terça-feira, 26 de abril de 2011

Sobre “O Amor ao Próximo”


"E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.


No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.


Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" (1 João 4. 16,18,20)


João diz que não há compatibilidade em dizer que se ama a Deus, e não amar quem está ao seu lado.


Esta é uma questão aparentemente simples, tão clara, mas muito mal aplicada hoje em dia.


Na verdade, fomos condicionando o amor ao próximo a aplicações de certos preceitos, regras comportamentais, regras religiosas, e sobretudo, gosto próprio.


Mas aqui João nos coloca no paredão:


Diz que no amor, não há medo – Sim, existem pessoas feridas, que por causa de situações vividas, ficaram “com medo de amar”.


Sobre estes, João manda lançar fora o temor, para que possam de fato, amar.


Pois só existirá perfeito amor, sem medo de amar, sem medo de ser feliz.


João, cujo apelido dado por Jesus era “o amado” - um dos discípulos mais chegados a Ele:


Costumava se sentar ao lado dele, recostando-se em Seu ombro;


Recebeu pessoalmente, ainda pregado e morrendo aos poucos na cruz, o pedido para que tomasse conta de sua mãe, Maria;


Foi o discípulo ao qual foi revelado eventos futuros do final dos tempos – o Apocalipse – quando aos 90 anos, estava exilado na Ilha de Patmos;

Foi o discípulo que mais entendeu sobre o amor de Cristo, tendo escrito quatro livros no Novo Testamento.


João disse que é impossível dizer que se ama a Deus – que não se vê - se a pessoa não ama ao seu próximo, que se vê: Na verdade, é um mentiroso.


Amar ao próximo, é aceitar uma pessoa como ela é, e amá-la:


Jesus amou pessoas de todas as espécies, passando de bandidos e prostitutas, até cobradores de impostos e Mestres da Lei.


Existem diferentes tipos de amor – Jesus mandou até amar ao inimigo – e o amor para inimigo é um pouco diferente (fazer o bem, não alimentando- o com o mal que ele tem por nós – um exercício diferente de amor).


Amar ao próximo não é abrir ONGs;


Amar ao próximo não é sair em passeatas pelos direitos humanos, ou contra massacres cometidos contra os mesmos humanos, ainda que as coisas acima sejam boas.


Amar ao próximo, na Igreja, então, é algo muito mal entendido...


Amor ao próximo, na mentalidade da maioria das igrejas é:


Frequentá-la, participando de suas atividades;


Dar o dízimo;


Contribuir para uma obra social;

Se comportar “direitinho”.


Igreja, infelizmente, é um dos locais onde há pouco amor sendo manifestado, atualmente.


Soube de uma grande Igreja Batista aqui na cidade, cujo Pastor se recusou a fazer o casamento, por que um dos noivos era “não crente”, e ele não fazia “casamento misto”.


A noiva, desde menina nessa igreja, teve que fazer o casório com um dos Pastores adjuntos da mesma igreja...não me surpreendo se esta vier a esfriar na fé, ou mesmo sair de lá.

Pastores que se recusam a apresentar crianças recém nascidas na igreja, por não serem filhos de “pais casados”...vi uns dois casos assim.


Que raio de amor é esse?


Quem diz que ama a Deus e age dessa forma, João chama de mentiroso.


Aprendamos com o discípulo amado, então:


Quem está em amor, está em Deus, e Deus nele.”


Desde que não seja um mentiroso, não amando quem está ao seu lado, mas dizendo que “ama a Deus”.


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