reais até os mais baratos de “cento e poucos”.

Cada carteira vem acompanhada de seu respectivo “diploma”...


Daqui há pouco, não duvido nada de estarem vendendo terreno de “escritura celestial”:


“Compre hoje mesmo sua casa no céu”!

Mas pague à vista, pois sabe como é:

Nunca se sabe o que pode acontecer...a corretora não pode sair no prejuízo!

Vai ter muita gente saindo com a escritura na hora.


Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros”. (Gálatas 5.26)


Lee

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Tá Chegando a Hora

Sônia na capa da Isto É: Conhecida no meio gospel como Perua de Cristo


Reportagens de duas grandes revistas de circulação nacional (Veja e Isto É), esmiuçaram os bastidores das Igrejas Universal e Renascer respectivamente.


A Veja mostra como o bispo Edir Macedo e outros três integrantes da cúpula da igreja Universal estão sendo acusados por formação de quadrilha, estelionato, duas modalidades de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.


A matéria cita como os crimes fiscais aconteciam e dão detalhes sobre o caso:


O Ministério Público pesquisou a fundo os anos de 1999 a 2005 (se pesquisassem antes de 95, descobririam mais coisas).


Já a Isto É, mostra o declínio da Renascer, mostrando a debandada de bispos (levando ovelhas consigo, claro), as consequências da prisão do casal fundador na igreja ;


O fechamento dos templos por falta de pagamento de aluguel (70% fecharam), a queda com mortes de uma igreja, a saída de kaká, que também caiu, mas na real – era o principal dizimista da igreja, e usado como garoto -propaganda da mesma.


Mesmo assim, insistem em não perder a majestade, vivendo uma vida de luxo a custas de dízimos alheios.


Mostra até o filho do casal, que seria o “sucessor dos negócios”- mas que entrou em coma há dois anos, em consequência de operação de estômago, para emagrecer.


Nos dois casos acima, a igreja não é perseguida, como insistem os seus líderes, por “anunciar Jesus”:

A Igreja do livro de Atos sim, foi perseguida nesse sentido, por anunciar o evangelho.


Essas igrejas, assim como outras, estão colhendo o que plantaram, e como no caso da Renascer, e em breve com a Universal, vão pagar por todo o tipo de práticas envolvendo dinheiro “ em nome do evangelho”.

Sim, parece estar chegando a hora de toda associação que se diz Cristã, mas que na verdade são tão somente investimentos financeiros para seus líderes, receberem o juízo divino.

E Este, parece estar usando inicialmente o juízo dos homens para começar a fazer a faxina de tanto abuso, de tanto golpe de gente que se utiliza de Seu nome para enriquecer as custas dos outros- gente até humilde, gente até “crente”, que é iludida por uma lábia de mercadores da fé.


Tá chegando a hora, para quem pensava que essa turma iria passar impune.


Lee


Obs: Fui na Bienal aqui no Rio. O livro dela " Vivendo de Bem com a Vida", foi um dos mais vendidos - Tá todo mundo querendo "se dar bem na vida".


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Planeta dos Homens e o Planeta dos Macacos

Caça aos Gorilas no Congo

Estou de Volta após pouco mais de um mês sem postar devido a falta de tempo, conexão ruim, Fisioterapia no joelho, etc. Misturou tudo.

Bem, os problemas acima permanecem, então por enquanto meus posts por aqui continuarão sendo ocasionais, por hora.

Sonhei alguns sonhos,essa noite, e o post de hoje tem a ver com eles.

Dois deles, foram generalizados, e um foi para uma pessoa amiga, que transmitirei em particular.

Não tenho a pretensão de dizer que são “sonhos proféticos”, apesar de acreditar nos mesmos, e com o tempo, saber diferenciar o que é de cunho espiritual, e o que é apenas fruto de minha janta se digerindo .

Não vivo por “sonhos”, apesar de tê-los desde os 4 anos de idade. Vivo pela Fé, o que é muito diferente:

Quem vive por isso, profecias, etc, enlouquece com o passar de poucos anos.

Mas presto atenção nos mesmos...”comparando coisas espirituais com coisas espirituais”, como diz Paulo.

Sonho: A Volta dos que estavam nos EUA

Sonhei com muitos amigos, que estão por lá, e outros que não conhecia:

Todos voltavam, via gente lotando o aeroporto pra voltar, e desembarcando por aqui.

Todos brasileiros, que estavam lá há muitos anos...mas muito, mesmo.

Quando chegava até um deles, e perguntava o por quê, este me respondia:

“ Ficou muito ruim pra viver lá. Decidi voltar por isso”, me dizia com tristeza, cabeça baixa.

No sonho, havia uma captação muito forte em meu coração, de problemas econômicos e desastres naturais – dava até pra captar essa “densidade”- Ninguém me falou isso.

Assim, a última cena que vi, foi a de várias pessoas que continuavam a voltar ao Brasil.

Bem, não é novidade pra ninguém a crise econômica nos EUA...

Muitos dizem que se esta crise não for estancada já, o efeito a curto prazo poderá ser devastador (até o Presidente poderá não se reeleger);

E ninguém poderia imaginar sequer, há pouco tempo atrás, que uma tempestade “ousasse” passar por Nova York.

Sonho: O Gorila Aprisionado

Eu era um Guarda -Florestal, meu uniforme era cáqui, e estava numa guarita de uma reserva florestal.

Um carro guiado por controle remoto, em forma de baú de entrega de mudanças,passa por mim rapidamente na guarita, mas perde o controle e tomba de lado.

Ele não era muito grande, e corro para tentar empurrá-lo de volta a sua posição normal.

É quando a parede de ferro da lateral da pequena caminhonete se transforma em acrílico, e vejo que há um imenso Gorila lá dentro, enquanto tentava com minha força empurrar o carro de volta a posição normal.

Ele estava assustado, nervoso, querendo sair dali.

Quando olho na direção da guarita, quem acelerava para passar por ela eram uns caras com aqueles trajes típicos da África, mas só que com jóias de ouro e alguns AK- 47 (fuzil de assalto dos mais populares do mundo) na mão:

Foi então que uma voz ao fundo do sonho disse, bem alto:

“SAIA DAÍ RÁPIDO! Eles vão matar você!”

Não pensei duas vezes e saí correndo na direção oposta... mesmo triste por deixar o Gorilão ali.

Acordei, e fiquei pensando:

No Congo, além da guerra civil, os Gorilas tentam sobreviver a caça predatória:

Sua pata, vira cinzeiro de luxo na Europa;

Sua cabeça, vira fetiche de colecionador, que a coloca na parede;

E sua carne, em alguns círculos, é tida como um “Viagra”.

O governo de lá, facilmente corruptível, faz vista grossa, ou seja:

A proteção a eles não é uma prioridade, por isso estão em extinção.

Sem falar dos que vão parar nos Zoológicos:

Em cativeiro, tornam-se animais tímidos, retraídos e melancólicos, na maioria das vezes se apegando a um tratador.

Uma das táticas de captura nesse sentido, é matar a mãe, e esperar os filhotinhos se agarrarem a mesma – assim é que são pegos novinhos.

Brincamos de “Planeta dos Macacos” todos os dias:

Adorei ver eles se revoltando no cinema - incluindo aí os Gorilas.

Lee