domingo, 17 de abril de 2011

Quando a Porta Está Fechada


Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome". (Apocalipse 3.8)


Volta e meia escutamos que “uma porta será aberta para alguém”, no jargão gospel.


Poucas vezes vemos a pessoa que repete o jargão – pois quase toda frase gospel é uma mera repetição feita geralmente sem pensar – dizer que há requerimentos para abrir essa porta.


No caso acima, a igreja de Filadélfia recebeu uma “abertura de porta”, mediante sua fidelidade a Deus.


Vamos primeiro, dizer o que é uma abertura de portas, no sentido bíblico.


Abrir uma porta, é uma abertura de oportunidades;


Abrir uma porta, é uma passagem destravada para algo antes inatingível;


Abrir uma porta, também é a abertura de mente – na compreensão de algo antes nunca alcançado, como quando os cientistas descobrem uma nova vacina, um novo remédio.


Quando essa porta se abre, chegam as mais variadas coisas:


Emprego para quem não tem, independente de crises econômicas, etc;


Novo emprego para quem precisa;


Clientes antes raros, começam a surgir, mesmo que seu ramo de atuação seja escasso (se você for um profissional liberal);


Ou em locais de acesso não muito privilegiados (um ponto mais escondido de uma loja, sem ser na calçada principal, por exemplo);


Acesso a bens materiais necessários que precisa, antes tão difíceis;


No campo sentimental, surge um amor, o que antes mesmo “procurando”, não se achava;

Aprovação em concursos, destaque em turma de faculdades ou escolas – o que antes, mesmo estudando a beça, não se conseguia;


E por aí vai...passa pelo campo familiar, pelo físico (se você é atleta, até sua performance melhora), passa pelo campo profissional, e pelo espiritual.


Isso tudo flui naturalmente, porquê uma porta foi aberta em alguns dos campos acima.


O que quem repete a frase apenas de uma maneira gospel não explica é que o requerimento maior para essa abertura de portas é a fidelidade a Deus.


Fidelidade a Ele, não é um “ficar com Deus”, e daqui há pouco ficar com outra coisa que o substitua;


Não é um reconhecimento apenas vocal de dizer que acredita nele;


Não é um conhecimento histórico de Jesus, daqueles que costumamos ver nessa semana chamada santa, com seus filmes, documentários, arquivos, etc.


Ter fidelidade a Ele, requer seguir seus ensinamentos, e não ensinamentos tão somente de ordem religiosa, que muitos seguem


Assim foi a fidelidade da igreja de Filadélfia:


Mesmo com “pouca força”, guardaram a palavra, e não negaram a Cristo.


Hoje, igrejas se utilizam do nome de Cristo, para tão somente seus chefes enriquecerem com o nome dele.


São pouco que topam sofrer por Ele, na perseguição...


Mesmo muitas vezes sem forças, em meio a tantas dificuldades, Deus vê quem procura guardar a sua palavra, não negando o nome Dele.


Aí, sim, “a porta se abre”.


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