quinta-feira, 7 de abril de 2011

De Columbine a Realengo: O Massacre Escolar Chega ao Brasil



O Brasil amanheceu chocado, em especial o Rio de Janeiro:


Em Realengo, um atirador de 23 anos, ex- aluno da escola, matou 11 estudantes (sendo dez meninas) e deixou outras 11, até o momento, feridas.


Wellington Oliveira foi abatido pelo sargento Alves, da PM do Rio, com um tiro na perna, assim que este tentava subir para o segundo andar da escola:


Já tinha entrado em duas sala, efetuando disparos com dois revólveres 38, e queria continuar a matança até o quarto andar da escola (estava com um cinto cheio de cápsulas), que contava com 400 alunos na manhã de hoje...


Ferido, não quis se render, e seguindo o manual dos malucos - atiradores de escola, se matou com um tiro na cabeça.


O bairro de Realengo, aqui na Zona Norte, já era famoso no país pela canção de Gilberto Gil “ Aquele Abraço” :


Alô, alô, Realengo, aquele abraço” – ironia de Gil sobre a ditadura, pois foi no quartel do Exército em Realengo que ele ficou preso naqueles anos da ditadura Brasileira...


Anos de torturas, mortes, perseguição política , artística, jornalística,censura ao livre pensamento, que o Deputado Bolsonaro tanto sente saudades.


Pois agora Realengo entra para a história como a primeira escola do país a ser acometida por uma barbaridade desse tipo, uma espécie de “vírus do mal”, que acaba de chegar por aqui.


O Apóstolo Paulo fala sobre as “hostes espirituais da maldade”, e essa espécie de “nuvem negra do mal” ,que viaja parando por locais, e influenciando pessoas já propensas ao mal, é a única explicação que tenho, em termos espirituais, para isso.


Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”. (Efésios 6.12)


Já reparou o seguinte?


Ninguém entra matando numa cracolândia repleta de gente;


Ninguém entra matando nas várias festanças - que todo mundo sabe onde fica – repleta de álcool, pó servido em bandejas, orgia geral;


Ninguém entra matando onde o mal está em curso, em ação, em andamento.


Mas entram matando onde o bem está sendo feito, no caso, o saber sendo ensinado...


Onde um conhecimento é passado, para o bem de um cidadão, ou para o bem de uma nação,como foi o caso de massacres em escolas politécnicas, ou no Virgínia Tech, nos EUA.


O mal, só entra para desfazer o bem...veja os casos abaixo.


A Escola de Colônia


Em 11 de junho de 1964, no dia de seu aniversário de 42 anos, Walter Seifert invadiu uma escola primária católica localizada em Colônia, na Alemanha, e matou oitos estudantes e dois professores, e deixou 22 pessoas feridas.

Ao sair do local do crime, Seifert ingeriu inseticida e faleceu no dia seguinte devido ao seu próprio envenenamento.



Universidade do Texas


Os alunos da Universidade do Texas, presenciaram um dos piores ataques à escolas do País.

Ocorrido no dia 1º de agosto de 1966, e protagonizado por Charles Whitman, um antigo fuzileiro naval, e estudante desta universidade.


Whitman subiu numa torre e começou a atirar fazendo dezenas de vítimas. Só parou quando foi morto por policiais: 14 mortos, e 31 feridos.


Escola Politécnica de Montreal


Marc Lepine, de 25 anos, matou 14 mulheres e feriu mais 13 pessoas, além de tirar sua própria vida no dia 6 de dezembro de 1989, no pior massacre escolar da história do Canadá.


Instituto Columbine


Um dos casos mais famosos, o massacre de Columbine aconteceu no dia 20 de abril de 1999 no Condado de Jefferson, Colorado, Estados Unidos, no Instituto Columbine.

Os estudantes Eric Harris, de 18 anos, e Dylan Klebold, de 17 anos, mataram 13 alunos e um professora, além de deixar 24 alunos feridos...


O grande final ocorreu quando os dois se suicidaram:


Descobriram que Eric e Dylan estavam de capas pretas como no filme “Matrix”, e estavam armados até os dentes – como naquele filme, incluido os óculos escuros.


Virou um documentário, “Tiros em Columbine” de Michael Moore, que ganhou 36 prêmios internacionais, incluindo o Oscar:


O filme mostra como a corrida armamentista (compra-se arma até em supermercado em algumas regiões dos EUA, como se fosse Iougurt), o preconceito racial, a intolerância americana, gerou esse filho perturbado:
O massacre escolar.



Ginásio de Gutemberg


Nesse aqui, quem levou a pior foram os professores, já que o maluco entrou na sala deles, no intervalo...


Após ser expulso da escola onde estudava, Robert Steinhäuser, de 19 anos de idade, voltou a sua antiga escola para se vingar e matou 13 professores, dois estudantes e um policial.


O que passava na cabeça dele ninguém sabe, pois ele se matou após o atentado ocorrido em 26 de Abril de 2002 na Alemanha, e não deixou nenhum bilhetinho...


Escola Primária de Dunblane


Em 13 de março de 1996, Thomas Hamilton (um pedófilo de 43 anos), matou 16 crianças e um professor em um jardim de infância de Dunblane, na Escócia.


Depois dos assassinatos, seguindo o manual dos loucos, cometeu suicídio.


Das 16 crianças, 15 tinham 5 anos, e a mais velha, seis, todas mortas com uma pistola 9 milímetros.


Virgínia Tech

O sul-coreano Cho Seung-hui, de 23 anos de idade, foi o responsável pelo pior massacre em uma universidade americana:


No dia 16 de abril de 2007, munido com duas pistolas Glock, o jovem entrou atirando no campus da universidade fazendo diversas vítimas fatais.


Logo após, seguindo o manual dos loucos, ele tirou sua própria vida - mas deixou bilhetinho dizendo o “motivo”.


O que impressiona nesse caso, é que ele levou inacreditáveis duas horas e meia matando 32 pessoas, atravessando o campus de um lado pra outro, sem que ninguém aparecesse.


Aquele povo não tinha celular, não? E Porquê a segurança não chamou logo a polícia?


Cerca de 21 pessoas ficaram feridas.


A Escola de Beslan


Essa aqui, eu tinha chegado de um plantão de 24 horas, e só fui saber quando vi as fotos das crianças na parede da escola, num jornal, na manhã seguinte ao massacre.


Terroristas chechenos colocaram explosivos no prédio da Escola Número Um, da cidade russa de Beslan, na Ossétia do Norte e, fizeram mais de 1200 reféns entre crianças e adultos no dia 1 de setembro de 2004.


No terceiro dia as forças de segurança russas entraram na escola e atacaram os sequestradores, que detonaram explosivos e atiraram nos reféns:


O resgate não deu certo...morreram 386 pessoas, e 770 ficaram feridas.


Eu estava cansado e com fome, quando li a notícia no jornal O Globo, ás 8 da manhã, na banca...


E me lembro que uma lágrima escorreu do meu olho, ao ver as fotos das crianças.


Agora, a escola de Realengo entra para essa triste galeria, a dos massacres escolares.



Alô, Alô, Realengo...aquele abraço...meus sentimentos...que dia triste.



Lee