domingo, 22 de maio de 2011

O Difícil Caminho da Liberdade


E dir-se-á: Aplainai, aplainai a estrada, preparai o caminho; tirai os tropeços do caminho do meu povo. (Isaías 57.14)


Ontem fui ver 'Caminho da Liberdade' (foto acima) no cinema.


O filme, inspirado em fatos reais, relata a fuga de sete prisioneiros de um Gulag (campo de concentração Soviétco) durante a segunda guerra mundial:


A Prisão na Sibéria era considerada a pior prisão militar do mundo.


Se em Auschwitz Hitler matava com camâras de gás e execuções, Stalin mandava pra Sibéria, onde o frio e as minas de carvão eram os executores.


O filme mostra a difícil luta pela vida, a luta pela sobrevivência:


Primeiro para sobreviver no frio;


Segundo, para sobreviver com a escassez de comida;


Terceiro, para sobreviver mediante o ataque de lobos ferozes – e famintos;


Quarto, para sobreviver agora em um deserto - e com escassez de água;


Quinto, para sobreviver a exaustão física;


Sexto, para encontrarem o caminho – eles se perderam;


E finalmente, a não serem descobertos pela população – havia recompensa para denúncia.


E tudo isso a pé – andaram 6.500 kms, da Sibéria até o Tibet.


Ao ver esse filme, pude ver o paralelo que ele tem com a própria vida.


E nossa luta pelo pão de cada dia?


Talvez você receba um salário certo no fim de mês, mas e a quantidade enorme de pessoas que não sabem o quanto- ou se irão – receber algo por seu trabalho?


Comerciantes, autônomos das mais variadas áreas, biscateiros, desempregados, que precisam alimentar suas famílias, mas não tem a certeza de um dinheiro certo.


E as condições climáticas, como frio, tempestades, chuvas e acidentes naturais?


Ora, de Fukushima a Friburgo, aqui no Rio, ainda tem milhares de pessoas vivendo em escolas e abrigos do governo, pois perderam suas casas.


Há escassez de comida – na merenda de nossas crianças, onde chegam podres, como mostrou o Fantástico – e escassez de água:


Aqui no Rio, famílias inteiras de Caxias, Nova Iguaçú (cidades do grande Rio) tem de andar com latas e baldes na mão, por quase um km, para pegar água...


As torneiras de suas casas secaram (mas a conta da água continua chegando).


E a exaustão física?

Quem já acordou 3 e meia da manhã para pegar ônibus -ou trem – lotado ,e depois continaur fazendo transferências, para estar ás sete ou oito horas no trabalho?

E quem trabalha em pé, e falando o dia todo?


Isso todos os dias, com os afazeres domésticos sendo empurrados para o fim de semana.


Me lembro do passado, de uma fase braba que passei, quando saía de um plantão de 24 horas, cansado...

Várias vezes me faltava dinheiro pro segundo ônibus da volta, e tinha que caminhar 5 km até chegar em casa, com cerca de 8kg nas costas com a mochila, e com fome.

E quantas vezes nos sentimos perdidos no caminho da vida?


Perdas, dores, dificuldades, desânimo, e tantas coisas que passamos...


E tantas pessoas que nós vemos ficando pelo meio do caminho:

Sim, no filme algumas delas também ficaram.

O Caminho da Liberdade nos faz refletir sobre nosso próprio Caminho da Vida:


Mas que com fé, podemos sair de um estado de total desesperança (Uma prisão na Sibéria) para uma liberdade de vida.


Lee


(Amanhã no show do Paul McCartney - Post na terça-feira sobre a experiência)


Trailer do filme: http://youtu.be/N2gf4zHQMvQ