sexta-feira, 29 de abril de 2011

Porquê Quase Todo Mundo Quer Ter um Casamento Real?



Antigamente, nos tempos bíblicos, não havia nada de cerimônias de casamento.


Casar em igreja, cartórios, essa pompa toda que nós vemos, não havia nada disso.


Os noivos concordavam em se casar, e isso era feito numa reunião de família, onde os presentes serviam como testemunhos do ato.


Havia festa com comilança, mas não haviam documentos assinados, e “ritual de igreja”, como vemos hoje nessa era moderna.


Curiosamente, havia “carta de divórcio” - sim, não havia documento para se casar, mas, se o casório não desse certo, havia documento atestando isso!


Mesmo já existindo Sacerdotes, desde o livro de Gênesis (Melquisedeque, no capitulo 14, já havia aparecido) e o próprio templo em si, já na era de Salomão, não vemos casórios em “Igrejas”.


Mesmo no Novo Testamento já com Sinagogas, não há relatos nesse sentido...


Pois eram feitos em casas ou a campo aberto, com festas:


As festas eram tão ressaltadas, que até mesmo o primeiro milagre de Jesus foi numa festa de casamento, quando transformou a água em vinho.


Por isso, quando lá em Gênesis Isaque se enamora de Rebeca, assim que a vê, e com a concordância dela, vão logo pra tenda, e “mandam ver”...assim foi o casamento deles:


Rebeca também levantou seus olhos, e viu a Isaque, e desceu do camelo.


E disse ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? E o servo disse: Este é meu senhor. Então tomou ela o véu e cobriu-se.


E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe. (Gênesis 24. 64-67)


Assim era nos tempos bíblicos:


Não havia pompa, ritualidades, benção de Sacerdotes, necessidade de se casar em igreja, necessidade de se registrar em cartórios, necessidade de testemunhas, etc.


O que a Bíblia sempre fez questão de ressaltar, foi a alegria de um casamento:


Por isso, Jesus fez seu primeiro milagre numa festa de casamento, para que todos ali ficassem alegres, e não decepcionados com a falta de vinho, cujo estoque acabou de repente. (João Cap. 2)


Esse costume de se casar em igreja,com pompa e tudo, nada mais foi do que o desejo da plebe em se parecer com a corte:


Sim, saiba que tudo não passa de vaidade – da vaidade em querer se parecer com um casamento real, pois só se casavam em igreja com pompa, os membros da corte.


A cerimônia de casamento como é realizada nos dias de hoje, com noiva e culto religioso,é um desenvolvimento do ritual de união entre duas pessoas, que teve inicio na Roma antiga.

Não é possível datar exatamente quando o hábito surgiu,mas os registros históricos apontam para o fato de que as mulheres vestiam-se especialmente para esta ocasião.


Prendiam flores brancas (símbolo de felicidade e longa vida) e ramos de espinheiro (que afastava os maus espíritos) aos cabelos e se perfumavam com ervas aromáticas.


Avançados para sua época, foram também os romanos os primeiros a propor uma união "de direito", instituindo a monogamia e a liberdade da noiva se casar espontaneamente, diante de juízes, testemunhas e com as garantias da lei.


Durante a Idade Média, as mulheres perderam terreno e escolher o noivo passou a ser uma questão de família...isso ocorreu também no Oriente.


O casamento da época era decidido quando a menina tinha entre três e cinco anos:


Tudo para evitar a mistura das classes sociais.


Já o anel de noivado surgiu no século XVIII, quando o papa Inocente III criou um tempo de espera entre o pedido de casamento e a cerimônia.


Tudo o que nós vemos nos casamentos de hoje em dia, remonta aquela época do passado, com seus ritos e tradições:


Noivado premeditado, chá de panela, damas de honra, vestido da noiva, buquê da noiva, padrinhos (que na verdade, tinham a função de guarda-costas, no início) , flores no caminho, arroz jogado sobre noivos na saída, bolo de casamento...tudo é dessa época.


O bolo de casamento, então, foi curioso:


Para desejar boa sorte aos casais, os romanos costumavam quebrar um pão doce sobre a cabeça da noiva, pois o trigo representava a prosperidade...e tomavam na cabeça...


Alguns povos jogavam o próprio grão ou a farinha na moça...


Séculos depois, cada convidado passou a levar um pedaço de bolo, que era amontoado junto aos demais em uma mesa, também para garantir fertilidade.


Ao ver todos aqueles pedaços separados, um confeiteiro teve a feliz idéia de transformá-los em uma coisa só: Nascia assim o bolo propriamente dito -alguém pensou.


Enfim, quem gosta de pompa, de se parecer com a realeza, se casa desse jeito:


Ninguém é obrigado a fazer isso...


E tratem de preparar o bolso, pois custa caro:


Um site especializado em noivas dividiu o casório em Prata, Ouro e Platina.


Calculam desde convites de casamento, ornamentação, roupas, fotos, festa, e lua de mel.


Prata – o mais pop – sai a a 15 mil reais;


Ouro – intermediário, sai a 30 mil reais;


E o Platina - o mais Top – a partir de 70 mil reais.


Tudo isso para fazer bonito, e botar comida na boca do povo - o que na verdade é um “casamento real”, apenas vaidade em exibir as posses reais - que muitos copiam.


Acho engraçado até a preocupação de noivas em chegar num carro possante - a carruagem moderna de nossos tempos...


Assim, muita gente sem condições, já entra num casamento com carnê das Casas Bahia, se endividando desde o início, só para aparecer bonito para os outros:

Ás vezes, o casamento acaba antes de terminar de pagar as prestações...vi um assim ano passado, que não durou nem seis meses...esbarrei no convite um dia desses...triste.


Para finalizar, preciso dizer o seguinte, ou melhor, ressaltar o que já está escrito:


A Bíblia faz questão de ressaltar a alegria – e não a formalidade – de um casamento;


Nenhum Padre, Pastor, Rabino,etc, tem o poder de abençoar um casamento:


Quem abençoa um casamento é o próprio AMOR que um deve ter pelo outro, pois o amor, este sim, vem de Deus;


Casar-se em Igreja não traz nenhum tipo de “benção espiritual” para os noivos, pois Deus está presente onde estiverem reunidos Nele:


No clube, no campo, num sítio, na praia...até debaixo do mar, ou num balão, se os noivos assim desejaram;

Com vestido de noiva e terno, com camisas brancas e calças jeans, ou vestidos de Fiona e Shrek, como aconteceu recentemente aqui no Brasil.


E Deus nunca concedeu “atestado de casamento abençoado” para quem se casasse em igreja, pois nem isso havia, no início.


Alías, nem certidão de casamento...só a concordância dos noivos bastava.


Que Deus abençoe Kate e William, que se casaram numa bela igreja;


Mas que também abençõe as Kates e Williams que não precisam de pompas para celebrarem sua união.



Lee