sábado, 17 de dezembro de 2011

Megatemplos de Nossa “Época":Eles realmente renovam a Fé?



Na capa da Época que está nas bancas para essa semana vem o seguinte título:

“Os Megatemplos que renovam a Fé”.

A capa é o Padre Marcelo Rossi, o primeiro dos Padres “showman”, que quer construir um santuário para 100 mil pessoas.

Ainda no lado Católico, a reportagem mostra as obras de uma Catedral Católica em Belo Horizonte, esta um pouquinho menor, só para 25 mil pessoas.

Já no lado evangélico, mostra o “Templo de Salomão”(que deve se remexer na cova cada vez que escuta) da Universal, em São Paulo;

E o de um dos antigos colaboradores do Macedo, o Waldemiro, que também vai erguer um megatemplo em São Paulo para “seu Deus” (traduzindo, para concorrer com a Universal);

Entre as declarações em comum de ambos os lados, e dignas de risadas, são as de que “quanto mais cheios os templos, mais se renova a fé dos fiéis”.

Esse negócio de Mega Igreja começou nos anos 80, nos EUA, e que só agora, 30 anos depois, os Pastores e Padres Tupiniquins, copiam o modelo.

E os americanos copiaram da Coréia do Sul, nos anos 60/70:

Isso mesmo, qualquer igreja Sul-Coreana, se vc não sabe, tem um mínimo de 15 mil frequentadores – ás vezes, realizam até sete cultos por domingo.

A maior Igreja Batista, Presbiteriana, Metodista, Congregacional, todas estão na Coréia.

Sem falar na igreja do Reverendo Moon, que é enorme.

Então, nos anos 80, com aquela velha frase que “um grande Deus merece um grande templo”, começaram a fazer igrejas sem característica de igreja, ou seja:

Auditórios parecidos com os do showbusiness, formação arquitetônica de pequenos ginásios, restaurantes e redes de lanchonete no lugar das antigas cantinas;

Rede de som digna de concertos de Rock, telões, jogos de luz, canhões de fumaça, etc.

O que essa turma aí em cima vai experimentar no futuro, quando caírem na real, vai ser o seguinte:

Quanto mais cheio for uma igreja, mais impessoal é o relacionamento das pessoas.

Eu não trocaria uma congregação de 200 por uma de 20 mil nem que me pagasse.

Você entra, sai, e nem olham pra sua cara, mesmo se você comparecer dominicalmente.

Quando as pessoas começarem a sair- o que já começa a acontecer nessas “megachurches” dos EUA – elas ou saem da igreja de vez, ou retornam para pequenos grupos.

E para quem é da liderança, vai sobrar as “megacontas” para pagar (luz, água).

Durante esse período, as posses materiais do Pastor e do Padre irão aumentar absurdamente, e este ficará num patamar semlhante aos astros do cinema ou astros da música:

O próprio Rossi já está assim há muito tempo, e lá fora, o Rick Warren tem acesso ao Obama, inclusive orou na posse dele.

A Mega Igreja é uma igreja que já nasce com a estrutura corrompida pela vaidade:

Todos querem trocar de carrão por ano, pra mostrar ao seu colega de estacionamento que ele está sendo “ricamente abençoado por Deus”.

Enfim, a única fé que essas igrejas renovam, e a fé em mamom, ou seja:

A fé no dinheiro, a fé nas coisas materiais.

Da Fé em Deus, essas igrejas passam mega distantes.

Lee

"Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." (Jesus, em Mateus 18.20)