sábado, 26 de novembro de 2011

Dias das Trevas – Você se Prepara para eles?


Porém, se o homem viver muitos anos, e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade.
(Eclesiastes 11:8 )


Em toda companhia que se preze, existe o chamado plano de contingência, que são as medidas a serem tomadas para a imediata recuperação de suas atividades normais.


Os incidentes mais comuns que causam a contingência na área de sistemas operacionais são:


Incêndios, ataques de hackers, greves, falta de energia, sabotagem, vazamentos químicos e radioativos, terremotos, furacões, atentados terroristas, acidentes.


Nas companhias aéreas, em caso de acidentes fatais, promovem a vinda de parentes em seus vôos, hospedagem dos mesmos em hotéis, Psicólogos, etc...


No fim, quase sempre põe a culpa no piloto, mas elas também tem um preparo nesse sentido.


No Estado, temos controle de catástrofes (em um mês, o Japão reconstruiu a estrada de acesso a Fukushima, quando houve o acidente nuclear) e controle contra rebeliões em presídios, e outros sobre caos urbano em cidades.


Mas em nossas vidas, raramente nos preparamos para enfrentar os “dias das trevas.


Não ter um plano de saúde para a hora em que for preciso, mas gastar o equivalente com futilidades:

Conheço um senhor que volta e meia bate no Souza Aguiar (Jurássico hospital da rede pública aqui do Rio), que gasta em rodadas de cerveja, 200 reais por semana...


Ele prefere gastar mil reais por mês bebendo e pagando cerveja para os amigos, a fazer um plano para ele.


E o Plano funeral? Todo mundo acha que não vai morrer, em especial os mais novos.

Aí, quando acontece, quem tá vivo que se vire pra pagar um caixão decente, que não é nada barato :


Um Funeral simples pode custar em média dois mil reais.


Fazer um seguro, economizar tanto por mês para cobrir despesas inesperadas;


Ou mesmo para um caso de ficar desempregado por determinado tempo.


O escritor de Eclesiastes diz que nós devemos nos lembrar do dias das trevas:


Estes, serão muitos.


O ensinamento bíblico sempre foi esse, mas vivemos tempos em que outros pregadores, ao contrário do de Eclesiastes, só pregam saúde, abundância, felicidade e prosperidade aqui na terra, gerando sentimento de culpa e confusão pra quem chega o “dia escuro”.


Infelizmente, não gostamos de dias de trevas...


E talvez por isso, ficamos vulneráveis para enfrentá-los.


Lee, passando alguns desses dias com o joelho operado, mas tendo se preparado antes e depois da operação para atravessá-los.



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

De Molho



Nesta Sexta feira, 18 de novembro, estarei operando o ligamento do joelho,ás 18h, Com previsão de alta no dia seguinte.

Orem não só pela operação em si,mas pela recuperação:

Sete dias sem botar o pé no chão, o que me afasta temporariamente do computador, mais 15 dias com a bota.

Um abraço a todos, e assim que possível, estarei de volta postando.


Lee


terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Taxista de Cristo e o Taxista sem Cristo


Estava lendo um texto da” Época” em que uma jornalista atéia passava um perrengue danado com um Taxista evangélico:


Este, queria de todas as formas que esta se convertesse dentro do Táxi, mandando um “Deus me livre” quando esta afirmou ser atéia.


Ser ateu para um evangélico, é pior que ser Católico, Espirita,Testemunha de jeová, etc...


Só não é pior que ser macumbeiro. Ser ateu é ser “secretário do capeta”, enquanto ser macumbeiro é ser o próprio capeta.


O Taxista evangélico já tinha sido da “Bola de Neve”(um dos nomes mais ridículos que ouvi para Igreja), mas agora era da “Novidade de Vida”.


Ao final da tensa viagem, o Taxista evangélico mandou um “Vê se passa lá na Igreja”, como" até logo";


E recebeu, também como um "até logo" da jornalista, um “vê se vira ateu”.


Essa semana, em minhas aventuras como passageiro de Táxi (eu adoro Táxis: é a única forma de andar de carro novo todos os dias, dos mais variados modelos), soube de outra história.


Dessa vez, era um “Taxista sem Cristo”, mas quando ele ouviu o meu destino (Colégio Batista) me contou uma história de evangelho, e não “evangélica”.


Este fez questão de dizer que não era evangélico, antes de mais nada.


Ele pegou como passageiro o Pastor de uma grande Igreja Batista, que conheço.


Este, na hora de sair do carro, deixou em cima do banco um envelope.


O taxista sabia onde era a igreja dele(pois tinha conduzido ele de uma igreja a outra).


Quando este abriu o envelope, tinha 350 pratas dentro (vários Pastores tem o hábito de presentear o outro com esse tipo de 'envelopinho', quando estes vão pregar em suas igrejas – quem paga é a Igreja, claro).

E resolveu fazer a festa com a grana extra:


Parou em um supermercado, e já estava colocando as coisas dentro do carrinho.


Mas algo, súbitamente, o deixou incomodado...


Numa crise de consciência, ele largou o carrinho, pegou o carrão, e voltou a igreja onde havia deixado o tal Pastor.


Encontrou-o almoçando na cantina, e perguntou: “Você lembra de mim”?


Claro, foi o Taxista que me trouxe”, respondeu.


E devolveu o envelope, dizendo que havia tido a “liberdade de ver o que havia dentro”.


O Pastor nem sabia que tinha dinheiro ali...


E deu 50 pratas como forma de agradecimento á devolução efetuada.


Aí eu pergunto:


Quem foi mais “Cristão”, o Taxista de Cristo que queria empurrar este goela adentro da jornalista atéia, tratando-a de forma descortês;


Ou o Taxista sem Cristo, mas que agiu como se o tivesse dentro do coração?


Talvez muita gente – Cristã como o primeiro taxista – venha a dizer que este estava “salvo” e que fazia o seu papel, e isso é o que importa.


São pessoas que já foram soterradas pela pequena “bola de neve”, que virou uma imensa avalanche, que virou o pensamento neopentecostal.


Gente que acham que tem que sair convertendo tudo a força, quebrando imagem de santo, desencapetando os outros como espetáculo tosco, pulando, berrando;


São pessoas em que tudo é do diabo, desde uma música não evangélica, ao símbolo de um McDonalds;


Pessoas que queimam o Alcorão como Protesto a "religião de terroristas";


Pessoas que dão o que o Pastor pedir, ainda que falte energia em casa, e pão para os filhos.


Estas, são “evangélicas”, apesar de não haver nada de evangelho nisso.


Pois colocaram uma imensa corrente em seus punhos, pescoço e pernas,e acham isso o máximo, pois pensam que estão em “Novidade de Vida”.


Lee

Hoje, A Parábola do Bom Samaritano seria assim: Dois Taxistas seguiam pelo mesmo caminho.


Um, Cristão, dono de seu próprio carro, viu um homem ferido na rua, mas acelerando, partiu em direção á sua igreja, pois já estava atrasado para o culto de domingo, e não queria deixar de dar seu dízimo para não correr o risco de Deus pesar a mão, conforme seu pastor dissera.


O Outro, ateu,pagando diárias de 140 reais por dia, sendo o domingo um dos dois únicos dias em que não pagava diária, parou o carro, e colocou o homem ferido dentro do mesmo.


Levou-o a uma clínica particular, pagando do próprio bolso, pois sabe como é a realidade dos hospitais públicos brasileiros.


Qual dois dois Taxistas teve verdadeira compaixão Cristã?