quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Os Dois lados do Dia da Criança


Fui uma criança feliz – talvez tenha sido a época de maior felicidade de vida até hoje.


Em parte, por quê passei parte de minha infância fora do Brasil – em terras alemãs, aprendi a andar de trenó e fazer boneco de neve, o que não temos em nossas bandas.


Não me lembro de “dia da criança” por lá, pois pra mim, na verdade, todo dia era dia de ser criança:


Ia de bicicleta aos 8 anos para escola, na verdade, já começava o dia “me divertindo” antes de fazer a parte chata, que era “estudar” - compensava.


Mas hoje á tarde quando fui assisitir a um filme no shopping, via o desespero de pais em tentar fazer do “dia da criança”, um dia de criança.


O Shopping parecia praia lotada em dia de verão, mal dava para andar, sendo todos os espaços disputados;


Filas como raras vezes vi, tanto para um McDonald da vida (as crianças acham que só tem comida lá), quanto para entrar num restaurante de Shopping;


As lojas entupidas de gente, na busca por um presente – Vi um pai saindo com sete enormes presentes pra sua filhinha, todos brinquedos;


O espaço para brincadeiras, cobrando um absurdo, só para ficar 30 minutos;


Pais e crianças estressadas, brigando tão somente pela insuportabilidade de andar num ambiente assim.


Dei graças a Deus pela infância que tive – mas dei igual graça por não ter ainda filhos.


Falando a verdade, as situações acima vistas, além de outras preocupações, nunca me animaram a ser pai.


Hoje vi pais tentando fazer desse dia, um dia de criança, quando os mesmos, no dia a dia, não dão a mínima para os filhos.


Sei de casais cujos filhos, na verdade, são o principal objeto de mornidão de casamento, e posterior separação:

Esse convívio desgastante no dia a dia, que na verdade acaba sobrando muito mais para a mulher na maioria dos casos, tem feito muito casal, assim como na desistência do boxe, “jogar a toalha”.


Em quantas casas essa toalha já está no chão, e os dois tem medo de assumir...


Sim, o salmista diz que filhos são “herança do Senhor”:


"Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão" (Salmos 27.3)


Mas essa é a única herança que um casal pode ou não assumir – Não há sentido algum de obrigação no texto.


Quem teve filhos, se são ainda pequenos, que lhes deem um bom dia da criança.


Que na verdade, são todos os dias...


Dando lhes a bicicleta (brinquedo), mas fazendo-os irem a escola (responsabilidade).


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