quarta-feira, 25 de maio de 2011

O Sonho Não Acabou: O Dia em que vi um Beatle ao Vivo – Parte 2


Sonho Realizado


O Show no Engenhão, quase não aconteceria:


O Maracanã, passa por reformas para a Copa;


A Praça da Apoteose (Sambódromo), onde Elton John já se apresentou, também passa por reformas, apesar de, em minha opinião, não ser um local adequado:

Num show dos Guns N´ Roses, uma chuva, forte chuva, acabou com palco, tendo eles que se apresentar no dia seguinte - lá é muito aberto - além disso, nunca achei ali seguro.


As demais casas por aqui no Rio, comportam de duas a 15 mil pessoas...


Sem falar que Paul já estivera por aqui no Brasil 9 meses antes, a última em São Paulo.


Mas no Carnaval, o empresário de Paul, convencido de que poderia dar um pit stop por aqui entre os shows do Peru e do Chile, veio conhecer, e aprovou o Engenhão.


Foi o primeiro show do estádio, que entra assim para o circuito de grandes apresentações de espetáculos aqui no Rio, e não somente futebol.


Eu gostei muito do show, e me impressionou a vitalidade de Sir Paul aos 68 anos:


Duas horas e meio direto tocando, numa energia que contagia seus músicos, e consequentemente, a platéia.


Falando em músicos, sempre fico de olho nos bateristas e percussionistas, pois brinquei dos dois em passado recente.


Pois bem, o baterista de Paul, que o acompanha nas turnês e em gravações, é Abe Laboriel Jr.


O pai dele é um dos maiores baixistas vivos que existem, super requisitado a tocar com grandes músicos (do pop ao Gospel)...ele é membro da igreja Presbiteriana.


Abe seguiu os caminhos do pai, e já tocou com Sting, Eric Clapton, B.B. King, e até com Lady Gaga.


Na música Dance Tonight, ele fica em pé atrás da bateria dançando (estilo macarena), levando os fãs a rirem muito, enquanto Paul toca seu okelele (espécie de cavaquinho do Havaí).


Ele é o músico mais aplaudido de todos, no final do show...já está com Paul há dez anos, o acompanhando (ele já estava tocando no intervalo do Superbowl americano).


Por várias vezes, fiquei apenas quieto, olhando e escutando...vendo meu sonho ser realizado, diante de meus olhos.


Cantei a plenos pulmões Hey Jude e Ob Lá Di, Ob Lá Dá, que foi a primeira música que ouvi dos Beatles, ainda criança.


Live and Let Die, tema do filme de 007 de 1973, com fogos de artifício e lança chamas na frente do palco;


Ao Piano (ele tocou 5 instrumentos diferentes), a reflexiva The Long and Widing Road;


E Curti muito Band on the Run, e Day Triper, que já veio na hora da canja:


Ninguém queria deixá-lo sair, mas eis que chegava meia noite, quando Sir Paul nos deu adeus...


Até a próxima”, disse ele, em português.

Tomara...pelo sim, pelo não, vi o show, acompanhado de setentões e pré-adolescentes de bom gosto, que não se contaminaram com essas porcarias que tem por aí.


Assim, realizei o sonho de minha vida – assistir a um show de algum Beatle.


Agora só falta um, também sonho vindo na infância:


Ter um BMW...


O motivo? Bem isso é história para um outro post...


Só no dia em que conseguir o carro...rsss!


Lee